Viação Eléctrica
Relato das tentativas, entre 1902 e o início da década de 1920, de estabelecer uma rede de elétricos no Funchal e na Madeira, envolvendo a Câmara Municipal do Funchal, a Junta Geral e promotores privados.
Tentativas de viação eléctrica
Em fins de 1910, tentou a Câmara Municipal do Funchal estabelecer a viação electrica na cidade, tendo chegado a fazer a adjudicação dos respectivos trabalhos á extinta Empresa Madeirense de Automóveis. Como esta adjudicação não fosse aprovada superiormente, estabeleceu a Câmara novas bases para a exploração, e em 24 de Agosto de 1911 resolveu pedir à Junta Geral a cedência permanente e gratuita das estradas nacionais onde tivesse de ser instalada a viação eléctrica. Esta cedência foi-lhe delegada pela Junta Geral com o fundamento de que pretendia pôr a concurso os trabalhos para o estabelecimento daquele sistema de viação nos caminhos a seu cargo, resolvendo então a Câmara desistir do propósito em que se achava de dotar a cidade com o melhoramento a que nos referimos e pôr a disposição da Junta as estradas municipais para ela o levar a efeito nas condições que entendesse.
A Junta Geral, como é sabido, nada fez, e só em 1923 voltou a interessar-se pelo estabelecimento da viação eléctrica na ilha, existindo uma companhia inglesa que parece estar disposta a encarregar-se da execução desse melhoramento, se as condições que aquela corporação estabelecer no concurso que deverá ser aberto, lhe convierem (1921).
Em Junho de 1917, apareceu nos jornais do Funchal um anúncio convidando todos aqueles que se interessassem pelo estabelecimento da viação eléctrica, a indicar nos escritórios de A. Georgi & C.ª ou Reid Castro & C.ª as importâncias com que pretendiam subscrever para a realização desse melhoramento, mas ninguém acudiu a tal chamamento pelo motivo do iniciador da empresa, apesar de homem honesto, não dar garantias de estabelecer uma boa direcção para os trabalhos que pretendia levar a efeito (1921).
Segundo o artigo 6.° das bases para a adjudicação do estabelecimento e exploração dos caminhos de ferro americanos no Funchal, que acompanharam o decreto de 2 de Agosto de 1902, era permitido ao adjudicatário o emprego da locomoção eléctrica nas linhas que viesse a construir.
Neste artigo
Tempo
Anos mencionados · 05-
Um decreto aprovou as condições do concurso da Câmara do Funchal para as concessões do carro americano, deixando ao concessionário a escolha do sistema de tração e permitindo a tração elétrica.
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A Câmara Municipal do Funchal adjudicou as obras dos elétricos à Empresa Madeirense de Automóveis, mas a adjudicação não foi aprovada pela autoridade superior.
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A Câmara Municipal do Funchal pediu à Junta Geral a utilização gratuita e permanente das estradas nacionais para os elétricos.
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Um anúncio num jornal convidou à subscrição de uma empresa de elétricos no Funchal, mas ninguém respondeu.
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A Junta Geral voltou a manifestar interesse pelos elétricos, e uma empresa inglesa mostrou-se, aparentemente, disposta a executar as obras.
Lugar
Lugares mencionados · 01- Funchal
Cidade onde se projetou uma rede de elétricos.
Capital do arquipélago e sede da principal capitania, onde teve início o povoamento; foi elevada a vila por volta de 1451–1452. A sua baía, a mais ampla do arquipélago, situa-se entre a Ponta do Garajau e a Ponta da Cruz e oferece um ancoradouro abrigado, embora o seu porto nunca tivesse sido estudado do ponto de vista oceanográfico. O Elucidário aborda o Funchal como estância de saúde, com dados climáticos, e regista os distúrbios de janeiro de 1906, a visita do príncipe dinamarquês em maio de 1846 e a existência de cones vulcânicos recentes na zona.