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Elucidário Madeirense Início
Artigo Nº 0187 Militar ou marinheiro Vol. I · pp. 114–115 2 min de leitura

Alvares (Joaquim de Oliveira)

Biografia de Joaquim de Oliveira Álvares (1776–1835), militar da Marinha e do Exército, natural da Madeira, que combateu nas campanhas de Montevidéu, permaneceu no Brasil após a independência e se tornou ministro da Guerra brasileiro.

Alvares (Joaquim de Oliveira)

Vida e carreira

Nasceu na Madeira a 16 de Novembro de 1776 e formou-se em matemática e filosofia na Universidade de Coimbra. Em 1798 foi nomeado 2.° tenente da armada, e dois anos depois distinguiu-se num combate que houve nas costas do Algarve, entre um pequeno caíque português, de que era comandante, e um navio corsario francês. Proposto para a promoção pela bravura de que dera provas durante a luta, da qual todavia saíra vencido, serviu depois na esquadra do Marquês de Nisa, e em 1804 vamos encontra-lo no Brasil, tendo trocado a marinha pelo exército e ocupando o posto de capitão de artilharia da legião de voluntários de S. Paulo.

Fez as campanhas de Montevideu, derrotou a 27 de Outubro de 1816 as forças do celebre Artigas, no combate de Carumbé, e em 4 de Janeiro do ano seguinte distinguiu-se na batalha de Catalan. Em recompensa destes serviços deram-lhe o posto de brigadeiro efectivo, a comenda de Aviz e, em 1816, o posto de marechal de campo graduado.

Depois da independência do Brasil, ficou naquele império, tendo sido ali ministro da guerra, marechal de campo efectivo, oficial da Ordem do Cruzeiro e tenente general.

Viveu em Londres de 1830 a 1835, e tendo recebido ali uma avultadissima herança, pôs a sua riqueza á disposição do governo brasileiro, para este, numa ocasião de apuros, pagar os juros das inscrições. Tendo ido a Paris em 1835, em procura de alívios para os seus padecimentos, ali faleceu, contando 59 anos de idade, estando sepultado no cemitério do Père Lachaise.

Era homem de larga ilustração e deixou inédita uma obra de vulto intitulada Estatística do Brasil. No tomo 2.° do Dicionário Popular encontram-se interessantes dados biográficos do marechal Joaquim de Oliveira Alvares, que era irmão do Conselheiro João Francisco de Oliveira, outro filho ilustre da nossa terra.

Neste artigo

Tempo

Anos mencionados · 08
  1. Joaquim de Oliveira Álvares nasceu na Madeira.

  2. Joaquim de Oliveira Álvares foi nomeado segundo-tenente da Marinha.

  3. Joaquim de Oliveira Álvares comandou um caíque português contra um corsário francês ao largo do Algarve.

  4. Joaquim de Oliveira Álvares serviu no Brasil como capitão de artilharia da Legião de Voluntários de São Paulo.

  5. Joaquim de Oliveira Álvares derrotou as forças de Artigas em Carumbé.

  6. Joaquim de Oliveira Álvares distinguiu-se na batalha de Catalán.

  7. Joaquim de Oliveira Álvares viveu em Londres.

  8. Joaquim de Oliveira Álvares morreu em Paris aos 59 anos.

Lugar

Lugares mencionados · 09
Mapa: América do Sul (9)
  1. Algarve

    Portugal. Ao largo da sua costa, Álvares combateu um corsário francês por volta de 1800.

  2. Brasil

    Brazil. País onde Álvares serviu e mais tarde se tornou ministro da Guerra.

  3. Carumbé

    Uruguay. Local da sua vitória sobre Artigas em 1816.

  4. Catalán

    Uruguay. Batalha de 1817 em que se distinguiu.

  5. Londres

    United Kingdom. Cidade onde viveu entre 1830 e 1835 e recebeu uma grande herança.

  6. Montevidéu

    Uruguay. Cenário das campanhas em que Álvares combateu.

  7. Paris

    France. Cidade onde morreu em 1835; está sepultado no cemitério do Père-Lachaise.

  8. São Paulo

    Brazil. Álvares foi capitão de artilharia na sua legião de voluntários.

  9. Universidade de Coimbra

    Portugal. Universidade onde Álvares se formou em matemática e filosofia.fa

Pessoas

Pessoas mencionadas · 04
  1. Oficial nascido na Madeira que se tornou marechal, tenente-general e ministro da Guerra do Império do Brasil.

  2. Chefe cujas forças Álvares derrotou no combate de Carumbé, em 1816.

  3. Irmão de Álvares, descrito como outro filho ilustre da Madeira.

  4. Comandante da esquadra portuguesa em que Álvares serviu depois de 1800.

Na folha A

Vistos recentemente

    As páginas que ler aparecerão aqui.