Caminho de Ferro Americano
Um carro americano de tração animal circulou outrora no Funchal entre a antiga Praça da Constituição e o Pombal; os carris começaram a ser assentados em 1896 e foram levantados em 1915. O artigo descreve as concessões, a passagem da exploração para a companhia do Caminho de Ferro do Monte e o decreto de 1902 sobre o concurso.
Houve um entre a antiga Praça da Constituição e o Pombal, estabelecido em virtude da licença concedida pela Camara Municipal a José Ribeiro de Almeida e João Aluísio Virissimo para explorarem esse meio de condução na cidade. Os rails, cuja colocação havia sido iniciada em 1896, foram arrancados em 1915, tendo a circulação dos carros sido suspensa tempos antes, em consequencia dos prejuizos sofridos pela companhia do Caminho de Ferro do Monte, a quem a Camara concedera licença para explorar a linha, em sessão de 7 de Abril de 1902.
O material da primitiva emprêsa do Caminho de Ferro Americano, foi arrematado por Manuel Betencourt Sardinha em 20 de Agosto de 1900 e cedido mais tarde á Companhia do Caminho de Ferro do Monte, a quem a Camara concedeu o subsidio anual de 300:00 réis, que foi pago até 31 de Março de 1909.
O decreto de 2 de Agôsto de 1902 aprovou a deliberação da Camara Municipal do Funchal acêrca das condições do concurso que se pretendia abrir para a concessão do estabelecimento e exploração dos caminhos de ferro americanos. Segundo o art. 6º. das bases da adjudicação que acompanham o mesmo decreto, ficava livre ao adjudicatario a escolha do sistema de tracção a empregar, podendo indiferentemente decidir-se pela tracção a gado, pela locomoção electrica ou ainda pelo emprêgo do ar comprimido.
Neste artigo
Tempo
Anos mencionados · 05-
Começou no Funchal o assentamento dos carris do carro americano.
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Manuel Bettencourt Sardinha comprou em leilão o material da primeira companhia do carro americano do Funchal.
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A Câmara do Funchal concedeu à companhia do Caminho de Ferro do Monte licença para explorar a linha do carro americano.
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Um decreto aprovou as condições do concurso da Câmara do Funchal para as concessões do carro americano, deixando ao concessionário a escolha do sistema de tração e permitindo a tração elétrica.
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A Câmara pagou à companhia do Caminho de Ferro do Monte a última prestação do subsídio anual.
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Foram levantados os carris do carro americano de tração animal do Funchal, cujo serviço já tinha cessado.
Lugar
Lugares mencionados · 03- Funchal
Cidade servida pelo carro americano, cuja câmara concedeu as licenças de exploração.
Capital do arquipélago e sede da principal capitania, onde teve início o povoamento; foi elevada a vila por volta de 1451–1452. A sua baía, a mais ampla do arquipélago, situa-se entre a Ponta do Garajau e a Ponta da Cruz e oferece um ancoradouro abrigado, embora o seu porto nunca tivesse sido estudado do ponto de vista oceanográfico. O Elucidário aborda o Funchal como estância de saúde, com dados climáticos, e regista os distúrbios de janeiro de 1906, a visita do príncipe dinamarquês em maio de 1846 e a existência de cones vulcânicos recentes na zona.
- Pombal
Funchal. Um dos extremos da linha do carro americano.
Pombal é um sítio do Funchal e o terminal inferior do caminho de ferro do Monte, onde se situavam a estação principal e os escritórios da companhia. Assinalava também o fim do troço ferroviário supervisionado por Manuel Alexandre de Sousa e era um dos terminais do Caminho de Ferro Americano.
- Praça da Constituição
Funchal. Um dos extremos da linha do carro americano.
A Praça da Constituição era uma praça do Funchal, anteriormente chamada Passeio Público, que recebeu o nome da constituição liberal ali proclamada em 28 de janeiro de 1821. Chamou-se Praça Real durante o governo de D. Miguel, passou a Praça da República em 1911 e desapareceu em 1914 com a construção da Avenida Oeste. Ficava junto ao Jardim Municipal e era ponto terminal do elétrico.
Pessoas
Pessoas mencionadas · 03-
Um dos titulares da licença concedida pela Câmara para explorar o carro americano do Funchal.
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Um dos dois homens a quem a Câmara do Funchal concedeu licença para explorar o carro americano da cidade.
- Manuel Bettencourt Sardinhan. 1865
Comprou em leilão o material circulante da primeira companhia do carro americano em 1900, transmitindo-o depois à companhia do Caminho de Ferro do Monte.