Câmara (D. José Manuel da)
Governador e capitão-general da Madeira (1800–1803), durante cujo mandato ocorreram a ocupação britânica e a aluvião de 1803; foi demitido após se desentender com o bispo Vilares.
A 8 de Maio de 1800 foi nomeado governador e capitão general deste arquipelago e tomou posse deste cargo a 4 de Dezembro do mesmo ano. Dois importantes acontecimentos ocorreram durante o seu governo: a ocupação desta ilha por tropas britanicas (V. Ocupação da Madeira por tropas inglesas) e a terrível inundação de 9 de Outubro de 1803 (V. Aluviões).
Teve lutas com o prelado D. Luiz Rodrigues de Vilares, desterrando-o para a freguesia do Santo da Serra (V. o artigo referente a este prelado). Entre as acusações feitas ao bispo, salienta-se a de que ele era pedreiro livre e tinha frequentes conciliábulos com vários membros das sociedades secretas. O prelado e o governador foram chamados a Lisboa sendo demitido D. José Manuel da Câmara e continuando D. Luiz Rodrigues de Vilares no exercício do seu ministério. Veio á Madeira sindicar dos actos do governador, o desembargador dr. Joaquim Antonio de Araujo.
Saíu da Madeira a 10 de Dezembro de 1803, tendo já chegado a esta ilha o seu sucessor Ascenso de Sequeira Freire.
Neste artigo
Tempo
Anos mencionados · 02-
D. José Manuel da Câmara foi nomeado governador e capitão-general da Madeira.
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D. José Manuel da Câmara tomou posse como governador da Madeira.
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A grande aluvião de 9 de outubro de 1803, considerada a maior calamidade da Madeira, devastou o Funchal e outras partes da ilha, matou cerca de 600 pessoas e destruiu a igreja do Calhau, muros de contenção das ribeiras, pontes e capelas em Machico, Santa Cruz e noutros locais. Motivou a missão de Oudinot e a expansão da cidade para o exterior.
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O bispo D. Luís Rodrigues de Vilares e o governador demitido partiram separadamente da Madeira para Lisboa, por ordem do governo.
Lugar
Lugares mencionados · 02No estrangeiro
- Lisboa
Portugal. Local para onde o governador e o bispo foram convocados.
Capital portuguesa, sede do tribunal da Relação e da Misericórdia cujos privilégios e estatutos foram estendidos ao Funchal. Henrique Franco de Sousa estudou na sua Academia Real de Belas-Artes, e Luiz José Baiardo mudou-se para a cidade em 1821.
- Santo António da Serra
Machico. Freguesia para onde o governador desterrou o bispo.
Freguesia serrana situada num planalto acima de Santa Cruz e Machico, dividida entre esses dois concelhos. O Elucidário aborda o seu povoamento, a igreja, os conflitos ligados ao protestantismo e a efémera colónia da Aldeia da Rainha, formada por habitantes do Porto Santo. Regista ainda as suas quintas, a lagoa, a fábrica de laticínios de Burnay e o desterro de um bispo na freguesia.
Pessoas
Pessoas mencionadas · 04-
Governador e capitão-general da Madeira entre 1800 e 1803, demitido após o conflito com o bispo.
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Sucessor no cargo de governador da Madeira.
- D. Luís Rodrigues de Vilaresm. 1810
Bispo do Funchal desterrado pelo governador para Santo da Serra e acusado de maçonaria; mais tarde, manteve-se no cargo.
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Desembargador enviado para investigar os atos do governador.