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Elucidário Madeirense Início
Artigo Nº 0743 Transportes, comunicações e obras públicas Vol. I · p. 426 1 min de leitura

Caminho de Ferro Americano

Um carro americano de tração animal circulou outrora no Funchal entre a antiga Praça da Constituição e o Pombal; os carris começaram a ser assentados em 1896 e foram levantados em 1915. O artigo descreve as concessões, a passagem da exploração para a companhia do Caminho de Ferro do Monte e o decreto de 1902 sobre o concurso.

Caminho de Ferro Americano

Houve um entre a antiga Praça da Constituição e o Pombal, estabelecido em virtude da licença concedida pela Camara Municipal a José Ribeiro de Almeida e João Aluísio Virissimo para explorarem esse meio de condução na cidade. Os rails, cuja colocação havia sido iniciada em 1896, foram arrancados em 1915, tendo a circulação dos carros sido suspensa tempos antes, em consequencia dos prejuizos sofridos pela companhia do Caminho de Ferro do Monte, a quem a Camara concedera licença para explorar a linha, em sessão de 7 de Abril de 1902.

O material da primitiva emprêsa do Caminho de Ferro Americano, foi arrematado por Manuel Betencourt Sardinha em 20 de Agosto de 1900 e cedido mais tarde á Companhia do Caminho de Ferro do Monte, a quem a Camara concedeu o subsidio anual de 300:00 réis, que foi pago até 31 de Março de 1909.

O decreto de 2 de Agôsto de 1902 aprovou a deliberação da Camara Municipal do Funchal acêrca das condições do concurso que se pretendia abrir para a concessão do estabelecimento e exploração dos caminhos de ferro americanos. Segundo o art. 6º. das bases da adjudicação que acompanham o mesmo decreto, ficava livre ao adjudicatario a escolha do sistema de tracção a empregar, podendo indiferentemente decidir-se pela tracção a gado, pela locomoção electrica ou ainda pelo emprêgo do ar comprimido.

Neste artigo

Tempo

Anos mencionados · 05
  1. Começou no Funchal o assentamento dos carris do carro americano.

  2. Manuel Bettencourt Sardinha comprou em leilão o material da primeira companhia do carro americano do Funchal.

  3. A Câmara do Funchal concedeu à companhia do Caminho de Ferro do Monte licença para explorar a linha do carro americano.

  4. Um decreto aprovou as condições do concurso da Câmara do Funchal para as concessões do carro americano, deixando ao concessionário a escolha do sistema de tração e permitindo a tração elétrica.

  5. A Câmara pagou à companhia do Caminho de Ferro do Monte a última prestação do subsídio anual.

  6. Foram levantados os carris do carro americano de tração animal do Funchal, cujo serviço já tinha cessado.

Lugar

Lugares mencionados · 03
Mapa: Madeira (3)
  1. Funchal

    Cidade servida pelo carro americano, cuja câmara concedeu as licenças de exploração.

  2. Pombal

    Funchal. Um dos extremos da linha do carro americano.

  3. Praça da Constituição

    Funchal. Um dos extremos da linha do carro americano.

Pessoas

Pessoas mencionadas · 03
  1. Um dos titulares da licença concedida pela Câmara para explorar o carro americano do Funchal.

  2. Um dos dois homens a quem a Câmara do Funchal concedeu licença para explorar o carro americano da cidade.

  3. Comprou em leilão o material circulante da primeira companhia do carro americano em 1900, transmitindo-o depois à companhia do Caminho de Ferro do Monte.

Na folha C

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