Santos (Vitorino José dos)
Engenheiro civil nascido no Funchal (1863–1928), trabalhou em Angola e depois desempenhou funções no Funchal, incluindo a direção da escola industrial. Escreveu relatórios sobre o artesanato madeirense e um livro de versos.
Nasceu no Funchal a 29 de Dezembro de 1863, sendo filho de Augusto César dos Santos e de D. Isabel de Ornelas Santos, e é engenheiro civil, tendo feito os respectivos estudos nas antigas escolas Politécnica e do Exército, em Lisboa. Foi director das obras publicas, municipais de Luanda e engenheiro-chefe de secção das obras publicas da província de Angola, e depois de regressar ao Funchal foi aqui administrador do concelho e comissário de policia. É director e professor da Escola Industrial Antonio Augusto de Aguiar e chefe da 6ª. Circunscrição dos Serviços Técnicos da Indústria, no Funchal, tendo escrito no exercício deste ultimo cargo vários relatórios que foram publicados no Boletim de Trabalho Industrial, alguns dos quais, como os que dizem respeito a instituições de beneficência e associações de classe, bordados, artefactos, obras de verga e embutidos, são trabalhos completos e bastante valiosos. Publicou também um livro de versos, intitulado Lágrimas, de que se fizeram duas edições, a primeira no Funchal, em 1916, a segunda em Coimbra, em 1918 (1921). Faleceu a 1 de Outubro de 1928.
Neste artigo
Tempo
Anos mencionados · 04Lugar
Lugares mencionados · 05No estrangeiro
- Angola
Província onde exerceu funções como engenheiro de obras públicas.
Colónia portuguesa do ultramar que serviu de local de degredo para os condenados pelos distúrbios de 1668 e 1834 na Madeira e pela Alçada de 1823. Foi governada por Vasco Guedes, Sebastião Xavier Botelho e D. Lourenço de Almada. Foi também a principal origem das variedades de cana-de-açúcar P.O.J. importadas a partir de 1933.
- Coimbra
Portugal. Cidade onde foi impressa a segunda edição do seu livro de versos.
Cidade universitária de Portugal continental onde muitos madeirenses estudaram Direito ou Medicina e onde o Padre Luís Gonçalves da Câmara lecionou e foi reitor do colégio dos Jesuítas. Acolheu o campeonato académico de ténis de mesa de 1921, e os seus dados de dormência e pluviosidade são comparados com os do Funchal.
- Funchal
Cidade onde nasceu e exerceu funções.
Capital do arquipélago e sede da principal capitania, onde teve início o povoamento; foi elevada a vila por volta de 1451–1452. A sua baía, a mais ampla do arquipélago, situa-se entre a Ponta do Garajau e a Ponta da Cruz e oferece um ancoradouro abrigado, embora o seu porto nunca tivesse sido estudado do ponto de vista oceanográfico. O Elucidário aborda o Funchal como estância de saúde, com dados climáticos, e regista os distúrbios de janeiro de 1906, a visita do príncipe dinamarquês em maio de 1846 e a existência de cones vulcânicos recentes na zona.
- Lisboa
Portugal. Cidade onde estudou.
Capital portuguesa, sede do tribunal da Relação e da Misericórdia cujos privilégios e estatutos foram estendidos ao Funchal. Henrique Franco de Sousa estudou na sua Academia Real de Belas-Artes, e Luiz José Baiardo mudou-se para a cidade em 1821.
- Luanda
Angola. Cidade onde dirigiu as obras públicas municipais.
Cidade de Angola referida como lugar de exílio e como local proposto por Welwitsch para jardins de aclimatação. Arsenio do Carpo tornou-se ali um comerciante abastado, e Vitorino José dos Santos dirigiu as obras públicas municipais da cidade.
Pessoas
Pessoas mencionadas · 03- Vitorino José dos Santos1863–1928
Engenheiro civil, diretor da escola industrial do Funchal e autor de relatórios sobre as indústrias madeirenses.
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Seu pai.
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Sua mãe.