Pedroso (João António)
Deportado político para o Porto Santo, onde se tornou escrivão municipal, introduziu a tamargueira na ilha e foi homenageado pelo botânico Lowe com o género Pedrosia.
Era natural da freguesia do Santissimo nome de Jesus, de Odivelas, e filho de Francisco Antonio Pedroso e de Inacia Joaquina. Achando-se na Madeira em 1823, foi por motivos politicos deportado para o Porto Santo, onde conseguiu ser nomeado mais tarde escrivão da Camara Municipal. Introduziu naquela ilha a tamargueira, essencia que se propagou ali com facilidade e presta aos habitantes grandes serviços, e foi um grande amigo do botanico inglês Lowe, que lhe dedicou o seu genero Pedrosia, que os botanicos modernos incluem no antigo genero Lotus. Colaborou nalguns jornais madeirenses e faleceu no Porto Santo, com 68 anos, a 29 de Março de 1869.
Neste artigo
Tempo
Anos mencionados · 02Lugar
Lugares mencionados · 02No estrangeiro
- Odivelas
Portugal. Terra natal de Pedroso, em Portugal Continental.
Local de nascimento de Pedroso em Portugal Continental.
- Porto Santo
Ilha onde esteve deportado, trabalhou e morreu.
Ilha do arquipélago, povoada a par da Madeira e que constituiu uma das três capitanias. Formou sempre uma única freguesia, dedicada a Nossa Senhora da Piedade, cuja igreja foi saqueada várias vezes. O Elucidário regista o ataque de piratas mouros em 1617, a Misericórdia da ilha e um canal para águas pluviais construído nesta ilha sujeita a secas.
Pessoas
Pessoas mencionadas · 04- João António Pedroso1800–1869
Natural de Odivelas, deportado para o Porto Santo em 1823, onde mais tarde foi escrivão municipal e introduziu a tamargueira.
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Pai de João António Pedroso.
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Mãe de João António Pedroso.
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Botânico inglês, amigo de Pedroso, que deu o seu nome ao género Pedrosia.