Santo António da Serra (Freguesia de) 1Situação e primeiros tempos
Santo António da Serra (Freguesia de)
Artigo sobre a freguesia serrana de Santo António da Serra (Santo da Serra), situada num planalto acima de Santa Cruz e Machico. Aborda o seu povoamento, a história eclesiástica, a igreja, os conflitos relacionados com o protestantismo e a efémera colónia de povoadores de Porto Santo chamada Aldeia da Rainha.
1Situação e primeiros tempos
A freguesia de Santo António da Serra ou do Santo da Serra, como é mais geralmente conhecida, fica em boa parte situada em um planalto sobranceiro às freguesias de Santa Cruz e Machico, numa altitude media de 700 metros acima do nivel do mar. É considerada como uma das mais belas e encantadoras estancias desta ilha. Se tem uma quadra invernosa sujeita a chuvas e ventos freqüentes e com notaveis baixas de temperatura, é, no entretanto, muito procurada na estação calmosa pela frescura e amenidade do seu clima, de par com as surpreendentes belezas da sua admiravel paisagem. Encontram-se ali algumas excelentes casas de campo, onde varias familias, especialmente de Santa Cruz e Machico, costumam passar os meses mais quentes do ano. Foi noutros tempos bastante visitada por inglêses, que nesta localidade construiram algumas quintas que ainda existem.
Como todos os pontos do interior da Madeira, e particularmente pelas suas condições climatericas e maciço cerrado dos seus arvoredos, não foi o Santo da Serra sujeito a qualquer exploração agricola ou tentativa de colonização nos primitivos tempos do povoamento da nossa ilha. Conjectura-se que, sòmente no primeiro quartel do século XVI, se daria começo ao arroteamento de algumas terras no planalto onde actualmente se encontra a igreja paroquial ou nas suas mais proximas imediações, supondo-se também que por aquela época ainda ali não existiriam habitantes de moradia fixa.
«Duas ermidas, diz o padre Fernando Augusto de Pontes, ergueu primitivamente ali Gil de Carvalho. A primeira não a chegou a ultimar, ao Alcoforado, sitio da sua residencia, que ainda guarda o nome de Ermida. A segunda ocupa a séde paroquial deste lugar». Afirma o mesmo sacerdote, no seu livro Excursões, que Gil de Carvalho faleceu em Santa Cruz em 1541, o que faria remontar a construção das capelas a uma época mais remota, pois somos de opinião que essa edificação não seria anterior ao ultimo quartel do século XVI. A que foi transformada em igreja paroquial já existia em 1612, visto que um alvará régio de 3 de Setembro deste ano mandava aplicar a importância de 70:000 réis para a compra dum retábulo destinado a mesma capela. É de supor que por esta época já por ali se encontrasse um núcleo de população de relativa importância. Teve esta ermida capelão privativo e em 1790 foi-lhe permitido acudir com os ultimos sacramentos em casos repentinos.
2O curato e a paróquia
Diz o ilustre anotador das Saudades. «A freguezia do Santo da Serra era uma antiga ermida subordinada ao vigário de Machico. Como este e os de Santa Cruz e Água de Pena disputassem, renhidos, a posse desta ermida, o bispo D. Fr. Lourenço de Tavora, em 1612, a tomou sob sua protecção, e provavelmente a constituiu em curato. Com o decorrer dos tempos, prosseguiram estas contendas de jurisdição, e mais tarde se repetiram essas lutas com a delimitação dos concelhos de Santa Cruz e de Machico. Foi certamente a partir daquela época, isto é, no primeiro quartel do século XVII, que a capela de Santo Antonio da Serra passou a uma directa jurisdição episcopal e que aquele prelado tomou de aforamento os terrenos circunvizinhos da ermida, que sempre foram considerados como pertença da mitra do Funchal. Esses terrenos, por especial concessão dos bispos diocesanos, foram mais tarde facultados aos parocos como fazendo parte do respectivo passal. O curato, porém, só foi criado no ano de 1813, ficando constituído com os sítios das Preces, Ermida, Margaça e Madeira da Igreja, pertencentes à freguesia de Machico, com os sítios de Mouro, Ameixieiras, João Ferino, Curral Velho, Ribeiro de João Gonçalves e Madre de Água, da freguesia de Santa Cruz, e com o sítio da Achada do Barro, da freguesia de Água de Pena.
Encontrando-se no Santo da Serra o vigário capitular e governador do bispado António Alfredo de Santa Catarina Braga, expediu dali uma provisão, datada de 13 de Junho de 1836, extinguindo a freguesia de Água de Pena e criando a do Santo, ou melhor, anexando aquela ao curato do Santo da Serra e fazendo neste a sede da nova paróquia, com o nome de freguesia do Santo da Serra e Água de Pena. Não teve longa duração a nova paróquia, porque a carta regia de 24 de Julho de 1848 restaurou a antiga freguesia de Agua de Pena, perdendo então o sítio da Achada do Barro, que foi incorporado no Santo da Serra. Esta localidade, que era um curato filial de Machico, ficou constituindo paróquia autónoma desde o ano de 1848.
Varias desinteligências se levantaram entre as câmaras de Santa Cruz e de Machico, e que duraram longos anos, àcêrca da delimitação da área dos respectivos concelhos, pretendendo cada qual incorporar na sua jurisdição uma parte considerável do Santo da Serra, tendo essas lutas terminado no ano de 1862, como já fica referido a páginas 299 do II volume, para onde remetemos o leitor afim de evitarmos escusadas repetições.
3A igreja e factos notáveis
A primitiva capela onde se instalou a sede do curato e da paróquia, deve ter sido construída pelos fins do século XVI ou princípios do século XVII. Em 1612, como já vimos, foi-lhe concedida a quantia de 70:000 réis destinada á factura do respectivo retábulo. Sofreria, por certo, vários repairos e teria sido mesmo acrescentada, até que por meados de século passado foi totalmente reedificada com as proporções que actualmente conserva. O governo fez reconstruir em 1851 a capela-mor, e parte da casa paroquial, despendendo-se cerca de quatro contos de réis. O cônsul americano João Howard March (volume II páginas 339) edificou á sua custa o corpo da igreja e os muros que circundam o vasto adro, tendo sido louvado, por portaria de 3 de Julho de 1855, pelos relevantes serviços prestados a esta freguesia e especialmente pela construção da igreja.
A bênção solene do novo templo realizou-se no dia 23 de Agosto de 1857 com a assistência do prelado diocesano D. Manuel Martins Manso, tendo por essa ocasião proferido um notável discurso o distinto orador sagrado cónego Francisco João de Freitas Ferraz.
Em frente da residência paroquial, fizeram alguns súbditos ingleses construir uma casa destinada a abrigar os indivíduos que, de freguesias distantes, iam ali em romagem ao pequeno santuário dedicado a Santo António, que era então uma capela de acanhadas dimensões. A casa, que foi edificada por 1808, não era pequena e tinha um certo aparato arquitectónico. Esteve alguns anos sob a administração de uns comerciantes ingleses, que velavam pela sua conservação e asseio, mas foi depois deixada ao abandono, ficando reduzida, dentro de poucos anos, a um informe montão de ruínas. A direcção das obras publicas deste distrito, que teve a superintendência do edifício, e também a algumas pessoas desta freguesia, se deve o abandono a que foi votada a casa e o seu rápido desmoronamento.
No artigo consagrado ao bispo desta diocese D. Luís Rodrigues de Vilares, já referimos que este prelado residiu alguns meses nesta freguesia, cumprindo uma pena de deportação que lhe foi imposta pelo governador e capitão-general D. José Manuel da Câmara, (Ver volume III, página 216).
Foi esta uma das freguesias em que o proselitismo protestante, iniciado e exercido pelo Dr. Roberto Kalley (volume II, página 208), lançou mais fundas raízes e maiores perturbações levou ao seio das pacificas populações da Madeira. Deram-se alterações da ordem publica nesta localidade em 1844, efectuaram-se muitas prisões, houve investigações e devassas nas sedes dos concelhos de Santa Cruz e Machico, e vários processos se instauraram contra os amotinadores e alguns apóstolos das novas doutrinas. Os propagandistas não tem esquecido a primitiva evangelização calvinista e mantiveram sempre até o presente o seu proselitismo, embora sem resultados apreciáveis. Foi o próprio Dr. Kalley que, nesta freguesia, na quinta do Serrado das Ameixieiras, com a sua rara e avassaladora eloquência, levou um avultado numero de indivíduos a seguirem as ideas calvinistas. Já acima nos referimos á surpreendente paisagem desta freguesia e aos arrebatadores panoramas que nela se desfrutam, sobretudo nos sítios dos Lamaceiros, Portela e Macelas. Diz o já citado padre Fernando de Pontes: «Na Portela, fica a freguesia do Porto da Cruz aos pés do espectador. Nos Lamaceiros não ha sómente a vista do Porto da Cruz e Penha de Águia, senão também parte do Faial e Santa Anna, envolta nas louçanias de uma vegetação opulenta. Nas Macelas, ha os visos dos montes cobertos de verde ao norte, immenso estendal de verdura e um sem numero de casaes debaixo dos olhos; no centro uma ribeira a collear e a fugir como listas de prata; lá em baixo o alvejar de muitas casas junto a um templo; mais lá, a onda que se debate na rocha; além, a majestade sombria das rochas de São Lourenço a mirar-se nas águas adormecidas, e a vastidão do oceano ao cabo...».
4A Aldeia da Rainha
Não pode ficar sem referencia especial que nos dizem os Annais do Porto Santo com respeito ao estabelecimento duma povoação na freguesia do Santo da Serra, constituída por habitantes daquela ilha. O interessante facto vem narrado no antigo Heraldo da Madeira, nos seguintes termos: «D. Maria I, compadecendo-se das successivas crises porque passava o Porto Santo, onde a fome batia ás portas dos menos abastados não obstante as medidas que tomara o marquez de Pombal, houve a resolução de fazer transportar para Santo Antonio da Serra, alguns desses indigentes a quem proveu de todo o necessário, gastando muito da sua generosidade e aos cofres públicos 50 mil cruzados na construção de alguns casaes que foram gratuitamente distribuídos.
Santo António da Serra passou a chamar-se a Aldeia da Rainha, por alvará de 18 de Dezembro de 1768, perdendo Machico os terrenos da ermida para o norte que foram anexados á nova povoação.
Os elementos, porem, com que foi constituída, não eram de molde a cimentar-se em tão auspiciosos alicerces. Sem aptidões para a agricultura e com negação ao trabalho, os emigrados do Porto Santo, acossados pelo frio do inverno e profunda nostalgia, foram revertendo ao antigo lar, até que de todo abandonaram a Aldeia no ano de 1783.
A má administração e a falta de zelo pelos bens do Estado foram sempre uma das causas que tem contribuído para o nosso desnivelamento. Disputas e contendas a propósito de tudo, em que se gastam rios de dinheiro.
Os municípios de Machico e Santa Cruz queriam ambos a interferencia na aldeia, litigaram muito e venceu o primeiro quando esta já quasi não existia.»
Principais sítios desta freguesia: Ermida, Margaça, Madeira da Igreja, Fajã dos Rolos, Ribeira de Machico, Lombo das Faias, Fajã das Vacas, Lombo das Raizes, Casais Proximos, Achada do Barro, Poiso, Madre de Água, Serrado das Ameixieiras, Ribeira de João Gonçalves, Terra de Braga, João Ferino e Curral Velho. Tem 2.130 habitantes (1921).
Neste artigo
Tempo
Anos mencionados · 11-
Uma carta régia concedeu 70 000 réis para um retábulo da capela de Santo António da Serra.
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Um alvará régio fundou a Nova Aldeia, ou Aldeia da Rainha, em Santo António da Serra, para famílias provenientes do Porto Santo.
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Os colonos de Porto Santo abandonaram definitivamente a Aldeia, em Santo António da Serra.
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Residentes ingleses custearam uma casa de romeiros em Santo António da Serra, em frente à residência paroquial.
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Foi criada a curazia de Santo da Serra como dependência de Machico.
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A freguesia de Água de Pena foi suprimida e anexada a Santo da Serra, formando a freguesia de Santo da Serra e Água de Pena.
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Distúrbios públicos e detenções em Santo António da Serra estiveram ligados à pregação protestante de Robert Reid Kalley.
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Uma lei restabeleceu a freguesia de Água de Pena e tornou Santo da Serra uma freguesia autónoma.
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O governo reconstruiu a capela-mor e parte da residência paroquial de Santo António da Serra.
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A nova igreja paroquial de Santo António da Serra foi solenemente benzida.
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Uma reunião na Casa dos Romeiros, no Santo da Serra, fixou definitivamente os limites concelhios e paroquiais entre Machico e Santa Cruz, pondo fim a longas disputas.
Lugar
Lugares mencionados · 15- Santo António da Serra · Assunto
Machico. Tema da entrada.
Freguesia serrana situada num planalto acima de Santa Cruz e Machico, dividida entre esses dois concelhos. O Elucidário aborda o seu povoamento, a igreja, os conflitos ligados ao protestantismo e a efémera colónia da Aldeia da Rainha, formada por habitantes do Porto Santo. Regista ainda as suas quintas, a lagoa, a fábrica de laticínios de Burnay e o desterro de um bispo na freguesia.
- Achada do Barro
Santa Cruz. Sítio transferido de Água de Pena em 1848.
Localidade que passou para Santo da Serra em 1848.
- Água de Pena
Machico. Freguesia unida à de Santo da Serra entre 1836 e 1848.
Água de Pena é uma freguesia entre Santa Cruz e Machico, dividida pelos dois concelhos. O seu Porto do Seixo foi visitado pelos descobridores de Zarco em 1419. A freguesia foi extinta em 1836 e restaurada em 1848, é irrigada pela Levada do Juncal e inclui Bemposta, Cardais e Queimada.
- Alcoforado
Machico. Residência de Gil de Carvalho, onde se situava a sua capela inacabada.
Residência de Gil de Carvalho e local da sua capela inacabada.
- Aldeia da Rainha
Machico. Nome do povoado fundado em 1768.
A Aldeia da Rainha foi uma povoação de curta duração na freguesia de Santo António da Serra, na Madeira, fundada em 1768 durante o reinado de D. Maria I. Foi povoada por famílias do Porto Santo.
- Ermida
Machico. Sítio cujo nome deriva da antiga ermida.
A Ermida é um sítio habitado da freguesia de Santo António da Serra (Santo da Serra), no concelho de Machico, na Madeira. O nome provém de uma pequena ermida ali construída por Gil de Carvalho no segundo quartel do século XVI.
- Lamaceiros
Machico. Miradouro.
Lamaceiros é um sítio pitoresco de Santo da Serra, com vistas sobre as freguesias do norte. Várias levadas partilham ali um aqueduto antes de se separarem.
- Machico
Freguesia e concelho vizinhos; Santo da Serra foi sua curazia filial.
Machico é uma vila e concelho da Madeira situados num vale. O Elucidário traça a sua história municipal desde a provável criação por volta de 1451, passando pelas perdas territoriais para Santa Cruz, São Vicente e Santana. Regista também as suas armas, os seus privilégios e os novos Paços do Concelho de 1929.
- Penha de Águia
Santana. Visível dos Lamaceiros.
Penha costeira em forma de pirâmide truncada, com quase 600 m de altura, na costa norte da Madeira, elogiada por dar nome a um vale de beleza sem igual. Stuebel considerou-a o vestígio de uma cratera secundária destruída, e a sua face voltada para o mar apresenta filões duplos. É local de nidificação do boieiro e deu nome a um morgadio.
- Ponta de São Lourenço
Machico. Visível das Macelas.
A Ponta de São Lourenço é uma ponta longa e estreita no extremo oriental da Madeira, na freguesia do Caniçal. Diz-se que recebeu o nome da caravela São Lourenço e tem um farol num dos seus ilhéus. O Elucidário descreve a sua geologia, a vegetação sazonal, os ilhéus, as formações calcárias fósseis da Piedade, os caracóis terrestres e o seu uso como pastagem. O vapor Forerunner naufragou ali em 1884, e existe um banco submarino entre a ponta e as Desertas.
- Portela
Machico. Miradouro sobre o Porto da Cruz.
A Portela é uma passagem de montanha no concelho de Machico, onde nasce a Ribeira de Machico e termina a nova estrada do leste. Oferece amplas vistas sobre o Porto da Cruz e o Faial e já era recomendada como miradouro em 1850. A princesa Isabel e os estudantes de Coimbra visitaram-na.
- Porto da Cruz
Machico. Visível da Portela.
Freguesia da Costa Norte criada em 1577 e conhecida pelos seus vinhos de boa qualidade. Passou do concelho de Santana para o de Machico em 1852 e foi sede de uma capitania-mor. Era também um porto de pesca onde eram desembarcados alguns cachalotes.
Pessoas
Pessoas mencionadas · 12-
Governador da diocese que, em 1836, integrou Água de Pena na nova freguesia de Santo da Serra.
- D. Lourenço de Távoram. 1629
Bispo que, em 1612, colocou a capela disputada sob proteção episcopal.
- D. Luís Rodrigues de Vilaresm. 1810
Bispo que passou alguns meses desterrado na freguesia por ordem do governador.
- D. Manuel Martins Manso1793–1878
Bispo presente na bênção da nova igreja, em 1857.
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Rainha a quem é atribuída a instalação de habitantes indigentes do Porto Santo no Santo da Serra.
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Padre e autor de Excursões, citado a propósito das capelas e das vistas da freguesia.
- Francisco João de Freitas Ferraz1823–1859
Cónego que pregou na bênção da igreja em 1857.
- Gil de Carvalhom. 1541
Um dos primeiros moradores, a quem se atribui a construção das duas primeiras capelas de Santo da Serra.
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Cônsul americano que custeou a nave e os muros do adro da igreja paroquial e foi elogiado em 1855.
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Governador e capitão-general que desterrou o bispo Vilares para Santo da Serra.
+ 2 mais
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Ministro cujas medidas de auxílio ao Porto Santo são mencionadas.
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Proselitista protestante escocês cuja pregação causou tumultos na freguesia em 1844.