Oliveira
Verbete sobre o apelido Oliveira na Madeira, que descreve as famílias descendentes do comerciante de vinhos Domingos de Oliveira Alvares e do povoador do século XV Pedro de Brito Oliveira Pestana.
Em diversas épocas, estabeleceram-se nesta ilha alguns indivíduos que usaram este apelido, sendo os troncos de varias famílias que se espalharam por muitas freguesias do arquipélago. Por meados do século XVIII, veio para o Funchal onde se estabeleceu como negociante de vinhos, Domingos de Oliveira Alvares, que foi o tronco duma numerosa e distinta família, que entre os seus membros conta o conselheiro João Francisco de Oliveira, Joaquim de Oliveira Alvares e conde do Tojal, dos quais nos ocupamos neste Elucidário. De Domingos de Oliveira houve um neto, nascido em 1806 na Inglaterra, por nome Benjamim de Oliveira, que naquele país exerceu elevados cargos. Numa noticia biográfica que temos presente se diz que ele foi membro do parlamento britânico, das Sociedades Real e dos Antiquários de Londres, do Conselho do Colégio Real de Química e das Sociedades de Botânica, de Zoologia e de Horticultura da mesma cidade, vice-presidente da Sociedade Arqueológica de Inglaterra, director do Instituto Britânico das Belas-Artes e dos Pintores Ingleses, membro de quase todas as sociedades filantrópicas de Londres, etc., etc. Benjamim de Oliveira foi varias vezes encarregado pelo Governo do seu país de desempenhar diversas missões importantes junto de alguns governos da Europa. Publicou algumas obras.
De Pedro de Brito Oliveira Pestana, que veio para a Madeira com seu irmão João Mendes de Brito, por 1470, procedem também muitos dos indivíduos com o apelido de família Oliveira que existem na Madeira. Tinham ambos foro de fidalgo, segundo diz o dr. Azevedo nas notas ás Saudades.
Neste artigo
Tempo
Anos mencionados · 02Lugar
Lugares mencionados · 03No estrangeiro
- Funchal
Cidade onde Domingos de Oliveira Alvares se estabeleceu como comerciante de vinhos.
Capital do arquipélago e sede da principal capitania, onde teve início o povoamento; foi elevada a vila por volta de 1451–1452. A sua baía, a mais ampla do arquipélago, situa-se entre a Ponta do Garajau e a Ponta da Cruz e oferece um ancoradouro abrigado, embora o seu porto nunca tivesse sido estudado do ponto de vista oceanográfico. O Elucidário aborda o Funchal como estância de saúde, com dados climáticos, e regista os distúrbios de janeiro de 1906, a visita do príncipe dinamarquês em maio de 1846 e a existência de cones vulcânicos recentes na zona.
- Inglaterra
United Kingdom. País onde Benjamim de Oliveira nasceu e exerceu altos cargos.
A Inglaterra surge no Elucidário como o primeiro grande mercado dos bordados da Madeira e o principal importador dos artigos de vime madeirenses. Era também a origem da maior parte da manteiga consumida no Funchal no início do século XIX. Foi um dos principais refúgios dos emigrados liberais que fugiam à perseguição miguelista, e vários madeirenses estudaram ou exerceram funções diplomáticas no país.
- Londres
United Kingdom. Cidade onde se sediavam as sociedades científicas e filantrópicas a que Benjamim de Oliveira pertenceu.
Capital britânica onde foram publicadas muitas obras inglesas sobre a Madeira, incluindo as dos du Cane, de Embleton e de Bloxam. Mason comparou a sua humidade com a do Funchal, e de lá veio artilharia para a Fortaleza de São Tiago. Acolheu o congresso de química aplicada de 1909.
Pessoas
Pessoas mencionadas · 08- Álvaro Rodrigues de Azevedo1825–1898
Anotador de Saudades da Terra, citado como fonte para a condição de fidalgos dos irmãos Brito.
- Benjamim de Oliveiran. 1806
Neto de Domingos de Oliveira, nascido em Inglaterra, membro do Parlamento britânico e de numerosas sociedades científicas de Londres, que desempenhou missões diplomáticas e publicou várias obras.
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Comerciante de vinhos que se estabeleceu no Funchal em meados do século XVIII e deu origem a uma numerosa e distinta família Oliveira.
- Dr. João Francisco de Oliveira1761–1829
Membro da família Oliveira descendente de Domingos de Oliveira Alvares, com verbete próprio no Elucidário.
- João Gualberto de Oliveira1788–1852
Membro titulado da família Oliveira descendente de Domingos de Oliveira Alvares, com verbete próprio no Elucidário.
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Irmão de Pedro de Brito Oliveira Pestana, com quem veio para a Madeira cerca de 1470.
- Joaquim de Oliveira Álvares1776–1835
Membro da família Oliveira descendente de Domingos de Oliveira Alvares, com verbete próprio no Elucidário.
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Fidalgo que veio para a Madeira cerca de 1470 e de quem descendem muitos Oliveiras madeirenses.