Castro (D. Manuel de Portugal e)
Biografia de D. Manuel de Portugal e Castro (1787–1854), governador e capitão-general da Madeira de 1823 a 1827/28, após o restabelecimento do absolutismo, e mais tarde vice-rei da Índia. Regressou à Madeira em 1853 como enviado régio por ocasião da morte da princesa D. Maria Amélia.
Foi o governador e capitão-general escolhido para a Madeira depois de D. João VI se proclamar rei absoluto. A sua nomeação é de Julho de 1823 e tomou posse a 28 de Agôsto seguinte. No dia 26 do mesmo mês chegou ao Funchal, acompanhado do regimento de infantaria nº. 7, dum destacamento de artilharia e de uma alçada composta de seis magistrados, que vinha sindicar dos actos das pessoas desafectas ao govêrno absoluto. Fêz demolir com grande solenidade os alicerces do monumento que a 28 de Janeiro de 1822 se lançaram em frente da igreja da Sé. Mas em Agôsto de 1826 festejou também solenemente e com grande aparato a Carta Constitucional e o govêrno representativo. Foi boa a sua administração e esforçou-se, quanto em si cabia, por moderar as violencias dos ministros da alçada, que não poucas arbitrariedades e vexames praticaram no exercicio do seu cargo.
A ponte e rampa de D. Manuel foram dados o seu nome, por terem sido construídas durante o seu govêrno. Saiu da Madeira a 6 de Maio de 1828.
Em 1827 foi nomeado vice-rei da India, onde fêz um excelente govêrno, tendo saído desta ilha pouco depois do dia 27 de Abril daquele ano, em que chegou ao Funchal o seu sucessor José Lucio Travassos Valdez.
Em 1853 o vapor de guerra Infante D. Luiz conduziu á Madeira D. Manuel de Portugal e Castro, como representante de D. Maria II, e o barão da Foz, como representante do rei D. Fernando, que vieram, em nome de suas majestades, apresentar á imperatriz D. Amelia as suas condolencias pela morte da princesa D. Maria Amelia e acompanhar a Lisboa os despojos mortais da mesma malograda princesa.
D. Manuel de Portugal e Castro, que era filho do marquês de Valença, nasceu a 5 de Novembro de 1787, e morreu a 13 de Julho de 1854. Foi ministro de estado e par do reino e exerceu outros cargos importantes.
Neste artigo
Tempo
Anos mencionados · 08-
Nasceu D. Manuel de Portugal e Castro.
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O Funchal celebrou o primeiro aniversário da proclamação da Constituição com festejos, um sermão de ação de graças proferido por Freitas Branco na Sé e o lançamento, pelo governador D. Rodrigo António de Melo, da primeira pedra de um monumento constitucional no Terreiro da Sé.
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D. Manuel de Portugal e Castro, nomeado em julho de 1823, tomou posse como governador e capitão-general da Madeira em 28 de agosto e governou até 1825.
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A fragata Amazonas chegou ao Funchal com o novo governador D. Manuel de Portugal e Castro, o regimento de infantaria n.º 7, artilharia e a alçada judicial.
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A Carta Constitucional foi solenemente proclamada e jurada no Funchal, durante o governo de D. Manuel de Portugal e Castro, com festejos e iluminações.
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O governador D. Manuel de Portugal e Castro foi nomeado vice-rei da Índia.
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O novo governador José Lúcio Travassos Valdez chegou ao Funchal para suceder a D. Manuel de Portugal e Castro.
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Segundo uma das versões, D. Manuel de Portugal e Castro deixou a Madeira.
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D. Manuel de Portugal e Castro veio à Madeira como enviado da rainha D. Maria II após a morte da princesa D. Maria Amélia.
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Morreu D. Manuel de Portugal e Castro.
Lugar
Lugares mencionados · 05No estrangeiro
- Funchal
Local onde Castro chegou com tropas e a alçada em agosto de 1823.
Capital do arquipélago e sede da principal capitania, onde teve início o povoamento; foi elevada a vila por volta de 1451–1452. A sua baía, a mais ampla do arquipélago, situa-se entre a Ponta do Garajau e a Ponta da Cruz e oferece um ancoradouro abrigado, embora o seu porto nunca tivesse sido estudado do ponto de vista oceanográfico. O Elucidário aborda o Funchal como estância de saúde, com dados climáticos, e regista os distúrbios de janeiro de 1906, a visita do príncipe dinamarquês em maio de 1846 e a existência de cones vulcânicos recentes na zona.
- Índia
India. Castro foi nomeado vice-rei da Índia em 1827.
A Índia é referida como o lugar onde serviram vários madeirenses, entre eles Lopo de Abreu, Pedro da Silva e o vice-rei João Saldanha da Gama. A fama dos construtores de levadas madeirenses chegou até lá. É a região de origem de plantas cultivadas na Madeira, entre as quais a mangueira, a Hedychium gardnerianum, a balsamina e a maioria dos bambus.
- Lisboa
Portugal. Destino dos restos mortais da princesa em 1853.
Capital portuguesa, sede do tribunal da Relação e da Misericórdia cujos privilégios e estatutos foram estendidos ao Funchal. Henrique Franco de Sousa estudou na sua Academia Real de Belas-Artes, e Luiz José Baiardo mudou-se para a cidade em 1821.
- Ponte e Rampa de D. Manuel
Funchal. Ponte e rampa que receberam o nome de Castro por terem sido construídas durante o seu governo.
Ponte e rampa que receberam o nome de Castro por terem sido construídas durante o seu governo.
- Sé do Funchal
Funchal. Em frente à Sé encontravam-se os alicerces do monumento constitucional de 1822 que Castro mandou demolir.
A Sé do Funchal é a catedral do Funchal, na freguesia da Sé. A sua construção começou em 1493; tornou-se sede paroquial em 1508 e catedral em 1514. Foi ponto de partida de procissões e local do voto a São Tiago, e nela estão sepultados bispos.
Pessoas
Pessoas mencionadas · 09-
Representante de D. Fernando II que acompanhou Castro à Madeira em 1853.
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Imperatriz viúva do Brasil que recebeu na Madeira as condolências régias pela morte da filha, em 1853.
- D. Manuel de Portugal e Castro1787–1854
Governador e capitão-general da Madeira (1823–1828) durante o regime absolutista, posteriormente vice-rei da Índia, ministro de Estado e par do reino; é a figura biografada neste verbete.
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Rainha de Portugal que Castro representou na sua missão à Madeira em 1853.
- D. Maria Améliam. 1853
Princesa que morreu na Madeira em 1853; Castro veio acompanhar os seus restos mortais até Lisboa.
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Rei consorte cujas condolências foram transmitidas à imperatriz D. Amélia em 1853.
- João VIm. 1826
Rei de Portugal cuja proclamação como monarca absoluto levou à nomeação de Castro como governador da Madeira.
- José Lúcio Travassos Valdez1787–1862
Sucessor de Castro como governador da Madeira, chegou ao Funchal em 27 de abril de 1827.
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Pai de D. Manuel de Portugal e Castro.