Cadeia Velha (Rua da)
Rua do Funchal que liga a Rua Direita ao largo da Igreja do Carmo, assim chamada por causa da antiga Cadeia da cidade, situada numa das suas esquinas. Nela se encontra a grande casa da família Oliveira, do início do século XVIII.
É a via publica que directamente comunica a rua Direita com o pequeno largo da igreja do Carmo, e a ela dão acesso as ruas dos Medinas e do Monteiro. Proveio o seu nome de ali ter existido a antiga cadeia da cidade, que ficava no ângulo de intersecção formado por esta rua e pela rua Direita, à direita de quem se dirige da igreja do Carmo para esta ultima rua. Na rua da Cadeia Velha fica a casa que pertenceu à família Oliveira, de que foram membros João Francisco de Oliveira, Joaquim de Oliveira Alvares e Benjamim de Oliveira (V. estes nomes), além de outros, e que Paulo Perestrelo da Câmara afirma ser dos maiores prédios urbanos que havia no Funchal, e cuja construção deve datar dos princípios do século XVIII.
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Lugares mencionados · 06- Rua da Cadeia Velha · Assunto
Funchal
Rua do Funchal que liga a Rua Direita ao largo da Igreja do Carmo. Recebeu o nome da antiga Cadeia da cidade, situada na sua extremidade sul; começa na Rua do Monteiro e confina com a Rua dos Medinas. Em 1508, existia ali um enorme til. Nela se encontra a grande casa da família Oliveira, do início do século XVIII.
- Funchal
Cidade onde se situa a rua.
Capital do arquipélago e sede da principal capitania, onde teve início o povoamento; foi elevada a vila por volta de 1451–1452. A sua baía, a mais ampla do arquipélago, situa-se entre a Ponta do Garajau e a Ponta da Cruz e oferece um ancoradouro abrigado, embora o seu porto nunca tivesse sido estudado do ponto de vista oceanográfico. O Elucidário aborda o Funchal como estância de saúde, com dados climáticos, e regista os distúrbios de janeiro de 1906, a visita do príncipe dinamarquês em maio de 1846 e a existência de cones vulcânicos recentes na zona.
- Igreja do Carmo
Funchal. Igreja cujo largo se situa na outra extremidade da rua.
A Igreja do Carmo, na freguesia da Sé, no Funchal, foi construída após 1508 e tem anexo um hospício onde viveram os Carmelitas. Alberga dois mausoléus da família Brandão e a sepultura do governador D. Diogo Pereira Forjaz Coutinho. Dela partia a Procissão do Triunfo.
- Rua Direita
Funchal. Rua diretamente ligada à Rua da Cadeia Velha.
Rua antiga do Funchal, já existente em 1508, onde se situavam a igreja de São Bartolomeu, uma antiga alfândega e a primeira casa do Seminário. D. Jerónimo Barreto viveu ali e Zenobio Acciaioly tinha ali um engenho de açúcar. Foi atingida por um obus no bombardeamento de 1916.
- Rua do Monteiro
Funchal. Rua que dá acesso à Rua da Cadeia Velha.
Pequena rua do Funchal, perto da ribeira de Santa Luzia, assim chamada por ali terem vivido membros da família Monteiro. Dá acesso à Rua da Cadeia Velha. Acolheu o pequeno teatro da sociedade Concórdia e, na década de 1830, foi palco de escândalos causados por prostitutas.
- Rua dos Medinas
Funchal. Rua que dá acesso à Rua da Cadeia Velha.
Rua do Funchal que recebeu o nome da família Medina, que ali residia. Dava acesso à Rua da Cadeia Velha e tinha em frente a Rua do Monteiro. Foi inundada em 1842; após a cheia de 1856, instalaram-se ali prostitutas. Ficava também em frente às primeiras instalações do Asilo de Mendicidade.
Pessoas
Pessoas mencionadas · 04- Benjamim de Oliveiran. 1806
Membro da família Oliveira, cuja casa se situava na Rua da Cadeia Velha.
- Dr. João Francisco de Oliveira1761–1829
Membro da família Oliveira, cuja casa se situava na Rua da Cadeia Velha.
- Joaquim de Oliveira Álvares1776–1835
Membro da família Oliveira, cuja casa se situava na Rua da Cadeia Velha.
- Paulo Perestrelo da Câmara1810–1854
Autor citado por afirmar que a casa dos Oliveira era um dos maiores edifícios urbanos do Funchal.