Pereiro (Pyrus Marus subesp. hortensis)
A pereira, arbusto da família das rosáceas amplamente cultivado na Madeira, sendo a macieira considerada uma sua variedade hortícola; a entrada enumera variedades locais de peras e maçãs e regista a antiga prática de produzir vinho falsificado a partir do seu sumo.
Rosacea-Pomoidea europeia, de ordinario arbustiva, muito cultivada na Madeira. A macieira é uma das muitas variedades hortenses desta especie, distinguindo-se facilmente do pereiro pelos seus pomos achatados e providos duma massa mais fina e de sabor mais agradavel. As melhores maçãs vêm da Camacha, de Santo Antonio da Serra e doutras localidades altamente situadas da ilha, ao passo que os peros se encontram por tôda a parte, sendo alguns deles bastante saborosos depois de maduros. O pêro-vime, o pêro-estopa, o pêro-doce, a maçã-barral, a maçã-reineta, a maçã-cara-de-cama e a maçã-pino-de-ouro, são as variedades mais conhecidas na Madeira.
Outrora preparava-se com o sumo ou mosto dos peros ou das maçãs muito vinho que era vendido aos consumidores como vinho de uvas; hoje é proibida a vinificação desses frutos, mas pode fabricar-se com êles a cidra, bebida agradavel e de que se faz largo consumo em muitos paises.
Neste artigo
Lugar
Lugares mencionados · 02- Camacha
Santa Cruz. Referida como origem das melhores maçãs.
A Camacha é uma freguesia situada nas terras altas acima do Caniço, no concelho de Santa Cruz, fundada em 1676 com sede na Capela de São Lourenço. O Elucidário aborda a sua igreja, o seu papel na invasão miguelista de 1828, as quintas, as levadas, a Casa de Abrigo do Poiso, a romaria do Pentecostes, as saias acolchoadas das mulheres, as plantas e os jardins, e a sua célebre indústria de vimes, iniciada por Hinton.
- Santo António da Serra
Machico. Referido como local de altitude de onde provinham as melhores maçãs.
Freguesia serrana situada num planalto acima de Santa Cruz e Machico, dividida entre esses dois concelhos. O Elucidário aborda o seu povoamento, a igreja, os conflitos ligados ao protestantismo e a efémera colónia da Aldeia da Rainha, formada por habitantes do Porto Santo. Regista ainda as suas quintas, a lagoa, a fábrica de laticínios de Burnay e o desterro de um bispo na freguesia.