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Elucidário Madeirense Início
Artigo Nº 1597 Inseto, aracnídeo ou outro artrópode terrestre Vol. II · pp. 142–143 1 min de leitura

Gafanhotos

Os gafanhotos chegam ocasionalmente à Madeira vindos de África; a única praga grave registada ocorreu em outubro de 1844, quando devastaram a folhagem na Madeira e no Porto Santo.

Gafanhotos

De longe em longe aparecem na Madeira alguns gafanhotos vindos da costa africana, mas verdadeiros estragos causados por esses insectos, só há a registar os do mês de Outubro do ano de 1844. Durante dois ou três dias os gafanhotos descreveram no ar uma elipse com 5 a 6 quilómetros de diâmetro, pousando pela tarde sobre as árvores e as outras plantas, cuja folhagem destruíam.

Os gafanhotos desapareceram tão rapidamente como tinham aparecido, mas nas águas da baía do Funchal e do Porto Santo viu-se boiar durante alguns dias grande numero daqueles animais. «A Câmara Municipal do Porto Santo, dizem os Anais daquela ilha, lavrou um acordam em que se determinou que cada um dos habitantes deveria apresentar um alqueire daqueles insectos ao secretario da mesma Câmara João António Pedroso, e deste modo em poucos dias foram enterrados 360 alqueires daquela monstruosa praga».

Os gafanhotos que invadiram a Madeira e o Porto Santo nos fins do mês de Outubro de 1844 pertenciam á espécie Dectycus albifrons, a qual depois disso, tem sido vista algumas vezes no Funchal.

Neste artigo

Tempo

Anos mencionados · 01
  1. Uma praga de gafanhotos da espécie Decticus albifrons devastou culturas e folhagem na Madeira e no Porto Santo.

Lugar

Lugares mencionados · 03
Mapa: Arquipélago da Madeira (3)
  1. Baía do Funchal

    Funchal. Após a praga de 1844, observaram-se gafanhotos mortos a flutuar nas águas da baía do Funchal.

  2. Funchal

    Desde então, a espécie tem sido vista ocasionalmente no Funchal.

  3. Porto Santo

    Ilha também atingida pela praga de gafanhotos de 1844, onde foram enterrados 360 alqueires.

Pessoas

Pessoas mencionadas · 01
  1. Secretário da Câmara Municipal do Porto Santo em 1844, a quem cada habitante tinha de entregar um alqueire de gafanhotos.

Na folha G

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