Abreu (Conselheiro Francisco António de Freitas e) 1Origem e carreira pública
Abreu (Conselheiro Francisco António de Freitas e)
Biografia do Conselheiro Francisco António de Freitas e Abreu (1826–1913), funcionário do Governo Civil do Funchal e diligente colecionador e investigador de documentos históricos madeirenses, cuja coleção foi dispersa em leilão após a sua morte.
1Origem e carreira pública
Oriundo de antigas e distintas famílias madeirenses, nasceu o conselheiro Francisco António de Freitas e Abreu na freguesia da Ponta Delgada a 3 de Maio de 1826, sendo filho de Francisco António de Freitas e Abreu e de D. Matilde de Freitas e Abreu.
Depois de haver concluído o curso do liceu desta cidade, foi nomeado amanuense do governo civil do distrito e mais tarde oficial da mesma repartição, tendo algumas vezes servido interinamente de secretário-geral. Como funcionário público, inteligente e ilustrado, foi várias vezes encarregado pelos seus chefes do desempenho de importantes comissões de serviço, em que sempre exuberantemente revelou as notáveis faculdades de seu espírito. Merecem especial menção os seus trabalhos na regularização dos serviços de expostos, escrevendo a tal respeito um importante relatório, os serviços que prestou por ocasião da morte da Princesa D. Maria Amélia em 1854, da epidemia da cólera morbus em 1856, e ainda outros.
Entre as várias comissões de serviço público que exerceu, contam-se as de presidente da Junta Geral e da Comissão Administrativa do Asilo de Mendicidade, e a de vice presidente da Comissão Administrativa da Santa Casa da Misericórdia.
2Investigador e coleccionador
O seu nome tornou-se muito conhecido entre nós, principalmente por ter sido um perseverante investigador da história madeirense, não só publicando numerosos documentos inéditos e comentando-os muito criteriosamente, mas ainda esclarecendo vários pontos da história do nosso arquipélago, sempre que as circunstâncias ocorrentes a isso o aconselhavam. Durante largos anos, reuniu uma abundante soma de documentos, notas e informações, além de uma colecção copiosa de livros e folhetos, nacionais e estrangeiros, que tudo muito interessava à história da Madeira. Era notável e valiosa a colecção que conseguiu fazer de jornais madeirenses e que constituem elementos indispensáveis para a história contemporânea desta ilha. Todo esse aturado trabalho de coleccionador, toda essa, para nós madeirenses, riqueza bibliográfica, impressa e manuscrita, se dispersou infelizmente num leilão feito pouco depois da morte do conselheiro Abreu. E não houve uma única corporação administrativa que quisesse salvar esse abundante repositório de tão preciosos elementos para a história madeirense!
O conselheiro Freitas e Abreu, apesar da sua ilustração e do vasto e valioso pecúlio de documentos que possuía, não deixou obra apreciável acerca da história deste arquipélago.
Para o importantíssimo trabalho do barão de S. Clemente, Documentos para a história das cortes gerais, forneceu o conselheiro Abreu muitos e interessantes documentos, que ocupam algumas dezenas de páginas do volume 51 da obra referida. Também concorreu com alguns subsídios para a obra de Henrique Seco, Memórias do Tempo Passado e Presente.
Faleceu o conselheiro Francisco António de Freitas e Abreu nesta cidade, a 17 de Novembro de 1913, tendo revelado até o fim da vida um grande amor pelos estudos históricos, a que especialmente se dedicava. O Heraldo da Madeira de 18 de Novembro de 1913 inseriu um desenvolvido artigo biográfico deste distinto madeirense.
Neste artigo
Tempo
Anos mencionados · 04-
Francisco António de Freitas e Abreu nasceu em Ponta Delgada.
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Morreu a princesa D. Maria Amélia, ocasião em que Francisco António de Freitas e Abreu prestou serviços públicos.
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Uma epidemia de cólera, trazida pelo Regimento de Infantaria n.º 1, assolou a Madeira de julho a outubro de 1856, causando, segundo a tradição, cerca de dez mil mortes e deixando muitos órfãos. Álvaro Rodrigues de Azevedo, Luiz Albino Gonçalves e outros prestaram serviço durante a epidemia.
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O Conselheiro Francisco António de Freitas e Abreu morreu no Funchal.
Lugar
Lugares mencionados · 02- Funchal
Cidade onde estudou e morreu.
Capital do arquipélago e sede da principal capitania, onde teve início o povoamento; foi elevada a vila por volta de 1451–1452. A sua baía, a mais ampla do arquipélago, situa-se entre a Ponta do Garajau e a Ponta da Cruz e oferece um ancoradouro abrigado, embora o seu porto nunca tivesse sido estudado do ponto de vista oceanográfico. O Elucidário aborda o Funchal como estância de saúde, com dados climáticos, e regista os distúrbios de janeiro de 1906, a visita do príncipe dinamarquês em maio de 1846 e a existência de cones vulcânicos recentes na zona.
- Ponta Delgada
São Vicente. Local de nascimento de Freitas e Abreu.
Ponta Delgada é uma freguesia da costa norte da Madeira, uma das três freguesias do concelho de São Vicente, com uma ponta costeira e um pequeno porto de pesca. A festa do Senhor Jesus é uma grande romaria de promessas, e a freguesia foi sede de uma capitania-mor. Em 1856, registou 409 mortes por cólera.
Pessoas
Pessoas mencionadas · 05- Francisco António de Freitas e Abreu1826–1913
Funcionário público madeirense e colecionador de documentos históricos (1826–1913), biografado neste artigo.
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Autor de Documentos para a história das cortes gerais, obra para a qual Abreu contribuiu com muitos documentos.
- D. Maria Améliam. 1853
Princesa da família imperial brasileira que morreu no Funchal em 1854; Abreu prestou serviços nessa ocasião.
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Autor de Memórias do Tempo Passado e Presente, obra para a qual Abreu forneceu materiais.
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Mãe do Conselheiro Francisco António de Freitas e Abreu.