João da Câmara Leme Homem de Vasconcelos, Conde de Canavial
1829–1902
médico · governador civil · escritor · industrial
João da Câmara Leme Homem de Vasconcelos, 1.º Conde de Canavial (1829–1902), foi médico no Funchal, diretor da escola médico-cirúrgica, governador civil, jornalista e industrial. Fundou a Companhia Fabril de Açúcar Madeirense, escreveu extensamente sobre o vinho e o açúcar da Madeira e, em 1922, foi erguido um busto em sua homenagem no Funchal.
1Mencionado em
- Misericórdias — Chefe do distrito em 1888, estudou a administração da Misericórdia e redigiu um regulamento que vigorou por pouco tempo.
- Alfândegas — Autor de dois opúsculos de 1885 sobre os direitos de importação do açúcar e o cultivo da cana-de-açúcar.
- Angústias (Cemitério das) — Nobre com título sepultado no cemitério das Angústias.
- Indústria Vinícola — Autor de várias obras sobre o vinho da Madeira e o seu tratamento (1882–1900).
- Datas Históricas — Figura destacada da Madeira, falecida no Funchal em 1902.
- Lentes — Madeirense que lecionou na Escola Médico-Cirúrgica do Funchal.
- Amoreira — Nobre que instalou na Praça da Rainha, no Funchal, o viveiro de amoreiras-brancas de curta duração.
- Estufas — Fundou em 1889 um estabelecimento que utilizava um sistema aperfeiçoado de aquecimento do vinho, aqui descrito.
- Bancos — Titular madeirense que propôs, sem êxito, a criação de um banco industrial em 1879 e 1886.
- Vinhos — Autor de vários trabalhos (1882–1900) sobre o tratamento do vinho da Madeira.
- Barca (Campo da) — Nobre cujo monumento, transferido da Avenida do Doutor Manuel de Arriaga, se encontra em frente ao dispensário.
- Monumento ao Conde de Canavial — Distinto madeirense homenageado com um monumento.
- Beterraba (Beta vulgaris subesp. esculenta) — Nobre madeirense que, segundo o Elucidário, procurou promover o cultivo da beterraba na ilha para a produção de açúcar.
- Sericicultura — Promotor madeirense da sericicultura que, em 1877, instalou estruturas para a criação do bicho-da-seda e plantou amoreiras no Funchal.
- Teatro Esperança — Comprou o teatro em 1887, que passou então a ostentar o seu título.
2Cronologia
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A Câmara Municipal do Funchal cedeu a Praça da Rainha ao Conde do Canavial para instalar um viveiro de amoreiras-brancas e realizar experiências de criação de bichos-da-seda.
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O Conde do Canavial aconselhou a criação de um banco industrial na Madeira.
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O Teatro Esperança foi comprado pelo Conde de Canavial e passou a ostentar o seu título.
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O regulamento do Conde de Canavial para a Misericórdia foi aprovado, mas vigorou apenas onze dias.
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O Conde do Canavial fundou um estabelecimento com um sistema aperfeiçoado de aquecimento do vinho em estufa.
3Lugares mencionados
No estrangeiro