Barral (Dr. Francisco Antonio)
Médico e professor de Medicina em Lisboa que acompanhou D. Maria Amélia na Madeira em 1852–1853, ajudou a fundar o hospício da princesa e escreveu um apreciado estudo sobre o clima do Funchal e a tuberculose.
Foi este distinto clinico e lente da Escola Medica de Lisboa que em 1852 acompanhou à Madeira a imperatriz D. Amelia, na qualidade de medico assistente da malograda princesa D. Maria Amelia, que faleceu nesta cidade a 4 de Fevereiro de 1853. (V. Amelia (Imperatriz D.). e Hospícios da Princesa D. Maria Amélia).
O Dr. Barral foi um dos mais dedicados auxiliares da imperatriz D. Amélia na fundação provisória do Hospício, que começou a funcionar numa casa à rua do Castanheiro.
Em 1854 publicou o Dr. Barral em Lisboa num volume de 347 paginas a obra intitulada Noticia sobre o clima do Funchal e sua influencia do tratamento da phthisica pulmonar, que sobre o assunto é considerada um trabalho muito valioso. Esta obra foi traduzida em francês pelo Dr. P. Garnier e publicada em Paris em 1858 sob o título de Climat de Madère et son influence thérapeutique sur la pthisie pulmonaire.
Neste artigo
Tempo
Anos mencionados · 04-
A imperatriz D. Amélia do Brasil e a princesa D. Maria Amélia, que viajava por recomendação médica, chegaram ao Funchal a bordo da fragata D. Fernando, acompanhadas pelo Dr. Barral; a Câmara Municipal atribuiu o nome da princesa a uma rua.
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A princesa D. Maria Amélia, filha da imperatriz D. Amélia, morreu de tuberculose pulmonar na Quinta das Angústias, no Funchal.
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O Dr. Francisco António Barral publicou em Lisboa o seu estudo sobre o clima do Funchal e a tuberculose pulmonar.
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Foi publicada em Paris a tradução francesa, da autoria do Dr. P. Garnier, da obra de Barral sobre o clima da Madeira.
Lugar
Lugares mencionados · 02- Funchal
Cidade estudada por Barral quanto ao clima e onde morreu a princesa.
Capital do arquipélago e sede da principal capitania, onde teve início o povoamento; foi elevada a vila por volta de 1451–1452. A sua baía, a mais ampla do arquipélago, situa-se entre a Ponta do Garajau e a Ponta da Cruz e oferece um ancoradouro abrigado, embora o seu porto nunca tivesse sido estudado do ponto de vista oceanográfico. O Elucidário aborda o Funchal como estância de saúde, com dados climáticos, e regista os distúrbios de janeiro de 1906, a visita do príncipe dinamarquês em maio de 1846 e a existência de cones vulcânicos recentes na zona.
- Rua do Castanheiro
Funchal. Rua onde começou a funcionar o hospício provisório.
A Rua do Castanheiro, no Funchal, deve o nome a um castanheiro gigante. Foi alargada na década de 1840, por iniciativa do governador civil José Silvestre Ribeiro, com terreno da cerca do antigo Colégio dos Jesuítas. Nela se situavam a Casa de D. Guiomar, a primeira instalação do hospital militar e o hospício provisório aberto em 1853; mais tarde, acolheu o Clube Washington.
Pessoas
Pessoas mencionadas · 04-
Professor da Escola Médico-Cirúrgica de Lisboa que acompanhou D. Maria Amélia no Funchal e escreveu sobre o clima da cidade.
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Imperatriz do Brasil que veio à Madeira em 1852 e fundou o hospício em memória da filha.
- D. Maria Améliam. 1853
Princesa que morreu de tuberculose no Funchal em 4 de fevereiro de 1853, acompanhada por Barral.
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Traduziu para francês o estudo de Barral sobre o clima (Paris, 1858).