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Elucidário Madeirense Início
Artigo Nº 0205 Visitante ou autor estrangeiro Vol. I · pp. 124–125 2 min de leitura

Amelia (Imperatriz D.)

Relato da estada no Funchal (1852–1853) da imperatriz D. Amélia do Brasil, viúva de D. Pedro IV, com a filha, a princesa D. Maria Amélia, que ali morreu de tuberculose. A morte da princesa levou à fundação do Hospício da Princesa D. Maria Amélia.

Amelia (Imperatriz D.)

A Imperatriz do Brasil D. Amelia, viúva de D. Pedro IV, e sua filha a princesa D. Maria Amelia chegaram ao Funchal no dia 28 de Agosto de 1852 na fragata da marinha de guerra D. Fernando, que vinha acompanhada pela corveta D. João I e pelo vapor de guerra D. Luiz. Era comandante da esquadra o capitão de mar e guerra José Maria de Sousa Soares, e servia de almirante a fragata D. Fernando.

A recepção foi imponentissima, impressionando profundamente a imperatriz e a princesa, que, a pesar de gravemente doente, se mostrou, desde o desembarque na Pontinha até á Quinta das Angústias, onde estabeleceu residência, sempre alegre e sorridente á vista de tantas demonstrações de apreço e de carinho, que lhe prodigalizavam os habitantes desta cidade.

Todos sabem que a princesa D. Maria Amélia não encontrou nos ares balsâmicos da Madeira e na benignidade do seu clima os alívios que se esperavam. Depois de cinco meses e alguns dias de permanência entre nós sucumbiu aos estragos da terrível tuberculose pulmonar, na madrugada do dia 4 de Fevereiro de 1853.

A princesa, dizem insuspeitas testemunhas contemporâneas, era de uma bondade inigualável e despertava em todos que a viam ou dela se aproximavam a mais viva e apaixonada simpatia e por isso a sua morte produziu em toda a população funchalense um sentimento de profundissimo pesar, que durante muitos anos perdurou entre nós. O embarque da imperatriz, no seu regresso a Lisboa, acompanhando o féretro que continha os restos mortais da princesa sua filha, realizou-se no dia 6 de Maio de 1853. Foi um prestito imponente, em que se não viam olhos enxutos. Desde o mais modesto popular até á desolada imperatriz, choravam todos copioso pranto. Parecia que se dera uma grande calamidade. Esta morte, como todos sabem, determinou a fundação do Hospício da Princesa D. Maria Amelia de que em outra ocasião falaremos. A imperatriz D. Amelia faleceu em Lisboa a 26 de Janeiro de 1873.

Neste artigo

Tempo

Anos mencionados · 03
  1. A imperatriz D. Amélia do Brasil e a princesa D. Maria Amélia, que viajava por recomendação médica, chegaram ao Funchal a bordo da fragata D. Fernando, acompanhadas pelo Dr. Barral; a Câmara Municipal atribuiu o nome da princesa a uma rua.

  2. A princesa D. Maria Amélia, filha da imperatriz D. Amélia, morreu de tuberculose pulmonar na Quinta das Angústias, no Funchal.

  3. O caixão da princesa D. Maria Amélia foi embarcado no cais da Pontinha, e a imperatriz partiu da Madeira com ele rumo a Lisboa.

  4. A imperatriz D. Amélia morreu em Lisboa sem ter visto o hospício que fundou no Funchal.

Lugar

Lugares mencionados · 04

No estrangeiro

Mapa: Madeira (4)
  1. Funchal

    Cidade onde a imperatriz e a princesa chegaram e permaneceram.

  2. Lisboa

    Portugal. Destino do regresso da imperatriz e lugar onde morreu.

  3. Pontinha

    Machico. Local de desembarque das visitantes da família real.

  4. Quinta das Angústias

    Funchal. Quinta onde a imperatriz se instalou.

Pessoas

Pessoas mencionadas · 04
  1. Imperatriz do Brasil e viúva de D. Pedro IV; esteve no Funchal em 1852–1853 com a filha, que se encontrava em fase terminal da doença, e morreu em Lisboa em 1873.

  2. Filha da imperatriz D. Amélia, que veio à Madeira à procura de cura para a tuberculose e morreu no Funchal em 1853.

  3. Rei de Portugal e imperador do Brasil, já falecido marido da imperatriz D. Amélia.

  4. Capitão de mar e guerra que comandou a esquadra que trouxe a imperatriz e a princesa ao Funchal em 1852.

Na folha A

Vistos recentemente

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