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Elucidário Madeirense Início
Artigo Nº 2274 Visitante ou autor estrangeiro Vol. II · pp. 648–649 2 min de leitura

Maria Amélia (Princesa D.)

A princesa D. Maria Amélia (1831–1853), filha única do imperador D. Pedro IV e da imperatriz D. Amélia, veio para a Madeira em 1852 para recuperar de uma doença pulmonar e morreu no Funchal. Após a sua morte, a mãe fundou o Hospício da Princesa D. Maria Amélia.

Maria Amélia (Princesa D.)

Vida, doença e morte na Madeira

A princesa D. Maria Amélia foi o único fruto do consórcio de D. Pedro IV com a imperatriz D. Amélia. Nasceu em Paris a 1 de Dezembro de 1831 e morreu no Funchal a 4 de Fevereiro de 1853. Recebeu uma aprimorada educação em Portugal e no estrangeiro, e só interrompeu os seus estudos quando em 1852 foi acometida pela doença que a vitimou. Falava diversas línguas e possuía uma considerável copia de conhecimentos, que causavam verdadeira admiração ás pessoas que com ela privavam. A uma viva inteligência e brilhantes dotes de espírito juntava a mais cativante bondade e os mais atraentes predicados de coração.

Tinha a princesa uma fraca compleição e foi nos jardins do Palácio das Necessidades que um resfriamento provocou os primeiros rebates da doença. Passada essa crise, aconselharam os médicos uma viagem à Madeira, que se realizou no mês de Agosto de 1852, como já ficou sumariamente narrado no artigo Amélia (Imperatriz D.) (vol. I, pag. 63), para onde remetemos o leitor.

A morte da princesa D. Maria Amélia nesta cidade determinou a criação do Hospício que tem o seu nome, fundado pela sua desolada mãe a imperatriz D. Amelia.

Para evitar-se escusadas repetições, leiam-se os artigos (Amélia Imperatriz D.), Hospício da Princesa D. Maria Amélia e Quinta Lambert, e quem quiser ter mais desenvolvida noticia da visita da imperatriz, morte da princesa e fundação do Hospício, consulte o opúsculo visita de sua magestade a imperatriz do Brasil, viuva, duqueza de Bragança, à ilha da Madeira, e fundação do Hospício da Serenissima Princesa D. Maria Amélia, escrito por Januário Justiniano de Nobrega e publicado no Funchal em 1867, por Julio da Silva Carvalho.

O escritor Mario de Almeida preparava em 1916 a publicação dum livro intitulado Lisboa antes da Regeneração, de que um Jornal de Lisboa publicou um excerto do capitulo que tinha por titulo Princesa D. Maria Amélia – Os seus derradeiros momentos – O Paço das Angustia, que é uma descrição interessante e sentida da estada da malograda princesa nesta ilha. Esse belo trecho de prosa foi transcrito no Diário da Madeira, de 15 de Setembro de 1916.

Neste artigo

Tempo

Anos mencionados · 05
  1. A princesa D. Maria Amélia, filha de D. Pedro IV, nasceu em Paris.

  2. A imperatriz D. Amélia do Brasil e a princesa D. Maria Amélia, que viajava por recomendação médica, chegaram ao Funchal a bordo da fragata D. Fernando, acompanhadas pelo Dr. Barral; a Câmara Municipal atribuiu o nome da princesa a uma rua.

  3. A princesa D. Maria Amélia, filha da imperatriz D. Amélia, morreu de tuberculose pulmonar na Quinta das Angústias, no Funchal.

  4. O relato de Januário Justiniano de Nóbrega sobre a visita da Imperatriz do Brasil e o hospício foi publicado postumamente no Funchal, com edição de João da Silva Carvalho.

  5. O Diário da Madeira reproduziu o relato de Mário de Almeida sobre os últimos dias da princesa D. Maria Amélia.

Lugar

Lugares mencionados · 04

No estrangeiro

Mapa: Madeira (4)
  1. Funchal

    Cidade onde a princesa morreu em 1853.

  2. Palácio das Necessidades

    Portugal. Palácio de Lisboa em cujos jardins a princesa apanhou o resfriamento que deu início à sua doença.

  3. Paris

    France. Local de nascimento da princesa.

  4. Quinta Lambert

    Funchal. Quinta onde a princesa ficou alojada, referida num artigo relacionado.

Pessoas

Pessoas mencionadas · 07
  1. Princesa luso-brasileira que veio para a Madeira por motivos de saúde em 1852 e morreu no Funchal em 1853.

  2. Viúva de D. Pedro IV e mãe da princesa, que acompanhou à Madeira e em cuja memória fundou o hospício.

  3. D. Pedro I do Brasil e IV de Portugal, pai da princesa D. Maria Amélia.

  4. O arquiduque Fernando José Maximiliano, referido nesta entrada por causa da sua ligação à princesa.

  5. Autor de um opúsculo de 1867 sobre a visita da imperatriz à Madeira e a fundação do hospício.

  6. Editor, no Funchal, do opúsculo de Nóbrega publicado em 1867.

  7. Escritor que, em 1916, preparou um livro com um capítulo sobre os últimos dias da princesa na Madeira.

Na folha M

Vistos recentemente

    As páginas que ler aparecerão aqui.