Tojal (Conde de) 1Origem e carreira parlamentar
Tojal (Conde de)
Biografia de João Gualberto de Oliveira (1788–1852), comerciante de vinhos nascido no Funchal que foi deputado, senador, par do reino, ministro das Finanças e ministro dos Negócios Estrangeiros, tendo recebido os títulos de Barão e, depois, de Conde de Tojal. É sobretudo lembrado pelas suas reformas das finanças públicas portuguesas.
1Origem e carreira parlamentar
João Gualberto de Oliveira, 1.° barão e 1.° conde de Tojal, nasceu nesta cidade a 12 de Julho de 1788 e era filho do distinto madeirense João Francisco de Oliveira (volume III, página 11) e de D. Maria Joaquina Farto de Oliveira.
Pertencente a uma antiga família de comerciantes, era ele próprio um importante negociante de vinhos no Funchal, quando foi eleito deputado pela Madeira para a sessão legislativa que funcionou de 1834 a 1836. Foi também senador eleito por este arquipélago nas legislaturas de 1838 a 1840 e de 1840 a 1842, e em 1843 tomou assento na câmara alta como par do reino efectivo.
Sobraçou a pasta da fazenda em 1837 a 1838, em 1841, de 1842 a 1846 e em 1847, e foi ministro dos negócios estrangeiros de 1849 a 1851. Também geriu interinamente as pastas da marinha, do reino e da justiça cumulativamente com a da fazenda.
João de Oliveira distingue-se notavelmente como parlamentar e estadista. Os discursos que proferiu no parlamento alcançaram-lhe os foros dum distinto orador político, revelando não só uma notável correcção de forma, mas sobretudo um aprofundado conhecimento dos assuntos que versava.
2Reformas, títulos e morte
Foi como estadista e dirigindo os negócios da fazenda que mais se notabilizou, deixando o seu nome vinculado a importantes reformas, e ocupa por isso um lugar de destaque na história das finanças do nosso país. A remodelação que fez de muitos serviços fazendários relativos à arrecadação e distribuição dos impostos, à organização dos orçamentos, aos contratos com os credores externos, etc, revelam as suas eminentes qualidades de financeiro e de homem de estado. Apesar disso, como acontece a todos os que militam na política partidária, foi atacada a sua administração financeira, principalmente pelo deputado conde de Podentes, que no parlamento e em dois opúsculos criticou abertamente todos os actos de João de Oliveira como ministro da fazenda. Também nos dois volumes da obra intitulada Hontem, Hoje, e Amanhã, se consagram algumas páginas à sua acção como titular da pasta das finanças. O conde de Tojal publicou um folheto rebatendo as acusações que lhe foram feitas e também publicou num opúsculo alguns dos seus discursos proferidos no parlamento.
A 4 de Abril de 1838, foi agraciado com a mercê de barão de Tojal e a 17 de Setembro de 1844 com a de conde do mesmo título.
Tinha muitas condecorações nacionais e estrangeiras, e exerceu o cargo de inspector geral dos correios e postas do reino. Morreu em Lisboa, onde há muitos anos se tinha estabelecido como negociante, a 9 de Fevereiro de 1852.
A 27 de Março de 1884, foi concedido o título de visconde de Tojal a João Vicente de Oliveira, dizendo-se no respectivo decreto que esta graça era para «perpetuar na sua pessoa a memoria dos bons serviços prestados ao país por seu falecido primo o conde de Tojal, do qual é o único varão representado».
Neste artigo
Tempo
Anos mencionados · 08-
Nasceu no Funchal João Gualberto de Oliveira, futuro Conde do Tojal.
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O Conde do Tojal exerceu o cargo de deputado pela Madeira.
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João Gualberto de Oliveira recebeu o título de Barão do Tojal.
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O Conde do Tojal tomou assento como Par do Reino.
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João Gualberto de Oliveira recebeu o título de Conde do Tojal.
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O Conde do Tojal exerceu o cargo de ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal.
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O Conde do Tojal morreu em Lisboa.
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João Vicente de Oliveira recebeu o título de Visconde do Tojal.
Lugar
Lugares mencionados · 02No estrangeiro
- Funchal
Local de nascimento do Conde de Tojal e sede do seu negócio de vinhos.
Capital do arquipélago e sede da principal capitania, onde teve início o povoamento; foi elevada a vila por volta de 1451–1452. A sua baía, a mais ampla do arquipélago, situa-se entre a Ponta do Garajau e a Ponta da Cruz e oferece um ancoradouro abrigado, embora o seu porto nunca tivesse sido estudado do ponto de vista oceanográfico. O Elucidário aborda o Funchal como estância de saúde, com dados climáticos, e regista os distúrbios de janeiro de 1906, a visita do príncipe dinamarquês em maio de 1846 e a existência de cones vulcânicos recentes na zona.
- Lisboa
Portugal. Cidade onde se estabeleceu como comerciante e onde morreu.
Capital portuguesa, sede do tribunal da Relação e da Misericórdia cujos privilégios e estatutos foram estendidos ao Funchal. Henrique Franco de Sousa estudou na sua Academia Real de Belas-Artes, e Luiz José Baiardo mudou-se para a cidade em 1821.
Pessoas
Pessoas mencionadas · 05- João Gualberto de Oliveira1788–1852
Comerciante de vinhos e estadista nascido no Funchal, ministro das Finanças e dos Negócios Estrangeiros de Portugal, recebeu os títulos de Barão de Tojal (1838) e Conde de Tojal (1844).
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Deputado que atacou a administração financeira do Conde de Tojal no parlamento e em dois opúsculos.
- João Francisco de Oliveira1761–1829
Madeirense distinto e pai do Conde de Tojal.
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Primo do Conde de Tojal, recebeu o título de Visconde de Tojal em 1884 para perpetuar a sua memória.
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Mãe do Conde de Tojal.