José Manuel da Câmara
governador e capitão-general da Madeira
Governador e capitão-general da Madeira (1800–1803), durante cujo mandato ocorreram a ocupação britânica e a aluvião de 1803. Promoveu melhoramentos agrícolas, como a introdução de ovelhas de lã comprida, e ordenou a demolição da capela de São Sebastião para construir um mercado. Desentendeu-se, porém, com o bispo Vilares, expulsou-o do Funchal em 1803 e foi demitido após o inquérito subsequente.
1Mencionado em
- Geologia — Capitão-general da Madeira durante cujo governo foi redigido um relatório sobre ocres e pozolana.
- Governadores Gerais — Governador e capitão-general da Madeira que mandou prender Henrique Correia em 1803.
- Tratamento de distinção — Governador e capitão-general repreendido por tratar a Câmara Municipal do Funchal por senhoria.
- Passos — Governador da Madeira a quem se atribui a construção de um oratório dos Passos da Paixão no Beco de Jacinto Acciaioly.
- Rodrigues de Vilares (D. Luis) — Governador que expulsou o bispo do Funchal em 1803 e foi exonerado após o inquérito.
- Gados — Governador e capitão-general da Madeira que celebrou um contrato com Fitzgerald para a criação de uma quinta-modelo e foi felicitado em 1802 pela introdução de ovinos de lã comprida.
- Bancos — Governador e capitão-general da Madeira a quem o governo recomendou a criação de um fundo de crédito em 1800.
- Seminário — Governador e capitão-general que entrou em conflito com o bispo por não desocupar o Colégio dos Jesuítas.
- Freire (Ascenso de Sequeira) — Antecessor no cargo de governador e capitão-general, cujos conflitos com o bispo deram origem a um inquérito oficial.
- Mercado e Capela de São Sebastião — Governador e capitão-general da Madeira que ordenou secretamente a demolição da Capela de São Sebastião em janeiro de 1803 para construir um mercado.
- Procissão do Corpo de Deus — Governador que, em 1801–1802, reivindicou um lugar atrás do pálio e uma das suas varas, provocando protestos da Câmara Municipal.
- Palheiro do Ferreiro (Quinta do) — Governador da Madeira que visitou a Quinta do Palheiro em 5 de janeiro de 1801.
- Guiomar (Mirante de D.) — Governador da Madeira que comunicou o envio à Fazenda Real das joias, pratas e tapeçarias herdadas por D. Guiomar.
- Governador e Capitães-Generais — Governador e capitão-general da Madeira a partir de 1800.
- Ocupação da Madeira por Tropas Inglesas — Governador e capitão-general da Madeira que aceitou o desembarque britânico de 1801 para evitar um bombardeamento.
- São João Evangelista (Colégio e Igreja de) — Governador e capitão-general que se recusou a retirar as tropas do colégio, provocando um conflito com o bispo em 1803.
- Algodoeiro — Capitão-general da Madeira que recebeu o ofício de 1802 em que se elogiavam os progressos do cultivo do algodão.
- Santo António da Serra (Freguesia de) — Governador e capitão-general que desterrou o bispo Vilares para Santo da Serra.
- Aluviões — Governador e capitão-general da Madeira em 1803, que organizou o socorro após a grande aluvião.
2Cronologia
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D. José Manuel da Câmara foi nomeado governador e capitão-general da Madeira.
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D. José Manuel da Câmara tomou posse como governador da Madeira.
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O governador D. José Manuel da Câmara visitou a propriedade do Palheiro e assistiu ao assentamento das soleiras das portas.
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Uma esquadra britânica chegou ao Funchal, dando início à primeira ocupação britânica da Madeira; as tropas sob o comando de Clinton foram aquarteladas no colégio dos Jesuítas, no forte da Penha de França e no teatro, obrigando o Seminário a regressar ao Mosteiro Novo.
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O ministro Rodrigo de Sousa Coutinho comunicou ao capitão-general da Madeira a satisfação do Príncipe Regente com os progressos do cultivo do algodão na ilha.
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Por ordem do governador, a Capela de São Sebastião, no Funchal, foi esvaziada, as suas imagens foram levadas para São Tiago e o edifício foi arrasado durante a noite.
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Um grave conflito entre o governador D. José Manuel da Câmara e o bispo D. Luís Rodrigues de Vilares, a propósito do Colégio dos Jesuítas, levou o governador a obrigar o bispo a deixar o Funchal e a ir para Santo da Serra.
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Henrique Correia foi preso na fortaleza do Ilhéu por não ter desmontado perante o governador José Manuel da Câmara.
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A grande aluvião de 9 de outubro de 1803, considerada a maior calamidade da Madeira, devastou o Funchal e outras partes da ilha, matou cerca de 600 pessoas e destruiu a igreja do Calhau, muros de contenção das ribeiras, pontes e capelas em Machico, Santa Cruz e noutros locais. Motivou a missão de Oudinot e a expansão da cidade para o exterior.
3Lugares mencionados
No estrangeiro