Conde do Carvalhal
nobre · proprietário de terras · político · governador civil
Grande senhor madeirense, identificado em algumas notas como o segundo conde, que ocupou o principal cargo do distrito a partir de 1835 e presidiu à Câmara Municipal do Funchal. Organizou festas célebres para o Infante D. Luís em 1858, foi amigo próximo e anfitrião de Bulhão Pato e presidiu ao banquete de 1885 em honra de Capelo e Ivens.
1Mencionado em
- Capelo e Ivens (Os exploradores) — Nobre madeirense que presidiu ao banquete de 60 convivas oferecido aos exploradores no Club Funchalense em 1885.
- Tratamento de distinção — Grande do reino cuja presidência levou o governador civil a tratar a Câmara Municipal do Funchal por excelência.
- Bulhão Pato — Segundo Conde de Carvalhal, amigo próximo e anfitrião de Bulhão Pato na Madeira.
- Luís (Infante D.) — Nobre madeirense que organizou festas célebres em honra de D. Luís no Palheiro Ferreiro e no Palácio de São Pedro, em 1858.
- João de Deus (Método de) — Presidente da Câmara Municipal do Funchal que escreveu a João de Deus em 1879 para lhe apresentar o professor Henriques.
- Nogueiras (Viscondessa das) — Amigo de infância em cuja casa Bulhão Pato ficou hospedado na Madeira.
- Bibliotecas — Nobre madeirense cujos herdeiros venderam a Enciclopédia Metódica que deu origem à Biblioteca Municipal.
- Edifícios Antigos — Proprietário da antiga casa da Rua do Peru.
- Governadores Civis — Exerceu o cargo de autoridade superior do distrito a partir de 1835.
- Maximiliano (Imperador do México) — Nobre madeirense entre os convidados a bordo do Novara em 1864.
- Partidos Políticos — Influente candidato histórico que obteve menos votos do que o Dr. Afonseca em 1860.
- Ramos Coelho (José) — Nobre madeirense cujos documentos de família Ramos Coelho estudou no Funchal.
- Rãs — Nobre madeirense que introduziu a rã-comum no início do século XIX.
- Veitch (Henrique) — Nobre madeirense que, com a ajuda de Veitch, se refugiou na fragata Alligator com dois sobrinhos em 1828.
- Camacha (Freguesia da) — Grande proprietário que doou terreno para o cemitério de 1856.
- Paços do Concelho — Nobre cujo morgadio detinha parte do palácio; cedeu-a a Freitas & Macedo para saldar dívidas e arrendou o palácio à Câmara em 1868.
- Clube Internacional do Funchal — Nobre falecido em cuja casa, no Funchal, o clube esteve instalado.
- Teatro Esperança — Principal patrono da Sociedade Esperança, para a qual contribuiu com dinheiro e cenários.
- Teatro de Bom Gosto — Primeiro Conde de Carvalhal e proprietário do Teatro de Bom Gosto, que mandou reparar extensamente após regressar do exílio no final de 1834.
2Cronologia
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O Conde do Carvalhal introduziu na Madeira a rã Rana temporaria.
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No final de 1834, o 1.º Conde de Carvalhal regressou do exílio à Madeira e mandou fazer grandes reparações no teatro.
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O Infante D. Luís chegou ao Funchal na corveta Bartolomeu Dias, na primeira visita de um membro da família real à Madeira. Desembarcou no dia seguinte no cais da Pontinha, onde teve uma grande receção; foi recebido no Palheiro pelo Conde de Carvalhal e encomendou mesas de embutidos para D. Pedro V e para a rainha D. Estefânia.
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Numa eleição célebre, o Dr. Afonseca obteve mais votos do que o Conde de Carvalhal.
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O Conde do Carvalhal escreveu a João de Deus para lhe apresentar o professor Teodoro João Henriques, que iria aprender o seu método de leitura.
3Lugares mencionados
No estrangeiro