Aljube
O Aljube era a prisão eclesiástica do Funchal, existente desde cerca de 1562 e ainda em uso em 1834, onde muitos sacerdotes estiveram detidos durante as lutas entre miguelistas e liberais.
No estrangeiro
Quando os eclesiásticos tinham seu foro privativo, tinham também suas prisões ou cárcere especial, a que se dava o nome de Aljube. O antigo Aljube do Funchal ficava no espaço compreendido entre a Travessa da Sacristia, rua de João Gago e rua do Aljube. O lugar de aljubeiro ou carcereiro do Aljube desta cidade foi criado por D. Sebastião por alvará de 6 de Julho de 1562. Desta época, ou pouco anterior a ela se deve contar a criação do Aljube, que existiu já em 1834. Durante as lutas políticas entre miguelistas e constitucionais e por ocasião das alçadas que então vieram a esta ilha, estiveram muitos sacerdotes presos no Aljube, por motivo das suas inclinações partidárias, seguindo alguns deles para o Limoeiro e presídios de Africa.
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Funchal
O Aljube era a prisão eclesiástica do Funchal, existente desde cerca de 1562 e ainda em uso em 1834. Muitos sacerdotes estiveram ali detidos durante as lutas entre miguelistas e liberais, incluindo 21 clérigos sob a Alçada de 1828; Pimentel foi preso no Aljube por ordem do bispo.
- África
Africa. Localização dos presídios para onde foram enviados alguns sacerdotes presos.
África é referida como destino de expedições madeirenses, soldados e condenados ao exílio, e como mercado de exportação da manteiga madeirense. Os exploradores Capelo e Ivens atravessaram o continente, e o Norte de África é apontado como região de origem da tamareira.
- Funchal
Cidade onde se situava o Aljube.
Capital do arquipélago e sede da principal capitania, onde teve início o povoamento; foi elevada a vila por volta de 1451–1452. A sua baía, a mais ampla do arquipélago, situa-se entre a Ponta do Garajau e a Ponta da Cruz e oferece um ancoradouro abrigado, embora o seu porto nunca tivesse sido estudado do ponto de vista oceanográfico. O Elucidário aborda o Funchal como estância de saúde, com dados climáticos, e regista os distúrbios de janeiro de 1906, a visita do príncipe dinamarquês em maio de 1846 e a existência de cones vulcânicos recentes na zona.
- Limoeiro
Portugal. Cadeia de Lisboa para onde foram enviados alguns padres detidos no Aljube.
O Limoeiro é uma cadeia de Lisboa. O poeta Francisco Álvares de Nóbrega esteve ali preso duas vezes, alguns sacerdotes detidos no Aljube foram para lá enviados e, segundo um relato, um profeta morreu ali.
- Rua de João Gago
Funchal. Rua que confinava com o terreno do antigo Aljube.
A Rua de João Gago é uma rua do Funchal para onde o Governo Civil se mudou em 1890. Delimita o local do antigo Aljube.
- Rua do Aljube
Funchal. Rua que recebeu o nome do antigo Aljube e confinava com o seu terreno.
A Rua do Aljube é uma rua do Funchal cujo nome vem do antigo Aljube, que delimitava. Chamou-se anteriormente Rua Carvalho de Araújo e fazia parte do antigo Campo do Duque. Tinha um passo onde parava a Procissão dos Passos e era ali que se situavam os Paços do Concelho, onde se encontrava o sino de recolher.
- Travessa da Sacristia
Funchal. Rua que confinava com o terreno do antigo Aljube.
Travessa do Funchal que delimitava o terreno do antigo Aljube. Em 1919, recebeu o nome do cadete Mota e Freitas.
Pessoas
Pessoas mencionadas · 01-
Rei de Portugal que criou o cargo de carcereiro do Aljube do Funchal em 1562.