Terreiro da Luta 1O sítio e o Restaurante-Esplanada
Terreiro da Luta
Descreve o Terreiro da Luta, sítio panorâmico da freguesia do Monte, a 850 m de altitude, onde a tradição situa uma aparição da Virgem e ao qual chegou o prolongamento do Caminho de Ferro do Monte, com um restaurante inaugurado em 1912. Aborda também a estátua de Zarco e o Monumento a Nossa Senhora da Paz, inaugurado em 1927.
1O sítio e o Restaurante-Esplanada
Na freguesia do Monte e a 850 metros acima do nível do mar, fica o sítio do Terreiro da Luta. Foi por ali que uma piedosa lenda fixou a aparição da Santíssima Virgem a uma pobre e inocente pastorinha, como fica sumariamente referido a páginas 438 do 2.° volume.
Deste lugar se descortinam vastos horizontes de uma inexcedível e incomparável beleza.
Esses surpreendentes panoramas de tal modo fascinaram o distinto madeirense comendador Manuel Gonçalves, director da Companhia do Caminho de Ferro do Monte, que ele concebeu a ideia do prolongamento da linha férrea até aquela pitoresca estância e da construção dum grande restaurante lá no alto da escarpada montanha que fosse um ponto obrigado de atracção para nacionais e estrangeiros. A empresa era difícil e arriscada, mas a tenacidade, o talento e o espírito empreendedor do comendador Gonçalves souberam subjugar todos os contratempos que se levantaram. Em curto espaço de tempo se construíram cerca de 1.400 metros de linha em terreno acidentadíssimo e se levantou o belo e grandioso edifício, que é hoje conhecido pelo nome de Restaurante-Esplanada do Terreiro da Luta, tendo-se a inauguração solene deste troço da linha férrea e do restaurante, realizado no dia 24 de Junho de 1912. (1921).
Num pequeno folheto ilustrado, de propaganda, lê-se uma bela descrição do sítio, devida à pena dum ilustre escritor madeirense, e que deve ficar arquivada nestas páginas:
«São famosas, diz o referido escritor, as paisagens da Suissa pelas suas altitudes e caprichosa orographia pelas suas geleiras e formosíssimos lagos, mas falta aos quadros naturaes da accidentada Helvetia esse fundo magestoso e cheio de grandeza que nos leva á concepção da imensidade, origem primordial da vida, e aonde a vida em seu seio constantemente se multiplica e perpetua: — o misterioso oceano.
«Em volta do «Terreiro da Luta», erguem-se ao Norte, Leste e Oeste, elevadíssimas serras, constituindo elle próprio um planalto de montanha coberto de densos e embalsamados pinheirais; do lado sul, porém, abre-se vasta e ridente, a bahia do Funchal, alargando-se numa curva suavíssima desde a projecção do Balancal ao nascente, até o corte abrupto do mais alto promontório do mundo: o famoso Cabo Girão. «A vista, pouco a pouco, afastando-se dos aspectos mais agrestes desta natureza singular, abysmos inesperados e profundos, elevações surprehendentes de declive e altitude tudo coberto de vegetação que se entrelaça, vai, por uma gradação insensível, descendo pelo valle que se nos abre aos pés, o Curral Velho, correndo sobre os altos campanários do branco templo, ligar-nos á civilização: passa sobre a arrumada casaria da cidade, estende-se sobre o porto onde os vasos de guerra e os alterosos transatlânticos perdem a sua grandeza perturbante, e alonga-se, para além, até a vastidão do horizonte, a fundir na retina deslumbrada o anilado das aguas com o luminoso azul do firmamento.
«D'este planalto avista-se a levante, o Pico do Infante, o Balancal, a Choupana e S. Gonçalo; ao Sul, o Funchal e o largo porto puntilhado de negro pelas embarcações de todo o lote, e, caminhando para o poente, as freguesias de S. Martinho, S. Roque, Santo António, Câmara de Lobos, Estreito e Serras da Quinta Grande, cujo fim de crista, ao Sul, é o Cabo Girão, e ao Norte, as Fontainhas na partilha de Câmara de Lobos.
«Da freguesia do Estreito, vê-se, parcialmente, o famoso «Jardim da Serra» e o sítio conhecido pela «Boca dos Namorados».
«O planalto cava para o Norte um valle fundo, o Curral do Leme, a que outros e outros valles se succedem, elevando-se o terreno pouco a pouco em dobras cobertas de densos pinheiraes. D'este lado cercam o «Terreiro da Luta», nas maiores alturas, as Serras do Monte, entre as quaes, o Rebentão, na altitude de 1.200 metros.
«O pôr do sol observado d'este ponto incomparável, é d'efeitos verdadeiramente indescriptiveis. A obliquidade dos raios luminosos accusa o caprichoso accidentado das forma, duplicando-as com as suas sombras alongadas, define os múltiplos valles, de tão variados verdes, que se estendem para Camara de Lobos, imprime relevo aos picos e mamelões que para esse lado se alevantam, e deixam em recorte negro, sob um céu de fogo, o gigantesco Girão, tudo polvilhando d'um tom purpureado que dá á paisagem um aspecto phantastico, eminentemente theatral...
2O edifício, a estrada e a estátua de Zarco
«Foi nesta encantadora estancia, donde tantas e tão incomparáveis maravilhas se desfrutam, que foi construído o Restaurante-Esplanada, elegantissimo edifício no tipo dos chalés suissos, todo em cimento armado, systema Hennebique, e occupando uma extensão de 37 metros por 16 de profundidade. Ao Sul, na frente da edificação, estende-se um terraço coberto com 46 metros de comprimento por 8 metros de largo, onde as visitantes podem, gosando um panorama sem rival, servir-se nas pequenas mezas que ali se acham espalhadas. Ao terraço segue-se o jardim, amplo e cultivado por todos os specimens da exhuberante e variada flora ornamental que vegeta nesta ilha.
«O vasto Salão Restaurante fica no primeiro pavimento, onde existe também o salão para jantares particulares ou festas intimas. N'este mesmo andar se acha instalado o Jardim d'Inverno, delicioso como conforto, encantador pela disposição das plantas que o compõem e pelo fino gosto de todos os acessórios decorativos, expressamente adquiridos no estrangeiro, entre o que de mais moderno existia nesta especialidade.
«O Buffete e o American Bar occupam ambos duas espaçosas salas do primeiro andar. «É ainda no corredor deste mesmo pavimento que se encontram instaladas os «Lavabos e quartos de toilette», satisfazendo as requintadas e modernas exigências do conforto e da hygiene.
«Nas caves estão os depósitos de bebidas, frigorifico, armazens de provisões, etc, e a cosinha, com fogo central, fogão especial para serviço de grill-room, fogão para aquecimento de louça, e uma bateria opulenta toda de cobre e nickel.
«Do torreão lateral, com a altura de 10 metros, acentua-se a inegualavel vista à vol d’ oiseau que se desfruta do terraço ou de qualquer outro ponto do «Terreiro da Lucta».
«O edificio possue aquecimento a vapor para os dias frios e numerosas ventoinhas para os dias de calor, sendo todo iluminado a luz eléctrica.
«A instalação do Restaurante-Esplanada do Terreiro da Luta, guardadas as devidas proporções, obedeceu á ideia de, em caso algum, ficar elle inferior aos melhores e mais modernos estabelecimentos da Europa, no seu género, attendendo-se sobretudo ao mais escrupuloso aceio e ao máximo bem estar do visitante».
A extinta Junta Agrícola começou a abrir um estrada destinada a ligar o Terreiro da Luta a Santo António da Serra, estrada que se um dia se concluir, permitirá a nacionais e estrangeiros transportar-se rapidamente a uma das mais belas estâncias que possui a ilha. Se aquela corporação em vez de adquirir montados e de fazer outras despesas a bem dizer inúteis, tivesse aplicado uma parte dos seus avultados rendimentos à conclusão da referida estrada, poderíamos transportar-nos hoje em cerca de três horas a uma localidade que, pelas suas formosas paisagens e frescura e verdura dos seus campos, bem digna é da nossa admiração. (1921)
Num país como a Madeira, onde por toda a parte a natureza nos aparece em todo o seu esplendor, oferecendo aos olhos do visitante panoramas cuja descrição, como disse um escritor, «é superior á energia da palavra e ao vigor do pincel mais hábil», é bastante para lamentar que a viação se ache ainda atrasadíssima e que não possamos senão à custa de perigos e grandes sacrifícios, ver e admirar muitas das principais belezas naturais da nossa terra.
Ao comendador Manuel Gonçalves se deve a inauguração da primeira estátua que entre nós se erigiu. Ao subir-se a pequena escada que dá acesso ao jardim do Restaurante, depara-se com uma bela estátua em bronze, de João Gonçalves Zarco, representando o descobridor no momento em que, na caravela do seu comando, se aproximava desta então ignorada ilha. Este primoroso trabalho é devido ao cinzel do laureado artista Francisco Franco de Sousa. (1921)
3Monumento a Nossa Senhora da Paz
Houve a feliz ideia de levantar-se neste paradisíaco local um grandioso monumento, em honra de Nossa Senhora da Paz, que consta de uma primorosa imagem em mármore, assentada em um plinto ladeado por artísticos baixos-relevos fundidos em bronze e alusivos à tradicional crença do aparecimento da Virgem Santíssima naquele mesmo local. Anexo ao monumento, ergue-se uma pequena e elegante ermida, em que frequentemente se celebra o santo sacrifício da missa e outros actos do culto. A erecção deste monumento deve-se ao acendrado zelo e aturados esforços do padre José Marques Jardim, que não se poupou aos maiores sacrifícios para que ele revestisse a imponência e o aspecto de grandeza que o caracterizam, indo até o estrangeiro angariar donativos para conseguir a realização desta obra. A inauguração solene que revestiu o maior aparato e a que acorreram milhares de pessoas vindas de todos os pontos da ilha, realizou-se sob a presidência do prelado diocesano a 14 de Agosto do ano de 1927. Pelo interesse que oferece à notícia inserta neste artigo, vamos transcrever a acta do lançamento da primera pedra e que ficou arquivada na pedra angular do monumento. «Ao primeiro dia do mês de novembro do ano de Nosso Senhor Jesus Cristo de mil novecentos e vinte e três, no pontificado de Sua Santidade Pio XI e episcopado de Sua Excelência Reverendíssima Dom António Manuel Pereira Ribeiro, sendo Presidente da Nação Portuguesa S. Ex.a o sr. Manuel Teixeira Gomes, e Governador deste Distrito do Funchal o sr. Eduardo da Rocha Sarsfield, no sítio da Fonte da Telha, junto ao Terreiro da Luta, se procedeu à Fundação e Lançamento da primeira pedra para o Monumento a Nossa Senhora do Monte, Padroeira Maior da cidade do Funchal e Menor de toda a Diocese pela forma que segue;
Depois de celebrada missa pelas nove horas da manhã, na Igreja Paroquial de Nossa Senhora do Monte, no adro da mesma igreja se organizou um grandioso cortejo, constituido pela multidão dos fieis que, desejosos de glorificar a sua celeste Bemfeitora tinham acorrido de toda a Ilha que logo se alvoroça quando se trata de proclamar o valimento da Senhora do Monte.
Postos em marcha, em ordem, distribuídos pelas diferentes associações, civis e religiosas, grupos de crianças das escolas e catequeses, sustentando insígnias, pendões e estandartes, era maravilhoso vê-los, encosta acima entoando hinos e preces agradecidas pelos inumeráveis favores que, em tempos calamitosos, por intermédio da mesma Senhora, prontamente têem sido obtidos.
A Imagem milagrosa, levada no seu andor no meio de toda aquela multidão, fazia assim a sua ascensão triunfal ao lugar onde outrora regalara com doces e mimos celestes a pequenina Eva, irmãsinha mais velha destas que hoje vêem recordar, neste mesmo sitio, scenas aqui passadas e, quem sabe, por elas, na sua inocência melhor compreendidas.
Os que contemplaram a chegada do Cortejo ao logar destinado para o monumento e assistiram á missa campal sempre acompanhada dos sons graves da musica, misturados com os cânticos de milhares de lábios, julgaram-se fora da terra e naquelas alturas mais próximas do céu!
Não era nada! Era a gratidão repreza ha mais de três séculos no coração estuante do Povo Madeirense e ainda mal sarado de males e horrores continuos, irrompendo célere do imo da alma.
A ultima guerra deixára-o exausto de lágrimas, fomes e sobressaltos cruéis. Tinha sido moido debaixo da mó sinistra do bombardeamento. Os seus filhos, na pessoa de bons sacerdotes, briosos oficiais e prestantes soldados, partiram para a guerra. A aza negra da morte roçava-o de perto — Os seus olhos em esgare piedoso de suplica dirigiram-se para o alto e a Virgem do Monte acolheu a sua prece.
Com a paz foram também glorificadas as armas portuguesas. Quem poderá opor uma barreira a esta vontade livre do povo por glorificar os seus heróis e deixar um padrão de vitalidade da sua raça que, se por vezes foi de medos, nunca foi de covardias! Nossa Senhora do Monte é a sua Padroeira. A alma do nosso povo é feita dum torrão da Pátria e dum sopro de Fé. Destruir esta é diluir Aquela. Por isso as festas da Religião, entre nós, são a apoteose da nossa Pátria e a glória dos nossos guerreiros.
O Monumento a Nossa Senhora do Monte, ao alto desta montanha será a consagração da sua fé religiosa, pela afirmação sincera do amor da sua Pátria.
O Monumento a Nossa Senhora do Monte, como ser um voto para a Paz do Mundo, é acção de graças por todos os benefícios passados. Não está ainda traçado na pedra, nem se ergue ainda com toda a sua majestade comovente aos olhares dos que forem passando, mas existe vivo, cheio de esplendor na alma de todos os madeirenses que o concebem e para ele vão emprestar o esforço da sua vontade e a oferta da sua generosidade nunca excedida.
E assim na presença de Sua Excelência Reverendisima, o Senhor Bispo do Funchal, Corporações Civis, Associações Católicas, Academia, Imprensa, Classes, Escolas e grande concurso de Povo sendo quatro horas da tarde se fez o lançamento da pedra fundamental, com a Bênção do Pontifical Romano, guardadas as cerimónias próprias como é de estilo nestes actos. Deu com o martelo as pancadas do rito, Sua Excelência Reverendíssima o sr. Bispo, ministrando a colher o exm.° sr. dr. Manuel Pestana Reis, a convite do pároco, representando a cidade, e servindo a trolho o exm.° sr. dr. Romano de Santa Clara Gomes, representando o Povo Madeirense.
E para constar, se passou em duplicado esta acta que, depois de assinada pelos presentes, foi guardada no original, em cofre de ferro, juntamente com jornais do dia e moedas da época debaixo da pedra fundamental e a copia entregue a Sua Excelência Reverendíssima o Sr. Bispo, para ser conservada no arquivo da Câmara Eclesiástica. Fonte da Telha, na freguesia de Nossa Senhora do Monte, 1 de Novembro do âno de 1923».
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Anos mencionados · 03Lugar
Lugares mencionados · 13- Terreiro da Luta · Assunto
Funchal. Local a que se refere o artigo.
O Terreiro da Luta é um local panorâmico da freguesia do Monte, a 850 m de altitude, onde a tradição situa uma aparição da Virgem. A partir de 1912, foi a estação terminal do caminho de ferro do Monte e dispunha de um restaurante; ali se realizaram almoços oficiais em honra de visitantes ilustres. Tem uma estátua de bronze de Zarco e o monumento a Nossa Senhora da Paz, inaugurado em 1927.
- Balancal
Funchal. Limite oriental da vista.
Balancal é um sítio da freguesia de São Gonçalo, no concelho do Funchal, situado no extremo sul da Quinta do Palheiro Ferreiro. É conhecido pela ampla vista sobre o Funchal, que se estende para leste até ao Terreiro da Luta.
- Boca dos Namorados
Câmara de Lobos. Miradouro visível do local.
A Boca dos Namorados é um célebre miradouro e passagem perto do Pico dos Bodes, acima do Jardim da Serra. É o miradouro mais pitoresco da freguesia; outrora, era muito visitado, também por estrangeiros, e recomendado em descrições da paisagem madeirense.
- Cabo Girão
Câmara de Lobos. Limite ocidental da vista.
Falésia escarpada com cerca de 600 m de altura (indicada como tendo 589 m) e miradouro recomendado. As suas escarpas contêm filões e é um dos únicos dois locais onde cresce C. dissectum. Uma derrocada matou Henrique Alemão quando este se encontrava no seu barco.
- Funchal
Cidade avistada ao fundo.
Capital do arquipélago e sede da principal capitania, onde teve início o povoamento; foi elevada a vila por volta de 1451–1452. A sua baía, a mais ampla do arquipélago, situa-se entre a Ponta do Garajau e a Ponta da Cruz e oferece um ancoradouro abrigado, embora o seu porto nunca tivesse sido estudado do ponto de vista oceanográfico. O Elucidário aborda o Funchal como estância de saúde, com dados climáticos, e regista os distúrbios de janeiro de 1906, a visita do príncipe dinamarquês em maio de 1846 e a existência de cones vulcânicos recentes na zona.
- Jardim da Serra
Câmara de Lobos. Parcialmente visível do local.
Jardim da Serra é um pitoresco vale de altitude no extremo norte da freguesia do Estreito de Câmara de Lobos, na Madeira, rico em vegetação autóctone e com vistas sobre o Curral das Freiras. O cônsul inglês Henry Veitch construiu ali uma casa de campo, realizou a primeira tentativa de cultivo de chá na Madeira e está sepultado num mausoléu no local; as vinhas de altitude amadurecem tarde.
- Monte
Funchal. Freguesia onde se situa o local.
Freguesia de Nossa Senhora do Monte, acima do Funchal, a cerca de 600 m de altitude, onde o aparecimento das folhas ocorre mais tarde do que no Funchal. Inclui os sítios do Jardim Botânico, da Igreja e dos Marmeleiros e a Quinta de Sant'Ana. O Elucidário regista as suas numerosas plantas, entre elas acácias e Sonchus fruticosus.
- Pico do Infante
Funchal. Visível a leste.
O Pico do Infante situa-se a norte da Choupana, na freguesia de Santa Maria Maior, no Funchal. Nele nasce a Ribeira de Gonçalo Aires; era o ponto terminal previsto para a Nova Levada do Furado e é visível a leste a partir do Terreiro da Luta.
+ 1 mais
Pessoas
Pessoas mencionadas · 10-
Bispo do Funchal que lançou a primeira pedra do monumento em 1923.
-
Governador do distrito do Funchal mencionado no auto de lançamento da primeira pedra de 1923.
- Francisco Francom. 1916
Escultor que executou a estátua de Zarco no Terreiro da Luta.
- João Gonçalves Zarcom. 1467
Descobridor da Madeira, representado na estátua de bronze do jardim do restaurante.
-
Padre que promoveu o Monumento a Nossa Senhora da Paz e angariou fundos no estrangeiro para a sua construção.
- Manuel Gonçalvesc. 1867–1916
Diretor madeirense da Companhia do Caminho de Ferro do Monte que prolongou a linha até ao Terreiro da Luta, construiu o restaurante e ergueu a estátua de Zarco.
- Manuel Pestana dos Reisn. 1894
Representou a cidade na cerimónia de lançamento da primeira pedra, em 1923.
-
Presidente da República Portuguesa mencionado no auto de lançamento da primeira pedra de 1923.
-
Papa à data da cerimónia de lançamento da primeira pedra, em 1923.
- Romano de Santa Clara Gomesn. 1869
Representou o povo madeirense na cerimónia de lançamento da primeira pedra, em 1923.