Jogo das Canas
O jogo equestre das canas, de origem mourisca, popular na Madeira no tempo dos capitães-donatários, nomeadamente nos festejos de 1555.
Esteve muito em uso na Madeira no tempo dos donatários, tendo tido por ele grande predilecção o capitão Simão Gonçalves da Câmara, conde da Calheta. Lê-se a pág. 202 das Saudades da Terra que em 1555, por ocasião de regressar á Madeira Antonio Gonçalves da Câmara, acompanhado de sua segunda mulher D. Margarida de Vila-verde, dama da rainha, se fizeram aqui muitas festas, em que muito brilhou Francisco Leomelim, que era tão destro no jogo das canas «e tão bem se adragava, que lhe não dava canna, nem nas unhas do cavallo».
O jogo mourisco das canas consistia, diz Pinheiro Chagas, «em arrojar ligeiramente, no rápido galope dum cavallo costumado a esta espécie de exercício, uma cana ligeira, que o adversário devia evitar, arrojando ao mesmo tempo a sua».
Na Novela A Filha de Tristão das Damas, da autoria de J. Reis Gomes, encontra-se uma interessante noticia acerca do «jogo das canas» nesta ilha.
Neste artigo
Tempo
Anos mencionados · 01Pessoas
Pessoas mencionadas · 06-
O seu regresso à Madeira em 1555, com a segunda mulher, foi celebrado com festejos.
-
Jogador exímio que se destacou no jogo das canas durante os festejos de 1555.
-
Autor do romance A Filha de Tristão das Damas, que descreve o jogo na Madeira.
-
Escritor português citado pela sua descrição do jogo.
-
Dama da rainha e segunda mulher de António Gonçalves da Câmara.
- Simão Gonçalves da Camara1579–1580
Capitão-donatário e Conde da Calheta que favoreceu muito o jogo das canas.