Direita (Rua)
A Rua Direita é uma antiga rua da freguesia da Sé, no Funchal. Foi outrora uma das maiores e mais importantes ruas da cidade; nela viveu o bispo D. Jerónimo Barreto e situavam-se a igreja e o albergue de São Bartolomeu.
Fica na Freguesia da Sé, e comunica o largo do Pelourinho com a rua 31 de Janeiro, outrora da Princesa.
É uma antiga via publica de pequena extensão e de importância secundaria, se a compararmos com outras ruas desta cidade. Foi no entretanto, entre as ruas do antigo Funchal, uma das mais importantes e também das mais extensas, começando no Pelourinho e estendendo-se pela margem esquerda da Ribeira de Santa Luzia até ás proximidades do Torreão. Gaspar Frutuoso falando dela, em 1590, diz que era “uma grande e larga rua e que era a maior da cidade”, acrescentando que o bispo D. Jeronimo Barreto (1574-1585) tinha nela “seus aposentos muito ricos, com seus frescos jardins”. Nesta antiga rua ficava a igreja e albergaria de São Bartolomeu e nela tinha casa de moradia algumas das mais qualificadas pessoas do Funchal.
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Lugares mencionados · 08- Direita · Assunto
Funchal
A Rua Direita é uma antiga rua da freguesia da Sé, no Funchal, outrora uma das maiores e mais importantes da cidade. Nela viveu o bispo D. Jerónimo Barreto e situavam-se a igreja e o albergue de São Bartolomeu.
- Funchal
Cidade onde se situa a rua.
Capital do arquipélago e sede da principal capitania, onde teve início o povoamento; foi elevada a vila por volta de 1451–1452. A sua baía, a mais ampla do arquipélago, situa-se entre a Ponta do Garajau e a Ponta da Cruz e oferece um ancoradouro abrigado, embora o seu porto nunca tivesse sido estudado do ponto de vista oceanográfico. O Elucidário aborda o Funchal como estância de saúde, com dados climáticos, e regista os distúrbios de janeiro de 1906, a visita do príncipe dinamarquês em maio de 1846 e a existência de cones vulcânicos recentes na zona.
- Igreja de São Bartolomeu
Funchal. A igreja e o albergue situavam-se outrora nesta rua.
A Igreja de São Bartolomeu situava-se na Rua Direita, no Funchal dos primeiros tempos. Foi fundada por Gonçalo Eanes de Velosa com um hospício anexo para clérigos pobres. Acolheu os Jesuítas a partir de 1566, sendo a sua segunda instalação provisória, e foi demolida no século XIX.
- Largo do Pelourinho
Funchal. Largo situado numa das extremidades da rua.
O Largo do Pelourinho é uma praça do Funchal, já arborizada em 1508, por onde se entrava no Forte de São Filipe. A Câmara ocupou ali, a partir de 1838, uma casa danificada pela aluvião de 1842. O largo acolheu também um passo da Procissão dos Passos e as instalações da sociedade Talia, e foi onde Francisco Rodrigues Jardim foi enforcado em efígie.
- Ribeira de Santa Luzia
Funchal. A rua corria outrora ao longo da sua margem esquerda.
A Ribeira de Santa Luzia é uma das três ribeiras que atravessam o Funchal e deve o nome a uma capela de Santa Luzia na sua margem esquerda. As suas margens terão sido as primeiras terras regadas por levadas e tinham quatro engenhos de açúcar no final do século XVII. Alimenta as levadas de Santa Luzia, dos Moinhos e de D. Isabel; na sua margem direita situava-se a residência dos Jesuítas na Fundoa.
- Rua 31 de Janeiro
Funchal. Rua, anteriormente chamada Rua da Princesa, à qual se liga a Rua Direita.
A Rua 31 de Janeiro, no Funchal, é o nome atual da antiga Rua da Princesa, popularmente chamada Rua das Árvores; nela desemboca a Rua Direita e termina na Rua do Monteiro. A Associação Funchalense construiu ali o edifício definitivo da Escola Lancasteriana.
- Sé
Funchal. Freguesia onde se situa a rua.
A Sé é a freguesia urbana central do Funchal, situada inteiramente dentro da cidade. Foi desmembrada de Santa Maria Maior em 1557 e tem sede na catedral; é o centro comercial, administrativo e institucional da cidade. O Elucidário regista as suas igrejas, edifícios notáveis, o seu papel judicial como ponto de partida da comarca oriental e várias personalidades ali nascidas, e assinala que o Bugio lhe pertence administrativamente.
- Torreão
Funchal. A antiga rua estendia-se quase até este ponto.
O Torreão é uma pequena praça e uma ponte no Funchal, no antigo percurso dos peregrinos até ao Monte. A ponte foi reconstruída em alvenaria por ordem do governador Diogo Forjaz Coutinho, em 1787. Nas proximidades ficavam a fábrica de açúcar de Hinton, o principal estabelecimento industrial da ilha, e o segundo viveiro de videiras americanas.
Pessoas
Pessoas mencionadas · 02- D. Jerónimo Barreto1543–1589
Bispo do Funchal (1574–1585) que tinha ricos aposentos com jardins na Rua Direita.
- Gaspar Frutuoso1522–1591
Cronista que, em 1590, descreveu a Rua Direita como a maior rua do Funchal.