Geodesia 1As triangulações
Geodesia
Resumo de um artigo do oficial de marinha Pires de Matos (1940) sobre as triangulações geodésicas do Arquipélago da Madeira (1914, 1936) e as observações astronómicas usadas para situar as suas cartas hidrográficas no elipsoide internacional. É um testemunho de como as ilhas foram, pela primeira vez, cartografadas com rigor.
1As triangulações
Subordinado à epígrafe geral de Geodesia e debaixo do subtítulo de Localização das Cartas Hidrográficas do Arquipélago da Madeira no Elipsóide Internacional, publicou o Sr. Pires de Matos, distinto oficial da marinha de guerra portuguesa, nos Anais do Club Militar Naval (Jan.-Fev., 1940), um largo e valioso artigo, não permitindo a sua extensão trasladá-lo integralmente nestas paginas, mas de que apenas vamos transcrever uns breves períodos, a fim de pôr este assunto ao corrente dos nossos leitores, aos quais ele possa porventura oferecer algum interesse.
«Em 1914 a Direcção dos Trabalhos Geodésicos e Topográficos, estabeleceu uma triangulação na Ilha da Madeira, que teve como principal utilidade e fim imediato o levantamento da carta corográfica da Ilha, executado em 1915, revisto e actualizado pelo Instituto Geográfico e Cadastral em 1934 e publicado em 1938 na escala de 1/50 000.
A base da triangulação foi medida no Paul da Serra e para origem de coordenadas tomou-se o marco do Forte de S. Tiago, que foi construído próximo do local onde em 1892 uma Missão Americana fez observações de latitude e longitude astronómicas, tendo a Direcção dos Trabalhos Geodésicos e Topográficos observado no Forte de S. Tiago, o azimute astronómico de um dos lados da triangulação.
Com excepção do azimute, foram pois as observações astronómicas da Missão Americana que serviram para o cálculo das coordenadas geográficas da Ilha da Madeira.
Em 1936 reconheceu-se a necessidade de rever a triangulação de 1914, reconstruir alguns marcos destruídos, triangular Porto Santo e Desertas e efectuar a ligação entre as Ilhas do Arquipélago, com o fim imediato do levantamento coro gráfico de Porto Santo e Desertas e levantamento hidrográfico do Arquipélago da Madeira. Nestes novos trabalhos realizados em 1936 pelo Instituto Geográfico e Cadastral, foram abandonados alguns vértices da antiga triangulação de 1914. Por outro lado e paralelamente com o Instituto, a Missão Hidrográfica prolongou a triangulação até a linha da arriba e aos portos em que se levantaram planos hidrográficos.
O Instituto Geográfico e Cadastral abandonou a antiga origem do Forte de S. Tiago e realizou observações astronómicas–latitude, longitude e azímute no marco astronómico da Ilha de Porto Santo.
Embora este marco esteja em melhor situação do que o de S. Tiago, pelo menos no respeitante á latitude, tudo fazia prever que as observações viriam ainda afectas de desvio da vertical considerável e que por consequência, adoptando as observações astronómicas desta nova origem, se cometeriam erros apreciáveis, na colocação do conjunto no elipsoide.
Se tivéssemos para origem de coordenadas um marco no qual se não sentisse o efeito do desvio da vertical, se as triangulações fossem rigorosamente medidas e calculadas, se as superfícies do geoide e elipsoide internacional se ajustassem perfeitamente, se não existissem causas perturbadoras nem erros de observação, as coordenadas geográficas de qualquer vértice transportadas geodèsicamente, seriam sempre iguais às coordenadas astronómicas nele directamente observadas.
Assim não sucede contudo, verificando-se diferenças por vezes consideráveis que tem a sua explicação nas seguintes causas:
- a) atribuição ao marco de origem de coordenadas astronómicas afectas de desvio da vertical e de erros de observação
- b) observações geodésicas não isentas de erros de observação
- c) transporte de coordenadas geográficas num elipsoide de referência que se afasta do geoide mais ou menos irregularmente e segundo leis desconhecidas
- d) influencias perturbadoras locais, devidas a desequilíbrio na distribuição de massas em volta das estações astronómicas e difíceis de calcular, pelo desconhecimento das densidades das várias camadas geológicas existentes abaixo da superfície da terra.
Uma única estação astronómica dar-nos-ia para os vértices e lados geodésicos determinadas latitudes, longitudes e azimutes geográficos. Cada vértice terá então tantos sistemas de coordenadas quantas as origens escolhidas.
A Missão Hidrográfica tinha ao seu dispor dois sistemas de coordenadas geográficas, correspondendo o primeiro à triangulação de 1914, com a origem em S. Tiago e o segundo à triangulação de 1936 com a origem em Porto Santo. Embora aproveitando provisoriamente o primeiro destes dois sistemas, nem um nem outro foram os adotados na publicação definitiva das cartas.
2Observações astronómicas
Para melhor esclarecimento e solução deste problema, resolveu a Missão Hidrográfica realizar observações astronómicas nos marcos seguintes:
As observações astronómicas nos marcos acima referidos, foram feitas com um teodolito universal, adquirido em 1937, á firma alemã Askania Werk A. G. Bambergwerk designado nos catálogos por Instrumento Universal A. U. Z. 21 C.
Adoptou-se o método de Talcott para a observação da latitude, conseguindo-se com cerca de 15 pares de estrelas fundamentais do catálogo Eichelberger, erros prováveis inferiores a 0".10. A longitude obteve-se comparando-se os estados referidos a GW. recebidos radiotelegraficamente e calculados pela determinação das horas do cronómetro das coincidências dos sinais rítmicos e dos segundos exactos do cronómetro, com os estados referidos a tempo local, conseguidos com cerca de 6 séries de 12 estrelas, sendo em cada série, 6 observadas com a ocular a leste e 6 com a ocular a oeste. O azimute foi obtido pela observação de estrelas circumpolares em elongação.
Uma vez recolhidos os elementos astronómicos citados, o problema a resolver consistiu em adotar métodos de cálculo, por meio dos quais todas as estações astronómicas acima referidas, pudessem contribuir para arbitrarmos aos vértices da rede geodésica estudada, as coordenadas geográficas mais prováveis.
No estado actual da geodesia o problema no seu aspecto absoluto é insolúvel, mas a verdade é que essa circunstancia não desaconselha a adoção de um dos vários processos existentes para se atingir o fim em vista. Embora reconhecendo o valor das criticas feitas á hipótese de isostasia formulada por Pratt e adotada por Faye, Airy e outros cientistas, resolvemos contudo seguir o método de Hayford, que se fundamenta na hipótese da compensação isostática e que serviu para definir o elipsoide internacional.
Se os resultados obtidos se não podem legitimamente apresentar como definitivos, não é menos certo que apresentam inegável interesse. Como na Madeira parte das cartas utilizadas têm as cotas e profundidades expressas em metros, será:
D=0"000328 vezes a cota em metros; D=0.000202 vezes a profundidade em metros. As cartas empregadas no cálculo dos desvios topográficos foram as seguintes:
- 1) PLANO HIDROGRÁFICO DA BAIA DO FUNCHAL–escala 1/7500
- 2) CARTA COROGRÁFICA DA ILHA DA MADEIRA–escala 1/25000
- 3) CARTA COROGRÁFICA DA ILHA DA MADEIRA–escala 1/50000
- 4) PLANO HIDROGRÁFICO DA BAIA DE PORTO SANTO–escala 1/15000
- 5) CARTA COROGRÁFICA DA ILHA DE PORTO SANTO–escala 1/25000
- 6) CARTA HIDROGRÁFICA DA ILHA DA MADEIRA–escala 1/75000
- 7) CARTA HIDROGRÁFICA DA ILHA DE PORTO SANTO–escala 1/50000
- 8) CARTA HIDROGRÁFICA DAS DESERTAS–escala 1/50000
- 9) CARTA HIDROGRÁFICA DO ARQUIPÉLAGO DA MADEIRA–escala 1/150000
- 10) CARTA HIDROGRÁFICA DO ALMIRANTADO INGLES NÚMERO 1:226 –escala do paralelo médio 1/3181400.
Estas cartas exigiram a construção de Gráficos de distribuição de compartimentos nas escalas respectivas e tomando em consideração a projecção considerada.
Pela relação estabelecida r'/r1 =1.426, nota-se que o raio que limita exteriormente um compartimento, se obtém multiplicando o raio interior por 1.426.
Cada duas circunferências consecutivas dão lugar a um anel que compreende 16 compartimentos.
Atendendo à escala das cartas o anel interior de que nos servimos foi o 30, limitado exteriormente pelo raio de 134m,2. O anel exterior atingido pela compensação foi o número 6 com o raio exterior de 670,8 km.
3Conclusões
Da observação dos resultados obtidos no Arquipélago da Madeira, podemos concluir que não havendo possibilidade de se obterem elementos astronómicos em número elevado de estações, é de toda a vantagem escolherem-se estações localizadas em terrenos tipograficamente pouco acidentados. É bom não perder de vista que o acidentado tipográfico muito próximo da estação, exige cartas suficientemente detalhadas que nem sempre se podem obter com facilidade. Quanto mais extensa for a região plana em volta da estação, tanto menores serão as escalas das cartas necessárias para se obter determinado rigor.
Numa ilha bastante acidentada, convirá localizar o marco astronómico em zona elevada, de preferência planáltica, em relação á qual haja, tanto quanto possível, simetria de distribuição de massas.
Num arquipélago, convém escolher para observações astronómicas a ilha de menor acidentado orográfico.
Nas condições acima definidas afigura-se-nos suficiente a correcção feita ás observações do marco da origem.
Devido á instabilidade dos eixos de referência e dificuldade de relacionar entre si esses eixos, o que só é possível aproximadamente depois de muito trabalho, as poligonais astronómicas, só nos podem prestar bons serviços, em trabalhos de mero reconhecimento.
As variações do desvio da vertical são máximas nas regiões da costa. Esse facto indica-nos como é perigoso o uso de uma poligonal astronómica nessas regiões, para a confecção de cartas em que se pretenda traduzir com certo cuidado e verdade a topografia do terreno. Em extensões de duas centenas de quilómetros poderemos cometer erros por vezes superiores a 500 metros em costas como a de Angola e Moçambique.
Poder-se-iam corrigir dos efeitos do desvio da vertical os vértices astronómicos, mas mesmo nas regiões em que se disponham de cartas suficientes, o método por muito trabalhoso não é de aconselhar.
Se a compensação nos faz perder parte do rigor conseguido mercê da aparelhagem moderna empregada e observações e cálculos mais demorados, não são, segundo algumas opiniões, de justificar despesas importantes com a aquisição de boa aparelhagem e maior perda de tempo gasto em melhores métodos de observação e cálculo.
A minha discordância é completa porque entendo não devermos perder de vista, que nestas espécies de trabalho há dois fins a atingir:
Primeiro–Localizar as cartas o melhor possível no elipsoide internacional, á luz dos métodos de investigação actualmente conhecidos. Segundo–Reunir uma série cada vez maior de documentos para o estilo actual e principalmente futuro da forma da Terra.
Se para atendermos ao primeiro fim, qualquer teodolito modesto é suficiente, o segundo só poderá ser plenamente atingido se empregarmos nos nossos trabalhos o melhor que for possível de aparelhagem moderna e bons métodos de observação e cálculo.
Aqueles a quem o Estado entrega postos de investigação cientifica, segundo a minha modesta maneira de ver, nunca devem esquecer que os serviços não contribuem para o aumento dos conhecimentos humanos somente pelo fim imediato e utilitário dos seus trabalhos, mas também pelo mediato, por vezes menos aparente, mas de grande importância futura.
E depois a verdade é que o pequeno aumento de despesa que se faz não é impeditivo, mesmo quando os serviços contam com orçamentos modestos.
Neste artigo
Tempo
Anos mencionados · 08-
Uma missão americana realizou observações astronómicas de latitude e longitude nas imediações do Forte de São Tiago, no Funchal.
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A Direção dos Trabalhos Geodésicos e Topográficos, sob a direção do coronel Alfredo Durão, estabeleceu uma triangulação da Madeira e fixou a altitude do Pico Ruivo em 1 861 m.
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A comissão geodésica concluiu o levantamento da Madeira, incluindo a carta corográfica da ilha.
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O Instituto Geográfico e Cadastral reviu e atualizou a carta da Madeira de 1915.
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A triangulação de 1914 foi revista e alargada ao Porto Santo e às Desertas para levantamentos corográficos e hidrográficos.
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Foi adquirido à Askania Werk um teodolito universal para observações astronómicas.
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Foi publicada a carta corográfica da Madeira à escala de 1:50 000.
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Pires de Matos publicou um artigo sobre a geodesia da Madeira nos Anais do Club Militar Naval.
Lugar
Lugares mencionados · 13No estrangeiro
- Angola
Costa citada como exemplo de local onde as poligonais astronómicas podem apresentar erros superiores a 500 m.
Colónia portuguesa do ultramar que serviu de local de degredo para os condenados pelos distúrbios de 1668 e 1834 na Madeira e pela Alçada de 1823. Foi governada por Vasco Guedes, Sebastião Xavier Botelho e D. Lourenço de Almada. Foi também a principal origem das variedades de cana-de-açúcar P.O.J. importadas a partir de 1933.
- Bica da Cana
Ponta do Sol. Estação astronómica do interior, a 1 621 m de altitude.
Local de altitude no planalto do Paul da Serra, na crista que liga o Paul da Serra ao Curral, onde a Junta Agrícola instalou uma estação agrícola experimental por volta de 1914. As experiências fracassaram em grande parte devido ao clima rigoroso, e as plantações foram gravemente danificadas por um incêndio em 1919. Foi também um posto pluviométrico e uma estação astronómica, a 1 621 m de altitude.
- Cancela
Santana. Estação astronómica a leste.
A Cancela é um dos principais sítios de São Roque do Faial. Serviu de estação astronómica oriental nos trabalhos geodésicos e foi o destino de uma excursão de automóvel realizada à tarde pelo Presidente da República.
- Desertas
Santa Cruz. Foram abrangidas pela triangulação e ligadas às outras ilhas em 1936.
Grupo de ilhas próximo da Madeira, já separado dela aquando das últimas erupções, com a qual partilha espécies endémicas. Foi a principal zona de apanha de urzela, e Wollaston encontrou ali 89 espécies de escaravelhos. As ilhas foram estudadas por expedições científicas, incluindo os cientistas do Endurance em 1914.
- Forte de São Tiago
Funchal. O seu marco geodésico foi a origem das coordenadas da triangulação de 1914, perto do local das observações americanas de 1892.
Forte do Funchal, na Madeira, construído durante o domínio filipino. O seu marco geodésico serviu de origem das coordenadas da triangulação de 1914, perto do local das observações americanas de 1892.
- Ilhéu Chão
Santa Cruz · Desertas. Estação astronómica nas Desertas.
O Ilhéu Chão é a mais pequena, a mais plana e a mais setentrional das três ilhas desabitadas das Desertas. Tem 93 m de altura e o seu desembarcadouro, no porto de Santa Maria, fica a 19 milhas do Funchal. É o único local conhecido onde ocorre a gramínea endémica Lolium lowei e pertenceu aos capitães do Funchal.
- Moçambique
Mozambique. Costa citada como exemplo de local onde as poligonais astronómicas podem apresentar erros superiores a 500 m.
Moçambique foi uma colónia portuguesa governada por Sebastião Xavier Botelho, onde Mousinho de Albuquerque exerceu o cargo de comissário régio e Manuel de Sousa Brasão prestou serviço em 1916–1917. Foi um lugar de exílio onde morreram o Padre Pestana e Luiz Pimenta de Aguiar, e estava prevista a instalação de uma estação de telegrafia sem fios Marconi.
- Paul da Serra
Ponta do Sol. Local onde foi medida a linha de base da triangulação de 1914.
O Paul da Serra é o único planalto extenso da Madeira, situado a cerca de 1 500 m de altitude e abrangendo quatro concelhos, onde as temperaturas podem descer até ao ponto de congelação. Nas suas margens nascem as fontes do Rabaçal e do Risco, a Ribeira da Tabua e a Ribeira da Janela, e dele são alimentadas as principais levadas. O Elucidário regista a sua vegetação, os ensaios agrícolas, as Casas de Abrigo, os encontros para a tosquia das ovelhas, o uso dos terrenos comuns e um projeto de estrada inacabado.
- Pico Rádio
Funchal. Estação astronómica da Missão Hidrográfica a sul.
Estação astronómica sul da Missão Hidrográfica.
- Poiso
Santa Cruz. Estação astronómica do interior, a 1 414 m de altitude.
O Poiso é um local de altitude no interior da Madeira, situado a cerca de 1 390–1 414 m, na estrada n.º 24 e perto do Chão das Feiteiras, do planalto das Alagoas e do Areeiro. Foi uma estação astronómica do interior, onde se realizaram observações meteorológicas, incluindo as de Guilherme Teles de Meneses e observações dos ventos em 1894. Na sua área nascem a Ribeira de João Gomes e a Ribeira do Porto Novo.
- Ponta do Pargo
Calheta. Estação astronómica a oeste.
Ponta do Pargo é uma freguesia no extremo ocidental da Madeira, transferida do concelho de Porto Moniz para o da Calheta em 1871, onde um farol há muito reivindicado foi aceso pela primeira vez em 1922. É irrigada pela antiga levada do Rabaçal, cultiva a casta Sercial, dá nome a uma sub-raça de gado bovino branco e foi terra natal de Manuel da Costa Dias e João Pestana Júnior.
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Pessoas
Pessoas mencionadas · 07-
Cientista referido como adepto da hipótese da isostasia.
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Astrónomo cujo catálogo de estrelas forneceu os pares de estrelas fundamentais usados nas observações.
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Cientista referido como adepto da hipótese de isostasia de Pratt.
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Geodesista cujo método de compensação isostática, que definiu o elipsoide internacional, foi usado no levantamento.
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Oficial da marinha portuguesa que publicou o artigo de 1940 sobre a geodesia das cartas da Madeira resumido nesta entrada.
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Cientista que formulou a hipótese de isostasia mencionada no artigo.
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Astrónomo cujo método foi usado para observar a latitude no levantamento.