Azevedo (Maximiliano Eugenio de)
Biografia de Maximiliano Eugénio de Azevedo (1850–1911), oficial de artilharia nascido no Funchal, jornalista, crítico teatral, dramaturgo e escritor, que terminou a carreira como coronel e comissário régio do Teatro Normal, em Lisboa.
Nasceu no Funchal a 16 de Fevereiro de 1850 e era filho de Antonio Pedro de Azevedo e de D. Teresa Rosa Bernes de Azevedo. Frequentou o liceu do Funchal e depois as Escolas Politecnica e do Exército, terminando em 1875 o curso de artilharia. Serviu como segundo tenente em Santarém e depois nos Açores, voltando a Lisboa em 1881, donde não tornou a sair senão por ocasião das viagens que fez a diversos países estrangeiros em 1889, 1893 e 1900.
Foi redactor do Jornal da Noite de 1882 a 1884, tendo estado ali principalmente encarregado da secção de critica teatral, e colaborou na Discussão, Occidente, Jornal do Domingo, Atlantico, Diário Manhã, Revista de Sciencias Militares, Contemporâneo, Illustração de Portugal e Brazil, etc. Coadjuvou Latino Coelho, durante mais de 10 anos, na preparação dos materiais para a Historia politica e militar de Portugal nos fins do seculo XVIII e princípios do seculo XIX e escreveu e traduziu muitas peças teatrais, cujos títulos foram assinalados no Diccionario Bibliographico de I. F. da Silva, continuado por Brito Aranha. Escreveu também Tiro das boccas de fogo (Lisboa, 1899) e Marchas e Estacionamentos (Lisboa, 1892), tendo colaborado nestes dois trabalhos o capitão Artur Perdigão, e dois livros de contos intitulados Historias das Ilhas (Lisboa 1899) e Em Campanha e no Quartel (Lisboa, 1900).
Maximiliano de Azevedo geriu nos fins da vida, como comissário régio, o Teatro Normal. Poucos podiam competir com ele em assuntos cenicos e em conhecimentos profundos sobre a nossa historia teatral-literaria e artística.
Faleceu numa casa de saúde em Lisboa, a 4 de Dezembro de 1911, sendo então coronel comandante do regimento de artilharia numero 1.
Maximiliano de Azevedo teve por padrinho o Príncipe Maximiliano, Duque de Leuchtenberg e Príncipe de Eichstaedt, que se achava na Madeira na ocasião em que ele foi baptizado.
Neste artigo
Tempo
Anos mencionados · 05-
Maximiliano Eugénio de Azevedo nasceu no Funchal.
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Maximiliano Eugénio de Azevedo concluiu o curso de artilharia.
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Álvaro Rodrigues de Azevedo reformou-se do liceu do Funchal e mudou-se para Lisboa.
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Maximiliano Eugénio de Azevedo foi redator e crítico teatral do Jornal da Noite.
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Maximiliano Eugénio de Azevedo morreu em Lisboa, sendo coronel comandante do Regimento de Artilharia n.º 1.
Lugar
Lugares mencionados · 04No estrangeiro
- Açores
Portugal. Local onde mais tarde exerceu funções.
Os Açores são um arquipélago atlântico que partilha espécies vegetais com a Madeira. O Elucidário regista a fixação de famílias madeirenses, como os Bettencourt, no arquipélago, a proibição dos vinhos açorianos na Madeira em 1801 e a importação de tabaco açoriano. Refere ainda a vinda de agricultores açorianos à Madeira para ensinar métodos de cultivo do milho.
- Funchal
Cidade natal de Azevedo, onde frequentou o liceu.
Capital do arquipélago e sede da principal capitania, onde teve início o povoamento; foi elevada a vila por volta de 1451–1452. A sua baía, a mais ampla do arquipélago, situa-se entre a Ponta do Garajau e a Ponta da Cruz e oferece um ancoradouro abrigado, embora o seu porto nunca tivesse sido estudado do ponto de vista oceanográfico. O Elucidário aborda o Funchal como estância de saúde, com dados climáticos, e regista os distúrbios de janeiro de 1906, a visita do príncipe dinamarquês em maio de 1846 e a existência de cones vulcânicos recentes na zona.
- Lisboa
Portugal. Cidade onde viveu a partir de 1881 e onde morreu.
Capital portuguesa, sede do tribunal da Relação e da Misericórdia cujos privilégios e estatutos foram estendidos ao Funchal. Henrique Franco de Sousa estudou na sua Academia Real de Belas-Artes, e Luiz José Baiardo mudou-se para a cidade em 1821.
- Santarém
Portugal. Local onde serviu como segundo-tenente.
Santarém é uma cidade portuguesa. Foi a terra natal dos bispos D. Jerónimo Fernando e D. Fernando de Távora, de D. Frei Gaspar do Casal, e a residência do avô materno de Zarco. Maximiliano Eugénio de Azevedo serviu ali como segundo-tenente, e D. João Frederico da Câmara Leme foi transferido para o cargo de governador civil do distrito de Santarém, mas recusou-o.
Pessoas
Pessoas mencionadas · 08- Maximiliano Eugénio de Azevedo1850–1911
Oficial de artilharia nascido no Funchal, crítico teatral, dramaturgo e escritor que dirigiu o Teatro Normal em Lisboa; é o biografado nesta entrada.
- António Pedro de Azevedo1814–1889
Pai de Maximiliano Eugénio de Azevedo.
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Capitão do Exército que escreveu com Azevedo os seus manuais militares de 1892 e 1899.
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Continuador do Diccionario Bibliographico de Inocêncio da Silva.
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Compilador do Diccionario Bibliographico, que enumera as peças de teatro de Azevedo.
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Historiador português a quem Azevedo prestou auxílio durante mais de dez anos na preparação de uma história política e militar de Portugal.
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Duque de Leuchtenberg que esteve na Madeira em 1850 e foi padrinho de Azevedo no seu batismo.
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Mãe de Maximiliano Eugénio de Azevedo.