Freire (Ascenso de Sequeira)
Governador e capitão-general da Madeira de 1803 a 1807, durante cujo governo se realizou a canalização e o amuralhamento das três ribeiras do Funchal.
Foi nomeado governador e capitão-general da Madeira a 15 de Outubro de 1803, tendo chegado ao Funchal a 5 de Dezembro seguinte e tomado posse a 8 do mesmo mês e ano, quando ainda se encontrava nesta cidade o seu antecessor D. José Manuel da Câmara.
Veio acompanhado do desembargador Dr. Joaquim Antonio de Araújo, encarregado de proceder a uma sindicância acerca das graves desinteligências que se deram entre o governador e capitão-general D. José Manuel da Câmara e o bispo D. Luiz Rodrigues de Vilares. (V. estes nomes).
Durante o seu governo, em virtude das guerras europeias, navios de guerra ingleses entravam frequentemente no nosso porto, conduzindo diversas embarcações, principalmente espanholas, que apresavam no alto-mar.
Realizou-se nos anos de 1804 e 1805 o importante melhoramento do encanamento e construção das muralhas das três ribeiras que atravessam a cidade, sob a direcção do distinto engenheiro o brigadeiro Reinaldo Oudinot (V. este nome).
Ascenso de Sequeira Freire saiu da Madeira depois da chegada do seu sucessor Pedro Fagundes Bacelar de Antas e Meneses, que tomou posse do lugar nos fins de Julho de 1807.
Neste artigo
Tempo
Anos mencionados · 03-
Ascenso de Sequeira Freire foi nomeado governador e capitão-general da Madeira.
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Ascenso de Sequeira Freire tomou posse como governador da Madeira no Funchal.
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O brigadeiro Reinaldo Oudinot chegou ao Funchal em fevereiro de 1804 e regularizou e murou as três ribeiras da cidade; as cheias de dezembro de 1804 puseram os muros à prova e, em 1806, foram demolidas casas junto às ribeiras de João Gomes e de Santa Luzia para a realização das obras.
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Pedro Fagundes Bacelar de Antas e Meneses tomou posse como governador da Madeira, sucedendo a Ascenso de Sequeira Freire.
Lugar
Lugares mencionados · 01- Funchal
Local onde Freire chegou e tomou posse em dezembro de 1803.
Capital do arquipélago e sede da principal capitania, onde teve início o povoamento; foi elevada a vila por volta de 1451–1452. A sua baía, a mais ampla do arquipélago, situa-se entre a Ponta do Garajau e a Ponta da Cruz e oferece um ancoradouro abrigado, embora o seu porto nunca tivesse sido estudado do ponto de vista oceanográfico. O Elucidário aborda o Funchal como estância de saúde, com dados climáticos, e regista os distúrbios de janeiro de 1906, a visita do príncipe dinamarquês em maio de 1846 e a existência de cones vulcânicos recentes na zona.
Pessoas
Pessoas mencionadas · 06-
Governador e capitão-general da Madeira (1803–1807), a quem esta entrada é dedicada.
- D. Luís Rodrigues de Vilaresm. 1810
Bispo do Funchal envolvido em graves conflitos com o governador José Manuel da Câmara.
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Magistrado de um tribunal superior que acompanhou Freire para investigar o conflito entre o governador e o bispo.
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Antecessor no cargo de governador e capitão-general, cujos conflitos com o bispo deram origem a um inquérito oficial.
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Sucedeu-lhe como governador e capitão-general, tomando posse no final de julho de 1807.
- Reinaldo Oudinotm. 1807
Engenheiro e brigadeiro que dirigiu as obras de encanamento das três ribeiras do Funchal em 1804–1805.