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Elucidário Madeirense Início
Artigo Nº 1677 Político Vol. II · pp. 183–184 1 min de leitura

Gonçalves (Joaquim Melchior)

Ardente liberal do Funchal, membro da primeira Câmara Constitucional, exilado em Cabo Verde em 1823 e novamente perseguido em 1828, que ficou conhecido por ter dado um murro no governador José Maria Monteiro.

Gonçalves (Joaquim Melchior)

Foi membro da primeira Câmara Constitucional do Funchal, capitão de ordenanças e sócio correspondente da Sociedade dos Amigos das Sciencias e Artes. Condenado pela alçada que veio à Madeira em 1823 a quatro anos de degredo para as ilhas de Cabo Verde, partiu para ali, voltando, porém à pátria em 1826. Constitucional exaltadíssimo, foi pronunciado pela alçada mandada á Madeira em 1828, mas não chegou desta vez a ser preso por se ter homiziado.

Conta-se que tendo Melchior Gonçalves saído em certa noite para visitar alguns amigos, se encontrou no Largo da Sé com um bando de quadrilheiros, dirigidos pelo Governador José Maria Monteiro. Reconhecendo que lhe era impossível fugir, tomou a resolução de se dirigir ao referido governador, e declarando-lhe que andava em sua busca para lhe fazer uma comunicação que só por ele devia ser ouvida, pediu-lhe que para poder falar livremente fizesse retirar os quadrilheiros para uma certa distancia.

Tendo o pedido sido satisfeito, dispunha-se o governador a ouvir a comunicação que Melchior Gonçalves tinha a fazer-lhe, quando este lhe atirou rapidamente alguns socos que o prostaram, fugindo em seguida, sem que os quadrilheiros, que logo correram em sua perseguição, conseguissem alcançá-lo.

Ignoramos as datas do nascimento e do falecimento de Francisco Melchior Gonçalves, mas diz-nos pessoa da sua família que era natural do Campanário e que emigrou antes de 1834 para o Brasil, onde morreu.

Neste artigo

Tempo

Anos mencionados · 04
  1. Uma alçada régia absolutista chegou ao Funchal para investigar os acontecimentos constitucionais de 1821. Funcionou nos Paços do Concelho até ao início de novembro de 1823, dispersou os maçons e condenou muitos liberais ao degredo, entre eles Joaquim Melchior Gonçalves para Cabo Verde e outros para Angola.

  2. Joaquim Melchior Gonçalves regressou do exílio.

  3. A alçada de D. Miguel chegou à Madeira, pronunciou 216 liberais e maçons e mandou prender 101; alguns, como Nery e Agrela, foram enviados para Lisboa, enquanto outros fugiram ou se esconderam.

  4. Joaquim Melchior Gonçalves emigrou para o Brasil antes de 1834.

Lugar

Lugares mencionados · 05

No estrangeiro

Mapa: Madeira (5)
  1. Brasil

    Brazil. País para onde emigrou e onde morreu.

  2. Cabo Verde

    Cape Verde. Local do seu exílio, de 1823 a 1826.

  3. Campanário

    Ribeira Brava. A sua freguesia natal, segundo a família.

  4. Funchal

    Sede da Câmara Municipal de que fez parte.

  5. Largo da Sé

    Funchal. Largo onde se encontrou com a patrulha do governador.

Pessoas

Pessoas mencionadas · 02
  1. Vereador liberal do Funchal e capitão de milícias, exilado em 1823, que mais tarde emigrou para o Brasil.

  2. Governador em quem Melchior Gonçalves bateu e de quem escapou no Largo da Sé.

Na folha G

Vistos recentemente

    As páginas que ler aparecerão aqui.