Lambert (Quinta) 1Origem e hóspedes ilustres
Lambert (Quinta)
A Quinta Lambert, ou Quinta das Angústias, no Funchal, era uma propriedade célebre cuja casa e capela acolheram visitantes da realeza, entre eles a Rainha Adelaide, o Duque de Leuchtenberg e a Imperatriz Amélia do Brasil. A filha desta, D. Maria Amélia, morreu ali em 1853. A quinta foi comprada pelo Dr. Júlio Paulo de Freitas em 1903.
1Origem e hóspedes ilustres
No artigo consagrado ao cemitério das Angústias, dissemos que Daniel da Costa Quintal fundara em 1662, em terras do seu morgadio, a capela de Nossa Senhora das Angústias, que deu o nome à rua que lhe passa próxima e ainda aos sítios das suas imediações. Não podemos agora precisar, como também já notámos, se a capela de Nossa Senhora das Angústias, existente na quinta do mesmo nome (Lambert), é a reconstrução da antiga ermida de igual invocação e se porventura era ali que ficaria situada a propriedade de Daniel da Costa Quintal. Quer-nos parecer que sim. A quinta das Angústias quando passou à posse de Nicolau Hemiterio de la Tuelière e depois a do conde de Lambert, sofreu grandes melhoramentos na casa, na capela e terrenos adjacentes, tornando-se uma das mais aprazíveis e confortáveis vivendas do Funchal. A rainha Adelaide de Inglaterra (V. este nome) residiu nesta quinta de 3 de Novembro de 1847 a 11 de Abril de 1848 e o duque de Leuchtenberg (V. este nome) também ali residiu de 27 de Agosto de 1849 a 23 de Abril de 1850. A imperatriz viúva do Brasil, D. Amélia (V. este nome), acompanhada de sua filha a princesa D. Maria Amélia (V. este nome), estabeleceu ali residência a 28 de Agosto de 1852. A malograda princesa faleceu nesta casa a 4 de Fevereiro de 1853. Três meses depois, a 6 de Maio, saiu da capela da quinta o féretro que continha os despojos mortais da princesa e que era seguido pela imperatriz, realizando-se o embarque no cais da Pontinha.
2Venda da quinta
A quinta das Angústias foi comprada pelo Dr. Júlio Paulo de Freitas à condessa de Lambert, Luísa Margarida de Loucosme Bredes, e seus filhos, pela quantia de 4:000 libras, em 19 de Agosto de 1903. Era nesta quinta que ficava o conhecido mirante de D. Guiomar (V. este nome).
Neste artigo
Tempo
Anos mencionados · 06-
Diogo da Costa de Quintal construiu a capela de Nossa Senhora das Angústias, no Funchal.
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O HMS Howe trouxe a rainha Adelaide de Inglaterra ao Funchal, onde residiu na Quinta Lambert até 11 de abril de 1848.
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O Duque de Leuchtenberg chegou ao Funchal a bordo da fragata russa Kamtchatka, desembarcou após a quarentena em 27 de agosto, foi recebido por José Silvestre Ribeiro e residiu na Quinta Lambert até abril de 1850.
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A Imperatriz Amélia do Brasil instalou-se na Quinta Lambert, no Funchal.
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A princesa D. Maria Amélia, filha da imperatriz D. Amélia, morreu de tuberculose pulmonar na Quinta das Angústias, no Funchal.
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O caixão da princesa D. Maria Amélia foi embarcado no cais da Pontinha, e a imperatriz partiu da Madeira com ele rumo a Lisboa.
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O Dr. Júlio Paulo de Freitas comprou a Quinta das Angústias (Quinta Lambert) por 4 000 libras.
Lugar
Lugares mencionados · 07- Lambert · Assunto
Funchal
A Quinta Lambert, ou Quinta das Angústias, era uma célebre propriedade no Funchal cuja casa e capela receberam visitantes da realeza, entre eles a rainha Adelaide, o Duque de Leuchtenberg e a imperatriz Amélia do Brasil. A filha da imperatriz, D. Maria Amélia, morreu ali em 1853. A quinta foi comprada pelo Dr. Júlio Paulo de Freitas em 1903.
- Cais da Pontinha
Funchal. Local onde o caixão da princesa foi embarcado em 1853.
O cais da Pontinha, no Funchal, foi construído entre 1876 e 1878 e melhorado com as obras do molhe. Foi local de desembarque de visitantes ilustres, entre eles a imperatriz da Áustria, e dos restos mortais do Soldado Desconhecido em 1921, além de ponto terminal de um sistema de abastecimento de água aos navios.
- Capela de Nossa Senhora das Angústias
Funchal. Capela situada na quinta, possivelmente uma reconstrução da ermida de 1662.
A Capela de Nossa Senhora das Angústias situa-se na freguesia de São Pedro, Funchal, e foi fundada em 1662 por Diogo da Costa Quintal. Deu nome à rua, ao sítio e ao cemitério das Angústias. Uma capela com a mesma invocação na Quinta Lambert poderá ser uma reconstrução da ermida original.
- Cemitério das Angústias
Funchal. Entrada anterior em que se discutiu a fundação da capela.
Cemitério municipal do Funchal, que teve origem num pequeno espaço de enterramento da Misericórdia, de 1818, e foi construído em 1836–1838. Tem um pórtico de basalto lavrado, um necrotério e um monumento de 1917 às vítimas do bombardeamento alemão. Entre os ali sepultados contam-se o 2.º Conde de Carvalhal e o Deão Andrade.
- Funchal
Cidade onde se situa a quinta.
Capital do arquipélago e sede da principal capitania, onde teve início o povoamento; foi elevada a vila por volta de 1451–1452. A sua baía, a mais ampla do arquipélago, situa-se entre a Ponta do Garajau e a Ponta da Cruz e oferece um ancoradouro abrigado, embora o seu porto nunca tivesse sido estudado do ponto de vista oceanográfico. O Elucidário aborda o Funchal como estância de saúde, com dados climáticos, e regista os distúrbios de janeiro de 1906, a visita do príncipe dinamarquês em maio de 1846 e a existência de cones vulcânicos recentes na zona.
- Quinta Lambert
Funchal. Quinta a que se dedica esta entrada.
A Quinta Lambert é uma propriedade notável na freguesia de São Pedro, no Funchal, com uma capela de Nossa Senhora das Angústias, possivelmente a ermida de 1662 reconstruída. D. Maria Amélia ali permaneceu e morreu em 1853. O vapor Valente foi arrastado para a costa abaixo da quinta e ficou destruído. A Avenida do Doutor José António de Almada passa a norte da propriedade.
Pessoas
Pessoas mencionadas · 10-
Rainha viúva da Grã-Bretanha que residiu na quinta de novembro de 1847 a abril de 1848.
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Proprietário posterior que melhorou a quinta, à qual ficou associado o seu nome.
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Imperatriz viúva do Brasil que se instalou na quinta em agosto de 1852 com a filha.
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Nome dado ao miradouro que existia na quinta.
- D. Maria Améliam. 1853
Princesa brasileira que morreu na quinta em 4 de fevereiro de 1853.
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Fundou a capela de Nossa Senhora das Angústias nas terras do seu morgadio em 1662.
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Comprou a quinta à família Lambert em 1903 por 4 000 libras.
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Condessa de Lambert que vendeu a quinta em 1903.
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Residia na quinta de agosto de 1849 a abril de 1850.
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Proprietário da Quinta das Angústias que nela realizou importantes melhoramentos.