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Elucidário Madeirense Início
Artigo Nº 0140 Órgão de governo ou serviço público Vol. I · p. 85 1 min de leitura

Alfândega do Porto Santo

Descreve o posto fiscal de Porto Santo, que não era propriamente uma alfândega e está documentado entre 1556 e 1768, bem como os postos fiscais previstos para portos madeirenses e as vigias costeiras regulamentadas por D. Sebastião.

Alfândega do Porto Santo

Alfândega do Porto Santo e postos fiscais

Como judiciosamente observa o anotador das Saudades da Terra, houve na ilha do Porto Santo uma estancia ou posto fiscal e não uma alfândega propriamente dita. Desconhecemos a data da sua criação, mas já existia em 1556, porque o alvará régio de 8 de Abril deste ano nomeou Gaspar Calaça para o lugar de almoxarife, que era o cargo mais importante da mesma alfândega, com o vencimento anual de dois mil réis em dinheiro, dois moios de trigo e duas pipas de vinho. A ultima nomeação de almoxarife de que temos noticia é a de Diogo Luiz Drumond feita pelo alvará de 22 de Julho de 1768. O cargo de escrivão é anterior a 1556, pois neste ano foi para ele nomeado Diogo Delgado, por morte do seu antecessor Rodrigo Anes. Havia ainda o lugar de alcaide do mar, cuja criação é muito anterior a 1642. Ignoramos quando deixou de existir a alfândega do Porto Santo.

Postos fiscais. Nos portos de Câmara de Lobos, Ribeira Brava, Ponta do Sol, Madalena do Mar e Calheta foram mandados estabelecer postos fiscais para a arrecadação de certos direitos, mas ignoramos se chegaram a ser criados e o modo como funcionavam.

Havia também nos portos deste archipelago, diz o Dr. Alvaro de Azevedo, as vigias, isto é, estações militares e simultaneamente fiscais, que vigiavam o mar, as costas e praias, a fim de darem alarme de corsarios ou de quaisquer outros navios inimigos, e evitar contrabandos. As vigias eram feitas pelos povos, em pequenas casas fortes, de proposito construídas para resistir ao mar, e evitar surprezas. D. Sebastião deu-lhes regimento em 1567, que está registado no tomo V, fl. 105, do Archivo da Camara do Funchal, e, por alvará de 1569, determinou que ninguém “fosse isempto deste serviço”.

Neste artigo

Tempo

Anos mencionados · 05
  1. Uma carta régia nomeou Gaspar Calaça almoxarife do posto fiscal de Porto Santo.

  2. D. Sebastião promulgou um regimento para as vigias costeiras do arquipélago.

  3. Uma carta régia de D. Sebastião determinou que ninguém estava isento do serviço de vigia.

  4. O cargo de alcaide do mar em Porto Santo já existia muito antes de 1642.

  5. Diogo Luiz Drumond foi nomeado almoxarife de Porto Santo, na última nomeação conhecida para o cargo.

Lugar

Lugares mencionados · 07
Mapa: Arquipélago da Madeira (7)
  1. Calheta

    Porto onde foi ordenada a instalação de um posto fiscal.

  2. Câmara de Lôbos

    Câmara de Lobos. Porto onde foi ordenada a instalação de um posto fiscal.

  3. Funchal

    O arquivo da sua Câmara Municipal conserva o regimento das vigias de 1567.

  4. Madalena do Mar

    Ponta do Sol. Porto onde foi ordenada a instalação de um posto fiscal.

  5. Ponta do Sol

    Porto onde foi ordenada a instalação de um posto fiscal.

  6. Porto Santo

    Ilha onde existiu o posto fiscal.

  7. Ribeira Brava

    Porto onde foi ordenada a instalação de um posto fiscal.

Pessoas

Pessoas mencionadas · 06
  1. Comentador das Saudades da Terra, citado a propósito das vigias costeiras.

  2. Rei de Portugal que promulgou um regimento para as vigias em 1567 e uma carta régia em 1569.

  3. Nomeado escrivão do posto fiscal de Porto Santo em 1556.

  4. Último almoxarife conhecido de Porto Santo, nomeado em 22 de julho de 1768.

  5. Nomeado almoxarife do posto fiscal de Porto Santo por carta régia de 8 de abril de 1556.

  6. Escrivão do posto fiscal de Porto Santo cuja morte, anterior a 1556, levou à nomeação de Diogo Delgado.

Na folha A

Vistos recentemente

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