Lazareto de Gonçalo Aires
Santa Maria Maior · Funchal
Edifício na freguesia de São Gonçalo, concelho do Funchal, Madeira
O Lazareto de Gonçalo Aires é um edifício de quarentena na foz da Ribeira de Gonçalo Aires, cuja construção foi decretada em 1849. Foi convertido em hospital de isolamento para doentes com peste e saqueado por populares em 7 de janeiro de 1906. Mais tarde, serviu para internar deportados políticos, incluindo os de 1919, e residentes alemães durante a Grande Guerra.
1Mencionado em
- Gonçalo Aires (Ribeira de) — Lazareto situado na foz da ribeira.
- Misericórdia de Santa Cruz — Edifício de quarentena onde as mesmas irmãs franciscanas instalaram um hospital durante a última epidemia de varíola.
- Rocha da Meia Légua — Ponto de referência a oeste da escarpa, usado para a localizar.
- Datas Históricas — Decretada a sua criação em 1849; atacado por uma multidão durante a peste de 1906.
- Vasconcelos e Sá (João Augusto de) — Local onde estiveram detidos deportados políticos, entre eles o poeta.
- Salema Vaz — Local onde foram internados os deportados políticos de 1919.
- Guerra (Grande) — Local onde foram internados residentes alemães.
- Passos Freitas (Humberto de) — Local onde os deportados políticos estiveram detidos antes de ele os ajudar a fugir.
- Motins populares — Hospital de isolamento saqueado por amotinados em 7 de janeiro de 1906.
- Cadeia — Local proposto para a cadeia em 1897.
- Lazareto (Caminho do) — Hospital de quarentena cujos terrenos são delimitados a norte pelo caminho.
- Rego (Dr. António Balbino do) — Lazareto transformado, sob a direção de Rego, em hospital de isolamento para doentes com peste.
- Wilson (Miss Mary Jane) — Local do hospital de isolamento para doentes com varíola que dirigiu em 1907.
- Freitas da Silva (Dr. João de) — Hospital de quarentena que dirigiu.
- Meia Légua — Ponto de referência a oeste da rocha.
- Colera-Morbus em 1856 e 1910. (A) — Utilizado como hospital para doentes de cólera em 1910.
- Deportados Politicos — Edifício de quarentena onde foram internados os prisioneiros monárquicos em 1919.
2Cronologia
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A peste bubónica surgiu no Funchal no final de 1905, sem assumir proporções epidémicas; os doentes foram isolados no lazareto de Gonçalo Aires, cujo rigoroso isolamento alimentou o receio e a agitação populares.
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Um breve surto de varíola no Funchal foi contido pelo isolamento dos doentes no lazareto de Gonçalo Aires, onde Miss Mary Jane Wilson dirigia o hospital de isolamento.
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Cerca de 289 presos políticos da revolta monárquica, entre eles Salema Vaz, desembarcaram no Funchal vindos no vapor Africa e foram internados no lazareto de Gonçalo Aires.