Monumentos Nacionais 1Monumentos nacionais e imóveis de interesse público
Monumentos Nacionais
Enumera os edifícios e as obras de arte do distrito do Funchal classificados como monumentos nacionais ou imóveis de interesse público ao abrigo dos decretos publicados no Diário do Governo em 1940 e 1943.
1Monumentos nacionais e imóveis de interesse público
– A Sé Catedral do Funchal era o único edifício considerado como monumento nacional, apesar de haver outros edifícios que deveriam ser incluídos nesse numero. No «Diario do Governo» de 24 de Setembro de 1940 e de 18 de Agosto de 1943, foram publicadas as relações completas dos edifícios classificados como monumentos nacionais e como «imóveis de interesse publico» existentes em todo o nosso pais. Com respeito a este distrito, ficaram considerados como monumentos nacionais, além da Sé Catedral, o Palácio de S. Lourenço, Igreja e dependências do mosteiro de Santa Clara, igreja de São Evangelista (Colégio) e Casa da Alfândega.
Como «imóveis de interesse publico» contam-se os seguintes edifícios: Casas de Dona Mecia, dos Cônsules, dos Ornelas e Paço Episcopal e capela anexa, Capelas da Incarnação, São Paulo, Nazaré e do Espírito Santo, e fortes de São João Baptista, Ilhéu e São Tiago, todos na cidade do Funchal, Capela dos Reis Magos na freguesia do Estreito da Calheta, Igreja Paroquial, Capela dos Milagres e de São Roque e fortes de Santo Amaro e de São João na freguesia de Machico, Igrejas Paroquiais das freguesias da Ponta do Sol, Ribeira Brava e Santa Cruz e Capela da Madre de Deus na freguesia do Caniço.
2Obras de arte de interesse público
Foram também considerados de interesse publico as seguintes obras de arte: Pia baptismal do século XVI, em estilo mudéjar, existente na igreja de Ponta do Sol. Escultura em madeira representando a Adoração dos Reis Magos, com treze figuras em alto relevo, século XVI, existente na capela dos Reis Magos, no Estreito da Calheta.
Janela da Casa de Colombo, que se conserva num Jardim particular da cidade do Funchal, obra manuelina recolhida quando a Câmara Municipal mandou demolir a propriedade do flamengo João Esmeraldo, onde se diz ter habitado Colombo.
Pinturas sobre madeira: Painel de Santiago, colocado no altar-mor da igreja do Socorro, do Funchal. Tríptico da sacristia da mesma igreja. Painel dos Apóstolos, da mesma sacristia, que se encontra colocado por debaixo do tríptico. Três painéis (S. Paulo, S. Pedro e Santo André) que se conservam na sacristia da igreja de S. Pedro, do Funchal. Três painéis (Anunciação, Natividade, Santa Ana e S. Joaquim) da igreja nova de S. Martinho, do Funchal (colocados numa capela do lado da epístola). Painel (emblema de Cristo) da capela particular da Nossa Senhora da Consolação do Funchal. Tríptico (Descida da Cruz) da igreja da Ribeira Brava, na parede lateral esquerda da capela-mor. Painel (Adoração dos Magos) na parede lateral esquerda do corpo da mesma igreja. Painel de Nossa Senhora do Amparo no altar do mesmo nome da Sé do Funchal.
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Calheta
Lista do Elucidário dos edifícios e obras de arte do distrito do Funchal classificados como monumentos nacionais ou imóveis de interesse público. As classificações foram feitas ao abrigo de decretos publicados no Diário do Governo em 1940 e 1943.
- Alfândega do Funchal
Funchal. Alfândega classificada como monumento nacional.
Alfândega manuelina do Funchal, cuja construção foi ordenada em 1508, com arcadas e uma capela de Santo António no pátio, construída em 1714 e hoje dessacralizada. Esteve sob a direção do provedor até 1775 e foi reparada após o terramoto de 1748. Foi cercada por tropas amotinadas em 1626 e invadida em 1641; o motim de 1868 ocorreu na praia próxima. Mais tarde, acolheu os serviços e o arquivo do Governo Civil.
- Capela da Madre de Deus
Santa Cruz. Capela classificada como imóvel de interesse público no Caniço.
Capela da Madre de Deus, na freguesia do Caniço, classificada como de interesse público. Conserva um retábulo posterior a 1536.
- Capela dos Reis Magos
Calheta. Capela classificada como imóvel de interesse público que alberga uma Adoração esculpida do século XVI.
Esta Capela dos Reis Magos foi fundada cerca de 1529 no Lombo dos Reis por Francisco Homem de Gouveia como sede de um morgadio; os seus fundadores estão ali sepultados. Está classificada como imóvel de interesse público e alberga uma representação esculpida da Adoração dos Reis Magos do século XVI.
- Convento de Santa Clara
Funchal. Igreja e dependências classificadas como monumento nacional.
Convento no Funchal fundado entre 1492 e 1497 pelo segundo capitão-donatário, João Gonçalves da Câmara, junto à igreja da Conceição de Cima. É local de sepultura da família Câmara e conserva um documento de 1447 em que o nome aparece grafado «Zargo». Em 1912, foi cedido para a instalação de um novo hospital e, mais tarde, escolhido para acolher o museu arqueológico.
- Estreito da Calheta
Calheta. Freguesia onde se situa a Capela dos Reis Magos.
O Estreito da Calheta é uma freguesia do concelho da Calheta, no oeste da Madeira, delimitada pela Ribeira de São Bartolomeu e pela Ribeira Funda. A sua igreja paroquial de Nossa Senhora da Graça foi fundada pela família França, e o verbete aborda os primeiros proprietários, as capelas, os sítios, as escolas e a irrigação pela Levada Nova do Rabaçal; os Prazeres foram separados da freguesia em 1733.
- Fortaleza de São Tiago
Funchal. Uma das três fortalezas do Funchal, juntamente com as de São João Baptista e do Ilhéu, classificadas como imóveis de interesse público.
Fortaleza na frente marítima do Funchal, no extremo oriental da praia de desembarque, datada de 1614, durante o domínio espanhol, e reconstruída em 1767; albergou mais tarde uma bataria de artilharia de montanha. Ali foram detidos presos em 1823 e 1828, hasteou-se a bandeira republicana em 7 de outubro e a fortaleza disparou durante o bombardeamento do Funchal em 1916.
- Funchal
Cidade onde se encontra a maioria dos edifícios classificados.
Capital do arquipélago e sede da principal capitania, onde teve início o povoamento; foi elevada a vila por volta de 1451–1452. A sua baía, a mais ampla do arquipélago, situa-se entre a Ponta do Garajau e a Ponta da Cruz e oferece um ancoradouro abrigado, embora o seu porto nunca tivesse sido estudado do ponto de vista oceanográfico. O Elucidário aborda o Funchal como estância de saúde, com dados climáticos, e regista os distúrbios de janeiro de 1906, a visita do príncipe dinamarquês em maio de 1846 e a existência de cones vulcânicos recentes na zona.
- Igreja de São Pedro
Funchal. A sua sacristia alberga três painéis classificados.
A Igreja de São Pedro é uma colegiada da freguesia de São Pedro, no Funchal, onde o Padre Francisco de Castro foi vigário e Manuel Soares fundou uma capela. A sua sacristia alberga um tríptico de painéis classificados, sobre o qual escreveu o Visconde de Meireles e que Teixeira Gomes elogiou. Foi também sede da confraria que apoiava o Hospital de São Lázaro.
- Igreja do Colégio
Funchal. Classificada como monumento nacional.
A Igreja do Colégio (São João Evangelista) é a igreja do colégio dos Jesuítas na freguesia da Sé, no Funchal, construída após 1508. Foi ponto de partida de várias procissões, palco das cerimónias de ação de graças de 1776 e dos Te Deum comemorativos, e local de sepultura de D. Francisco Henriques. Alberga uma pintura do século XVI.
- Igreja do Socorro
Funchal. Alberga o painel de Santiago, um tríptico e o painel dos Apóstolos, todos classificados.
A Igreja do Socorro, no Funchal, conserva pinturas da escola portuguesa, entre as quais um painel de Santiago classificado, um tríptico e um painel dos Apóstolos.
- Machico
A sua igreja paroquial, as capelas dos Milagres e de São Roque e duas fortalezas estão classificadas como imóveis de interesse público.
A freguesia de Machico foi o local do desembarque dos descobridores Zarco e Tristão Vaz e a sede da Capitania de Machico; foi criada cerca de 1450. O Elucidário aborda o seu clero e as respetivas côngruas, as capelas, os acontecimentos históricos, as fontes minerais, os sítios, a população e os naturais ilustres.
Pessoas
Pessoas mencionadas · 03-
O navegador Cristóvão Colombo, que se diz ter vivido na casa de João Esmeraldo, no Funchal.
- D. Méciam. 1693
Mulher cujo nome designa uma casa do Funchal classificada como imóvel de interesse público.
-
Colono flamengo de cuja propriedade no Funchal, demolida pela Câmara Municipal, provinha a «janela de Colombo», de estilo manuelino.