Escola Industrial Antonio Augusto de Aguiar 1Aula de desenho e pintura
Escola Industrial Antonio Augusto de Aguiar
História da escola industrial do Funchal, mais tarde industrial e comercial, desde a aula de desenho e pintura criada em 1809 até 1941, passando pela fundação da Escola de Desenho Industrial Josefa de Óbidos em 1889, pela mudança de nome, pelas reformas e pelos seus professores, diretores, cursos e número de alunos.
1Aula de desenho e pintura
O pintor Joaquim Leonardo da Rocha veio em 1807 a esta ilha procurar abrigo aos horrores que sofria o continente do reino com a primeira invasão napoleonica. A sua estada entre nós despertou a ideia da criação duma aula de desenho e pintura, tendo um grupo das pessoas mais qualificadas desta cidade dirigido uma representação ao governo da metrópole, nos princípios do ano de 1809, em que expunha a conveniência e a necessidade dessa criação, e havendo o então governador e capitão-general do arquipelago Pedro Fagundes Bacelar não só informado favoravelmente a representação, como empregado os seus melhores ofícios para que no Funchal se estabelecesse sem demora a pretendida aula ou escola de desenho e pintura.
Pela Carta Regia de 7 de Julho de 1809, foi criada essa aula, que se instalou em Março de 1810 e cuja regência se confiou ao referido pintor Joaquim Leonardo da Rocha. No mesmo ano escreveu este professor um opúsculo intitulado Medidas gerais do corpo humano arranjadas em dialogo, e metodo fácil para uso da real aula de desenho e pintura da ilha da Madeira em 1810, que foi publicado em Lisboa no ano de 1813. É um pequeno folheto de 14 paginas, que os nossos distintos bibliografos Figanière e Inocencio dizem ser rarissimo, mas que nos parece ter pouco valor debaixo do ponto de vista essencialmente técnico ou cientifico. Na biblioteca da Escola Industrial existe um exemplar desta raridade bibliográfica, oferecido por um dos professores deste estabelecimento de instrução.
Pouco depois de instalada a aula de desenho em data de 10 de Abril de 1810, enviou o governo central umas Instruções para regular o seu funcionamento, que decerto constituíam a lei orgânica da mesma aula e que deveriam conter os métodos de ensino ou programa das matérias ali professadas. Não temos conhecimento dessas Intruções, como também ignoramos o local em que a aula funcionava e o tempo da sua duração. É possível que tivesse feito parte do grupo de cadeiras que constituíam as chamadas Aulas do Pátio, mas nada podemos afirmar de positivo a tal respeito. Apenas sabemos que em 1812 obteve L. Rocha aumento de vencimento como professor da aula de desenho e pintura, e que em 1818 ainda existia e residia nesta cidade, pois que neste ano pintou um retrato do primeiro Conde de Carvalhal, que se encontra no palácio de S. Pedro.
A pesar do Liceu do Funchal, criado em 1837, ter uma cadeira de desenho no seu quadro de estudos, foi sempre julgada necessária entre nós a existencia de uma aula daquela disciplina, estranha ao mesmo liceu, onde de modo especial os operários pudessem adquirir os conhecimentos que se tornam indispensáveis ás suas artes e ofícios, orientando-os em harmonia com as necessidades das profissões a que especialmente se dedicam. Foi em obediência a essa orientação que a Câmara Municipal do Funchal criou e sustentou uma cadeira de desenho, de que nos últimos anos da sua existencia foi professor o chefe da repartição técnica da mesma câmara, José Maria Teixeira de Agrela.
2Criação e reformas da Escola
Ha muito que era reconhecida a necessidade da criação duma escola de desenho nesta cidade, quando, por decreto de 10 de Janeiro de 1889, referendado por Emidio Navarro, o ministro a quem o país verdadeiramente deve a criação e o desenvolvimento do seu ensino industrial, foi estabelecida no Funchal a Escola de desenho Industrial Josefa de Obidos, dizendo-se no respectivo diploma de criação que ela teria por fim “ministrar o ensino do desenho com aplicação á indústria ou indústrias predominantes na localidade”. Esta criação fora feita em harmonia com os decretos de 30 de Dezembro de 1886 e 23 de Fevereiro de 1888.
A escola teve primeiramente o nome de Josefa de Óbidos, passando pelo decreto de 8 de Outubro de 1891, que remodelou o ensino industrial, a ter a denominação de Antonio Augusto de Aguiar. Por esta reforma, compreendia o quadro de estudos da nossa Escola as cadeiras de desenho elementar (classe preparatória e complementar), desenho arquitectónico (desenho artístico, modelação e desenho técnico) e desenho ornamental ( desenho de ornato, modelação e composição ornamental).
O decreto de 5 de Outubro de 1893, que introduziu profundas alterações no ensino industrial, elevou a Escola de Desenho Industrial Antonio Augusto de Aguiar á categoria de Escola Industrial, conservando-lhe a mesma denominação. Foram então criadas as oficinas de marcenaria e carpintaria, e de lavores femininos. O decreto de 14 de Dezembro de 1897 remodelou profundamente o ensino industrial no nosso país, e dessa reforma se ressentiu beneficamente a Escola Industrial do Funchal com a criação das três aulas teóricas da língua portuguesa, aritmética e geometria e princípios de física e química. Estas cadeiras, com excepção da ultima, que não chegou a ser criada, só foram, porém, providas em princípios de Dezembro de 1901 e começaram a funcionar no ano lectivo de 1902 a 1903.
A lei de 1 de Dezembro de 1918 reformou os serviços das escolas industriais e alterou o quadro das disciplinas professadas no Funchal, que ficou assim organizado: língua pátria, aritmética e geometria, princípios de física e química e noções de terminologia, geografia e historia, língua francesa, desenho geral, desenho especializado e trabalhos oficinais. Foi em Setembro de 1889 e num prédio á rua de Santa Maria que se instalou a nova escola, tendo aberto matrícula 260 alunos e começado em Outubro seguinte o funcionamento das aulas. Foi Cândido Pereira o seu primeiro professor e director, e professor contratado o súbdito austríaco Hans Nowach. O primeiro serviu até o fim do ano lectivo de 1903 e o segundo até o ano de 1895. O professor Nowach foi interinamente substituído pelo oficial de engenharia Carlos Roma Machado de Faria e Maia, que serviu até Julho de 1897. Do ano lectivo de 1897 a 1898 até o mês de Março de 1903 foi professor contratado desta Escola o súbdito espanhol D. Manuel de la Cuadra, natural da cidade de Sevilha, que faleceu no Funchal a 3 de Abril de 1903, com cerca de 60 anos de idade.
Têm sido professores desta Escola: Cândido Pereira (1889-1903), Hans Nowach (1889-1895), D. Manuel de la Cuadra (1897- 1903), Vitorino José dos Santos (1902), padre Fernando A. Silva (1902), Augusto Pascoal Correia Brandão (1903-1908), Joaquim Porfirio (1909-1910), João Gomes Correia Faria (1911-1912), José Pedro Nolasco (1914-1915), Emanuel Paulo Vitorino Ribeiro (1914-1917), Alfredo Vital Miguéis (1917), D. Maria Emilia Arroja (1919) e Abel Tiago de Sousa e Vasconcelos (1919). Também foram professores interinos Carlos Roma Machado de Faria e Maia, João dos Reis Gomes, Henrique Franco de Sousa e, por diversas vezes, o mestre das oficinas Francisco Franco de Sousa.
O primeiro director deste estabelecimento de ensino industrial foi Cândido Pereira, actual professor da Escola de Afonso Domingues, de Xabregas, no período decorrido de 1889 a 1903, e deste ano até ao presente o engenheiro civil Vitorino José dos Santos.
Como fica dito, a reforma de 5 de Outubro de 1893 criou as oficinas de marcenaria, carpintaria e lavores femininos, de que têm sido mestres Manuel Rodrigues Gaspar, que faleceu em 1900, Francisco Franco de Sousa, Manuel Dias da Costa e D. Augusta das Dores Ornelas. A lei de 1 de Dezembro de 1918 criou a oficina de embutidos e incrustações, que começou a funcionar em Outubro de 1919 e de que é mestre Manuel dos Passos Aguiar.
3Escola Industrial e Comercial
A Escola Industrial Antonio Augusto de Aguiar foi convertida em escola industrial e comercial pelo decreto de 11 de Setembro de 1925, ficando os respectivos cursos organizados da forma seguinte:
Secção Industrial: marceneiro, embutidor, debuxador de bordados e de costura, corte e bordados, todos de quatro anos; e a Secção Comercial: Curso Elementar de comercio também de quatro anos. O decreto de 20 de Outubro de 1931 remodelou a organização desses cursos, que passaram a ser os seguintes: marceneiro, carpinteiro, embutidor, cerralheiro, (sendo posteriormente convertido em cerralheiro - mecânico), costura e bordados, bordadora, mestre de obras e de complementar de comercio. As disciplinas que constituem cada um dos mencionados cursos acham-se assim distribuídas:
- Marceneiro - cinco anos - : compreende as aulas de português, francês, matemática, física e química, tecnologia, desenho geral e profissional e trabalhos oficinais
- Embutidos-cinco anos-: português, matemática, desenho geral e profissional e trabalhos oficinais:
- Cerralheiro-mecanico-cinco anos-: português, matemática, física e química, mecânica técnica, tecnologia, desenho geral e profissional e trabalhos oficinais
- Debuxador de bordados-três anos-: desenho geral e desenho profissional (debuxo), reservado aos empregados da indústria de bordados
- Mestre de obras-cinco anos-: português, matemática, física e química, tecnologia, desenho geral, desenho de projecções, desenho de construção, medições e orçamentos, e legislação.
- Costura e Bordados-cinco anos-: português, matemática, desenho geral e profissional e trabalhos oficinais
- Curso de aperfeiçoamento-quatro anos-: desenho geral e desenhos profissionais adequados á profissão dos alunos.
Curso Comercial-quatro anos-
português, francês, inglês, aritmética comercial e geometria, geografia comercial, vias de comunicação e transportes, elementos de direito comercial e de economia política, noções gerais de comercio, escrituração e contabilidade comercial, elementos de física e química e de historia natural, noções de tecnologia das mercadorias e aulas práticas de caligrafia, dactilografia e estenografia. Habilitação Complementar-um ano-compreendendo, além do curso comercial, mais as disciplinas de álgebra e física e química, e que serve de habilitação para a entrada nos Institutos Comerciais de Lisboa. A frequência desta escola tem aumentado consideravelmente de ano para ano, como se vê desta abreviada nota estatística relativa ao numero de matrículas nos seguintes anos lectivos:
| Ano lectivo | Matrículas |
|---|---|
| 1925-1926 | 215 |
| 1930-1931 | 418 |
| 1935-1936 | 624 |
| 1940-1941 | 900 |
Além dos professores Cândido Pereira, falecido em Lisboa a 15 de Abril de 1935, e Vitorino José dos Santos falecido no Funchal a 1 de Outubro de 1928, aos quais este estabelecimento de ensino técnico ficou devendo os mais relevantes serviços, têm servido de seus directores efectivos os professores major João dos Reis Gomes no período decorrido de 1929 a 1939 e o Dr. Alvaro de Meneses Alves Reis Gomes desde o ano de 1939.
A Escola Industrial e Comercial ficou instalada em Novembro de 1938 no amplo edifício onde estivera o Asilo dos Velhinhos á rua das Hortas e Avenida Elias Garcia, depois dos importantes reparos a que ali mandou proceder a Junta Geral do Distrito Autónomo, que tem a seu cargo a manutenção deste estabelecimento de ensino secundário.
Neste artigo
Tempo
Anos mencionados · 12-
O pintor Joaquim Leonardo da Rocha veio para a Madeira, fugindo da primeira invasão francesa de Portugal.
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Uma carta régia criou uma aula de desenho e pintura no Funchal.
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Foi criada no Funchal uma aula de desenho e pintura, que abriu em março de 1810 sob a direção de Rocha.
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O Liceu do Funchal foi criado e solenemente inaugurado em 10 de outubro de 1837, nas instalações do antigo colégio dos Jesuítas (Aulas do Pátio); os seminaristas frequentavam as suas aulas.
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Um decreto de 10 de janeiro de 1889 fundou a Escola de Desenho Industrial Josefa de Óbidos no Funchal, que abriu na Rua de Santa Maria em setembro, com 260 alunos.
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A escola industrial passou a ter o nome de António Augusto de Aguiar.
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A Escola António Augusto de Aguiar foi elevada à categoria de escola industrial e foram criadas oficinas.
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O professor Manuel de la Quadra (Cuadra) morreu no Funchal.
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Uma lei reformou as escolas industriais e o plano de estudos da escola industrial do Funchal, criando uma oficina de embutidos.
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A escola passou a ser uma escola industrial e comercial.
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Um decreto reorganizou os cursos da Escola Industrial António Augusto de Aguiar.
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A Escola Industrial António Augusto de Aguiar instalou-se no antigo edifício do Asilo dos Velhinhos.
Lugar
Lugares mencionados · 09No estrangeiro
- Asilo dos Velhinhos
Funchal. Antigo edifício do asilo para onde a escola se mudou em 1938.
Asilo de idosos na freguesia de Santa Luzia, no Funchal, mantido pela Junta Geral. Em 1938, a Escola Industrial António Augusto de Aguiar instalou-se no antigo edifício do asilo.
- Avenida Elias Garcia
Funchal. Avenida junto ao edifício ocupado pela escola a partir de 1938.
A Avenida Elias Garcia é uma avenida do Funchal. A Rua do Ribeirinho começa na sua extremidade oriental, e a Rua das Hortas liga-se a ela. A partir de 1938, passou junto ao edifício da Escola Industrial António Augusto de Aguiar.
- Funchal
Cidade onde a escola foi criada.
Capital do arquipélago e sede da principal capitania, onde teve início o povoamento; foi elevada a vila por volta de 1451–1452. A sua baía, a mais ampla do arquipélago, situa-se entre a Ponta do Garajau e a Ponta da Cruz e oferece um ancoradouro abrigado, embora o seu porto nunca tivesse sido estudado do ponto de vista oceanográfico. O Elucidário aborda o Funchal como estância de saúde, com dados climáticos, e regista os distúrbios de janeiro de 1906, a visita do príncipe dinamarquês em maio de 1846 e a existência de cones vulcânicos recentes na zona.
- Lisboa
Portugal. Cidade onde o opúsculo de Rocha foi publicado em 1813.
Capital portuguesa, sede do tribunal da Relação e da Misericórdia cujos privilégios e estatutos foram estendidos ao Funchal. Henrique Franco de Sousa estudou na sua Academia Real de Belas-Artes, e Luiz José Baiardo mudou-se para a cidade em 1821.
- Palácio de São Pedro
Funchal. Conserva o retrato do primeiro Conde de Carvalhal pintado por Rocha.
O Palácio de São Pedro é o antigo solar dos Condes de Carvalhal, onde o infante D. Luís foi recebido com um jantar e um baile. A partir de 1933, albergou a biblioteca municipal, o museu de história natural e o Arquivo Histórico da Madeira. Miss Mary Jane Wilson também ali instalou o Colégio de São Jorge.
- Rua das Hortas
Funchal. Rua onde se situava o edifício ocupado pela escola a partir de 1938.
A Rua das Hortas, anteriormente chamada Rua do Ribeirinho, situa-se na freguesia de Santa Luzia, no Funchal, e faz parte do limite da freguesia. Em 1919, recebeu o nome de Rua do Alferes Veiga Pestana, em homenagem a um alferes morto em França em 1918. O Asilo dos Velhinhos mudou-se para esta rua, onde a Escola Industrial António Augusto de Aguiar ocupou um edifício a partir de 1938.
- Rua de Santa Maria
Funchal. Rua onde a escola abriu pela primeira vez, em 1889.
A Rua de Santa Maria é uma rua antiga da freguesia de Santa Maria Maior, no Funchal, onde já existiam casas nobres em 1508. Desemboca no Largo do Poço, corre paralela à Rua Nova de Santa Maria e assinala o local da igreja de Nossa Senhora do Calhau. Tinha um passo onde parava a Procissão dos Passos e foi inundada em 1803 e 1856. Acolheu a sede do Marítimo, as primeiras instalações do Clube Washington, a escola da Missão Marquês de Pombal e a Escola Industrial António Augusto de Aguiar quando esta abriu em 1889.
- Sevilha
Spain. Cidade natal do professor Manuel de la Cuadra.
Sevilha é uma cidade estrangeira. O Elucidário regista-a como local de residência de D. Garcia Henriques, antepassado dos Henriques de Noronha, como lugar de origem de Columbreiro e como terra natal do professor Manuel de la Cuadra.
- Xabregas
Portugal. Bairro de Lisboa onde ficava a Escola Afonso Domingues, na qual Cândido Pereira lecionou mais tarde.
Xabregas é uma localidade perto de Lisboa onde se estabeleceram, cerca de 1459, os frades que saíram do Funchal. É também o bairro lisboeta onde se situava a Escola Afonso Domingues, na qual Cândido Pereira veio a lecionar.
Pessoas
Pessoas mencionadas · 31-
Nobre madeirense cujo retrato Rocha pintou em 1818.
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Professor da escola a partir de 1919.
- Alfredo Vital Miguéis1883–1943
Professor da escola em 1917.
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Diretor da escola a partir de 1939.
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Personalidade cujo nome foi dado à escola em 1891.
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Mestra da oficina de trabalhos femininos.
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Professor da escola entre 1903 e 1908.
- Cândido Pereiram. 1935
Primeiro professor e diretor da escola (1889–1903), lecionou depois em Xabregas e morreu em Lisboa em 1935.
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Oficial de engenharia que lecionou interinamente em substituição de Nowach até 1897.
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Professor da escola entre 1914 e 1917.
+ 21 mais
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Ministro que referendou o decreto de 1889 que fundou a escola e promoveu o ensino industrial em Portugal.
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Padre que lecionou na escola em 1902; é coautor do Elucidário Madeirense.
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Bibliógrafo que descreveu a brochura de Rocha como muito rara.
- Francisco Francom. 1916
Mestre de oficina e, ocasionalmente, professor interino da escola.
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Professor contratado austríaco da escola entre 1889 e 1895.
- Henrique Franco de Sousan. 1883
Professor interino da escola.
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Bibliógrafo que considerou muito raro o opúsculo de Rocha.
- João dos Reis Gomesn. 1869
Professor interino e, mais tarde, diretor da escola, entre 1929 e 1939.
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Professor da escola em 1911–1912.
- Joaquim Leonardo da Rocha1756–1821
Pintor que chegou à Madeira em 1807, fugindo da invasão francesa, e ensinou na aula régia de desenho e pintura a partir de 1810.
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Professor da escola em 1909–1910.
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Chefe da repartição técnica da Câmara Municipal do Funchal, onde lecionou desenho.
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Professor da escola em 1914–1915.
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Pintora cujo nome foi inicialmente dado à escola.
- Manuel de la Cuadram. 1903
Professor espanhol de Sevilha, contratado entre 1897 e 1903, que morreu no Funchal em 1903.
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Mestre de oficina da escola.
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Mestre da oficina de embutidos, aberta em 1919.
- Manuel Rodrigues Gasparm. 1900
Mestre de oficina da escola, falecido em 1900.
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Professora da escola a partir de 1919.
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Governador e capitão-general da Madeira que apoiou o pedido de criação de uma aula de desenho no Funchal, apresentado em 1809.
- Vitorino José dos Santos1863–1928
Engenheiro civil, professor e diretor da escola a partir de 1903; morreu no Funchal em 1928.