Wuellerstorf-Urbair (Comodoro)
O comodoro Wuellerstorf-Urbair comandou a fragata austríaca Novara na sua viagem de circum-navegação de 1857–1859. O seu relato da viagem elogia a Madeira, onde o navio permaneceu em junho de 1857, e o capítulo dedicado à ilha foi traduzido duas vezes para português.
Era o comandante da fragata austríaca Novara, que fez uma viagem á roda do mundo em 1857, 1858 e 1859. Na obra que tem por título Reise der Oesterreichischen Fregatte Novara um die Erde (Viena, 1861), há um capítulo em que o Comodoro Wuellerstorf-Urbair paga o justissimo tributo da sua admiração á ilha da Madeira, onde se demorou desde 8 a 17 de Junho de 1857. Este capítulo, na parte em que se refere à nossa ilha, foi traduzido por João Felix Pereira e publicado na Lampada (n.os 25 a 37, de 31 de Maio a 10 de Setembro de 1873), havendo também uma tradução feita pelo ilustre escritor José Maria Latino Coelho, que apareceu na Revista Contemporânea e foi reproduzida nos n.os 2279 e seguintes do extinto Diário do Comércio, do Funchal.
Neste artigo
Tempo
Anos mencionados · 03-
Durante a sua viagem de circum-navegação de 1857–1859, a fragata austríaca Novara, comandada pelo comodoro Wuellerstorf-Urbair e com o geólogo Ferdinand von Hochstetter a bordo, permaneceu na Madeira e no Funchal de 8 a 17 de junho de 1857.
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O relato da viagem da Novara, sob o comando do comodoro Wuellerstorf-Urbair, que inclui a escala na Madeira, foi publicado em Viena.
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A tradução de João Félix Pereira do capítulo sobre a Madeira no relato de Wuellerstorf-Urbair foi publicada em A Lâmpada.
Lugar
Lugares mencionados · 03No estrangeiro
- Funchal
Local onde era publicado o Diário do Comércio, que reproduziu uma tradução.
Capital do arquipélago e sede da principal capitania, onde teve início o povoamento; foi elevada a vila por volta de 1451–1452. A sua baía, a mais ampla do arquipélago, situa-se entre a Ponta do Garajau e a Ponta da Cruz e oferece um ancoradouro abrigado, embora o seu porto nunca tivesse sido estudado do ponto de vista oceanográfico. O Elucidário aborda o Funchal como estância de saúde, com dados climáticos, e regista os distúrbios de janeiro de 1906, a visita do príncipe dinamarquês em maio de 1846 e a existência de cones vulcânicos recentes na zona.
- Viena
Austria. Local onde o relato da viagem da Novara foi publicado em 1861.
Viena foi a sede do congresso que decidiu que a Grã-Bretanha deveria evacuar a Madeira e a cidade de onde D. Miguel regressou a Lisboa. Ali foram publicadas várias obras relativas à Madeira, entre as quais o relato da viagem da Novara (1861) e a revista Ornis. Foi também um posto diplomático do 1.º Visconde de Tôrre Bela e de Agostinho de Ornelas de Vasconcelos (1865).
Pessoas
Pessoas mencionadas · 03-
Comodoro austríaco que comandou a fragata Novara e elogiou a Madeira no relato publicado da sua viagem.
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Traduziu o capítulo sobre a Madeira do relato da viagem da Novara para o periódico A Lâmpada em 1873.
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Distinto escritor português que também traduziu o capítulo sobre a Madeira; a sua versão foi publicada na Revista Contemporânea.