Bombardeamento do Funchal 1O primeiro bombardeamento
Bombardeamento do Funchal
Relato dos dois bombardeamentos do Funchal por submarinos alemães durante a Primeira Guerra Mundial, em 3 de dezembro de 1916 e 12 de dezembro de 1917, incluindo os navios afundados, as vítimas, os locais atingidos e o pânico entre a população.
1O primeiro bombardeamento
A cidade do Funchal foi bombardeada duas vezes por submarinos alemães, enquanto durou o estado de guerra entre Portugal e a Alemanha, tendo tido lugar o primeiro bombardeamento no dia 3 de Dezembro de 1916 e o segundo no dia 12 de Dezembro do ano imediato.
O primeiro bombardeamento foi precedido do torpedeamento da canhoneira La Surprise, da marinha de guerra francesa, do Kanguroo, vapor da mesma nacionalidade, e do Dacia vapor mercante inglês, ao serviço do governo francês. Estes barcos que se achavam ancorados no nosso porto, foram torpedeados a pequena distancia da terra, tendo o pirata conseguido aproximar-se deles, sem ser visto pelas respectivas tripulações. O iate americano Eleanor A. Percy, que se achava também nas águas da nossa baía, foi poupado pelo submarino, pela razão da Alemanha não estar ainda a esse tempo em guerra com os Estados Unidos da América.
O primeiro navio a ser alvejado foi a canhoneira La Surprise, que, tendo tido uma explosão no paiol, se submergiu em cerca de 2 minutos, arrastando comsigo uma barcaça tripulada por trabalhadores madeirenses da casa Blandy, que lhe estava fornecendo carvão. Dos tripulantes da canhoneira, morreram 33, incluindo o comandante Ladonne, 2 oficiais e 7 oficiais inferiores; dos da barcaça morreram Manuel Rodrigues Teixeira, Manuel Rodrigues Vieira, José Gomes Camacho, Augusto Garcês, Manuel Rodrigues, Francisco Franco e Frederico Vieira. Manuel Rodrigues Teixeira, empregado da casa Blandy, tinha passado para bordo da canhoneira, a fim de dirigir o fornecimento de carvão.
A tripulação dos outros navios conseguiu salvar-se a nado e em barcos, tendo Mr. Bernard, comandante do Kanguroo, auxiliado por dois franceses e um madeirense, conseguido disparar 25 tiros de peça sobre o submarino, já quando o seu navio estava prestes a submergir-se. Os bravos que ajudaram Mr. Bernard foram: o madeirense José Alexandre Gomes, arrais duma lancha a vapor, e o canhoneiro Tonnerre e o aprendiz Provenzalé, tripulantes do Kanguroo.
A explosão que se deu a bordo de La Surprise abalou as casas da cidade e foi tomada a princípio como casual, mas quando outras duas se lhe seguiram e os pequenos vapores das casas carvoeiras começaram a apitar persistentemente, todos perceberam do que se tratava. Então apoderou-se da população um verdadeiro pânico, pânico que subiu de ponto quando as granadas atiradas pelas duas peças do submarino começaram a cair sobre a cidade.
O barco dos piratas depois de haver conseguido escapar aos tiros feitos pelo Kanguroo e pelas batarias de terra, foi colocar-se a cerca de 12 quilómetros de distancia, fora do alcance da nossa artilharia, sendo daí que ele esteve bombardeando a cidade, sem correr risco algum.
O bombardeamento durou das 9 às 11 horas da manhã, tendo tido lugar o torpedeamento de La Surprise pelas 8 horas e meia. A bataria da Vigia disparou 34 tiros e a fortaleza de S. Tiago 18, não atingindo nenhum deles o submarino, e este lançou umas 50 granadas sobre a cidade, explodindo umas no ar e indo cair as restantes nos seguintes pontos: 2 na R. Julio da Silva Carvalho, 1 na R. das Queimadas de Cima, 1 na R. do Bispo, 2 na Calçada de Santa Clara, 1 na R. Direita, 1 na fabrica do Pelourinho, 1 na Quinta Vigia, 1 no Jardim Municipal e 1 no cemitério das Angústias.
Na cidade não morreu ninguém, e os prejuízos materiais causados pelas granadas não foram grandes. Foi só no mar que houve mortos e feridos, tendo estes últimos sido conduzidos ao hospital civil pelo pessoal da delegação da Cruz Vermelha no Funchal, que prestou muito bons serviços.
Logo que se deu a primeira explosão, mandaram os Srs. Carlos Pio de França e Afonso Coelho lançar ao mar dois barcos, que recolheram 15 sobreviventes, alguns dos quais se achavam feridos. O marítimo João de Gouveia, o Gordo, tripulante de um destes barcos, prestou valiosos serviços, pois salvou 8 tripulantes da canhoneira e 2 trabalhadores madeirenses.
No cemitério das Angústias ergue-se um pequeno monumento mandado construir pelo Sr. Henrique Augusto Vieira de Castro, destinado a perpetuar a memória dos marinheiros franceses e dos trabalhadores portugueses que pereceram na baía do Funchal na trágica manhã do dia 3 de Dezembro de 1916. Este monumento que é devido ao cinzel do laureado escultor Sr. Francisco Franco de Sousa, foi inaugurado no dia 3 de Dezembro de 1917.
O tenente Max Valentiner, o comandante do submarino que praticou a covardia de torpedear três navios dentro do nosso porto e de bombardear a cidade fora do alcance das batarias de terra, foi condecorado pelo Kaiser, e Sondenburgo, sua terra natal, nomeou o “seu filho dilecto”!!!
2O segundo bombardeamento
O segundo bombardeamento do Funchal deu-se a 12 de Dezembro de 1917, tendo o submarino disparado os primeiros tiros às 6 horas e 20 minutos da manhã, quando mal começavam a distinguir-se as primeiras claridades do dia. O submarino tinha sido visto pelos tripulantes dum barco de pesca, que preveniram imediatamente a tripulação do Dekade I da descoberta que acabavam de fazer, partindo este vapor, e mais tarde o Mariano de Carvalho, ao encontro do inimigo a fim de lhe oferecer combate.
O Dekade I e o Mariano de Carvalho eram dois pequenos vapores armados cada um de uma pequena peça e tripulados por marinheiros da marinha de guerra, que faziam o serviço de vedetas no porto do Funchal, sendo aquele o primeiro a alvejar o submarino que, à medida que se afastava para se colocar fora do alcance da artilharia dos nossos barcos, ia despejando granadas sobre estes e a cidade.
Os vapores nada sofreram, mas na cidade registaram-se vários prejuízos e ficaram 5 pessoas mortas e 30 e tantas feridas, umas ligeira, outras gravemente. Caíram granadas nos seguintes pontos: em frente da fortaleza de S. Tiago, 1 na R. de S. Filipe, 1 no Lombo da Boa Vista, 1 na quinta «Mãi dos Homens», 1 na Levada do Bom Sucesso, 2 no Lombo do Terço, 1 na R. do Dr. Juvenal, 1 na Choupana, 1 no Jardim Municipal, 1 na Travessa de Santa Catarina, 1 na R. dos Aranhas, 1 na Fortaleza de S. Lourenço, 1 na igreja de Santa Clara, 3 na praia, sendo 1 em frente da Alfândega, e 2 junto da Capitania do Porto, 1 na R. da Bela Vista, 1 perto da Fabrica do Torreão (esta não explodiu), 1 perto do Pico de S. João, 1 na R. 5 de Junho, 1 próximo do Cemitério Israelita, 1 próximo do Hotel Jones, 1 perto do Castelo do Pico, 1 no mar, em frente do ponto onde amarra o cabo submarino, e 1 perto da Travessa do Pasto. Rebentaram outras granadas sobre a cidade, mas sem causar dano.
Este segundo bombardeamento durou apenas 30 minutos tendo o submarino disparado uns 50 tiros e as vedetas 40 e tantos. As batarias da Vigia e de S. Gonçalo não chegaram a fazer fogo sobre o submarino, em razão deste, perseguido pelas vedetas, se ter posto rapidamente fora do alcance das mesmas batarias.
As pessoas mortas no dia do bombardeamento foram: Augusto Teles de Vilhena, de 25 anos, Carolina Adelaide Rodrigues, de 50 anos, Firmina Augusta Figueira, da mesma idade, Maria José de Mendonça, de 45 anos, e Emilia Augusta, de 40 anos.
Os feridos foram pensados no Hospital Civil e na Delegação da Sociedade Portuguesa da Cruz Vermelha, tendo prestado bons serviços tanto o medico desta delegação, o Dr. João Albino de Sousa, como os maqueiros da mesma. No Hospital foram os feridos atendidos pelos Drs. Alvaro Tertuliano da Silva e José Joaquim de Freitas.
A granada que rebentou na igreja de Santa Clara feriu o Padre Manuel da Silva Branco, que estava ali celebrando a missa, o sacristão e duas mulheres, uma das quais faleceu pouco depois na Delegação da Cruz Vermelha, à R. dos Netos.
Pela bravura com que se portaram durante o ataque do submarino, foram louvados pelo capitão do porto, em ordem de serviço, as tripulações do Dekade I e Mariano de Carvalho.
Uma grande parte da população do Funchal saiu para o Monte, Santo Antonio, S. Martinho e outras localidades, por causa do bombardeamento, e muitas foram as pessoas que alugaram casas nos arredores da cidade, na suposição de que estariam aí mais protegidas contra os riscos de um novo assalto dos piratas. O pânico durou por largo tempo, e várias vezes vimos indivíduos de todas as idades e condições sociais fugirem espavoridos em todas as direcções, só por terem ouvido dizer que tinha sido visto um novo submarino nas proximidades do nosso porto ou que os alemãis haviam desembarcado em qualquer ponto do litoral. Noites houve em que os automóveis e os carros não tiveram um momento de descanso, tal era a quantidade dos indivíduos que pretendiam fugir ao perigo que supunham correr se permanecessem na cidade.
Algumas pessoas mandaram construir trincheiras dentro das suas casas e quintais, às quais se recolhiam quando algum indivíduo de mau gosto se lembrava de anunciar para breve um novo bombardeamento. A iluminação publica foi proibida, como medida de defesa, no dia em que se deu o segundo bombardeamento, e só voltou a ser restabelecida a 11 de Novembro de 1918, quando chegaram à Madeira as primeiras noticias relativas à suspensão das hostilidades entre os beligerantes. Quando se deu o primeiro bombardeamento, a iluminação só foi proibida durante alguns dias, sendo acesos depois os candieiros das ruas que não podiam ser vistas do mar.
Para proteger a Madeira contra qualquer tentativa de desembarque dos alemãis, mandou-nos o governo, depois dos acontecimentos de 12 de Dezembro, uma companhia de artilharia de posição, munida das respectivas peças, que esteve aquartelada na R. do Carmo. Do que não dispusemos nunca foi da artilharia exigida para responder eficazmente a qualquer bombardeamento realizado a distancia, sendo por falta dela, tanto em terra como no mar, que os piratas puderam levar a efeito, sem correr risco algum, os dois actos de brutal agressão que aqui deixamos registados. A única peça de grosso calibre de que dispunhamos, montada em S. Gonçalo, não pode ser utilizada no dia 12 de Dezembro de 1917, por o submarino se ter colocado, segundo se afirma, fora do alcance dela, ao realizar o bombardeamento.
Neste artigo
Tempo
Anos mencionados · 03-
O submarino alemão U-38 torpedeou três navios no porto do Funchal, entre eles a canhoneira francesa Surprise (morreram 33 tripulantes e 7 portugueses), e bombardeou a cidade, causando pânico generalizado. As vítimas foram mais tarde homenageadas num monumento da autoria de Francisco Franco.
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Foi inaugurado no cemitério das Angústias o monumento às vítimas do bombardeamento alemão do Funchal em 1916.
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Um submarino alemão bombardeou o Funchal pela segunda vez, matando cinco pessoas na cidade e danificando gravemente a igreja de Santa Clara.
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A iluminação pública das ruas do Funchal foi restabelecida após a notícia do armistício que pôs fim à Primeira Guerra Mundial.
Lugar
Lugares mencionados · 39- Alfândega do Funchal
Funchal. Um projétil caiu na praia em frente à Alfândega do Funchal em 1917.
Alfândega manuelina do Funchal, cuja construção foi ordenada em 1508, com arcadas e uma capela de Santo António no pátio, construída em 1714 e hoje dessacralizada. Esteve sob a direção do provedor até 1775 e foi reparada após o terramoto de 1748. Foi cercada por tropas amotinadas em 1626 e invadida em 1641; o motim de 1868 ocorreu na praia próxima. Mais tarde, acolheu os serviços e o arquivo do Governo Civil.
- Bateria da Vigia
Funchal. Bateria que efetuou 34 disparos em 1916.
Bateria que disparou 34 tiros em 1916.
- Bateria de São Gonçalo
Funchal. Bateria com a única peça de artilharia pesada, que não pôde disparar em 1917.
Bateria com a única peça de artilharia pesada, que não pôde disparar em 1917.
- Calçada de Santa Clara
Funchal. Atingida por dois projéteis em 1916.
Atingida por dois projéteis em 1916.
- Capitania do Porto do Funchal
Funchal. Dois projéteis caíram nas proximidades em 1917.
Dois projéteis caíram nas proximidades em 1917.
- Castelo do Pico
Funchal. Um projétil caiu nas proximidades em 1917.
Um projétil caiu nas proximidades em 1917.
- Cemitério das Angústias
Funchal. Atingido em 1916; local do monumento às vítimas.
Cemitério municipal do Funchal, que teve origem num pequeno espaço de enterramento da Misericórdia, de 1818, e foi construído em 1836–1838. Tem um pórtico de basalto lavrado, um necrotério e um monumento de 1917 às vítimas do bombardeamento alemão. Entre os ali sepultados contam-se o 2.º Conde de Carvalhal e o Deão Andrade.
- Cemitério Israelita
Funchal. Um projétil caiu nas proximidades em 1917.
Cemitério israelita na zona oriental do Funchal, do lado sul do caminho para o Lazareto, acima do mar. A entrada apresenta uma inscrição em hebraico que significa «casa da vida» e a data de 5611 (1851); caiu uma granada nas proximidades durante o bombardeamento de 1917.
- Choupana
Funchal. Atingida por um projétil em 1917.
A Choupana é um sítio da freguesia de Santa Maria Maior, no Funchal, a sul do Pico do Infante, onde termina a Levada da Serra do Faial. Ali se encontram as Quintas do Miradouro e da Choupana, tendo nesta última sido realizada uma festa durante a visita régia. Cultivam-se aí Acacia dealbata e eucaliptos, e o sítio foi atingido por um projétil no bombardeamento de 1917.
- Fábrica do Torreão
Funchal. Um projétil que não explodiu caiu nas proximidades em 1917.
A Fábrica do Torreão é uma fábrica de açúcar e álcool perto da ponte, na freguesia de Santa Luzia, no Funchal. Fundada por William Hinton, foi descrita como o mais importante estabelecimento industrial da ilha. Detinha o monopólio e era a única fábrica de açúcar sob o regime da década de 1930; um projétil não detonado caiu nas proximidades em 1917.
- Fortaleza de São Lourenço
Funchal. Atingida por um projétil em 1917.
A Fortaleza de São Lourenço, no Funchal, começou por ser um simples baluarte no tempo do quarto e do quinto capitães-donatários e ficou concluída até ao reinado de D. Sebastião; a entrada principal está voltada para o Largo da Restauração. Mais tarde, serviu de palácio e acolheu a estação meteorológica do Funchal. Nela foi hasteada a bandeira republicana nos dias 6 e 7 de outubro de 1910. O Elucidário regista ainda os seus emblemas heráldicos, uma inscrição de 1635, uma antiga Capela de São Lourenço e a destruição da estátua do santo em 1911.
+ 27 mais
- Fortaleza de São Tiago
- Funchal
- Hotel Jones
- Igreja de Santa Clara
- Jardim Municipal
- Levada do Bom Sucesso
- Lombo da Boa Vista
- Lombo do Terço
- Monte
- Pico de São João
- Quinta Mãe dos Homens
- Quinta Vigia
- Rua 5 de Junho
- Rua da Bela Vista
- Rua das Queimadas de Cima
- Rua de São Filipe
- Rua Direita
- Rua do Bispo
- Rua do Carmo
- Rua do Dr. Juvenal
- Rua dos Aranhas
- Rua dos Netos
- Rua Júlio da Silva Carvalho
- Santo António
- São Martinho
- Travessa de Santa Catarina
- Travessa do Pasto
Pessoas
Pessoas mencionadas · 26-
Mandou lançar embarcações para socorrer os sobreviventes dos torpedeamentos de 1916.
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Médico hospitalar que tratou os feridos de 1917.
- Augusto Garcêsm. 1916
Trabalhador madeirense de uma barcaça de carvão, morto no afundamento do La Surprise em 1916.
- Augusto Teles de Vilhenam. 1917
Morreu aos 25 anos no bombardeamento de 1917.
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Comandante do vapor francês Kanguroo, que disparou 25 tiros contra o submarino enquanto o seu navio se afundava, em 1916.
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Mandou lançar embarcações para socorrer os sobreviventes dos torpedeamentos de 1916.
- Carolina Adelaide Rodriguesm. 1917
Morreu aos 50 anos no bombardeamento de 1917.
- Emilia Augustam. 1917
Morreu aos 40 anos no bombardeamento de 1917.
- Firmina Augusta Figueiram. 1917
Morreu aos 50 anos no bombardeamento de 1917.
- Francisco Francom. 1916
Trabalhador madeirense de uma barcaça de carvão, morto no afundamento do La Surprise em 1916 (não o escultor).
+ 16 mais
- Frederico Vieiram. 1916
Trabalhador madeirense de uma barcaça de carvão, morto no afundamento do La Surprise em 1916.
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Encomendou o monumento no cemitério das Angústias em memória das vítimas de 3 de dezembro de 1916.
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Médico da Cruz Vermelha no Funchal que tratou os feridos em 1917.
- João Maurício de Gouveian. 1880
Marítimo do Funchal que salvou oito tripulantes de uma canhoneira e dois trabalhadores madeirenses em 1916.
-
Médico hospitalar que tratou os feridos do bombardeamento de 1917.
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Mestre madeirense de uma lancha a vapor que ajudou Bernard a disparar contra o submarino em 1916.
- José Gomes Camachom. 1916
Trabalhador madeirense de uma barcaça de carvão, morto quando o La Surprise se afundou em 1916.
- Ladonnem. 1916
Comandante da canhoneira francesa La Surprise, morto quando esta foi torpedeada no porto do Funchal em 1916.
-
Padre ferido por um projétil enquanto celebrava missa na Igreja de Santa Clara em 1917.
- Manuel Rodrigues1697–1916
Trabalhador madeirense de uma barcaça de carvão, morto no afundamento do La Surprise em 1916.
- Manuel Rodrigues Teixeiram. 1916
Empregado da Blandy que dirigia o abastecimento de carvão a bordo do La Surprise, morto no ataque de 1916.
- Manuel Rodrigues Vieiram. 1916
Trabalhador madeirense de uma barcaça de carvão, morto quando o La Surprise se afundou em 1916.
- Maria José de Mendonçam. 1917
Morreu aos 45 anos no bombardeamento de 1917.
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Comandante de submarino alemão que realizou o ataque ao Funchal em 1916 e foi condecorado pelo Kaiser.
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Aprendiz francês a bordo do Kanguroo que ajudou a disparar contra o submarino em 1916.
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Artilheiro francês do Kanguroo que ajudou a disparar contra o submarino em 1916.