Associação de Protecção e Instrução do Sexo Feminino Funchalense
Associação de socorros mútuos fundada no Funchal em 10 de março de 1875 por iniciativa do Dr. João da Câmara Leme, constituiu a primeira tentativa de prestar assistência às mulheres madeirenses na doença e na velhice. Manteve também uma escola-modelo com ensino primário e industrial elementar, mas teve vida curta.
Fundação, escola e estatutos
Com o título de Instituição de Ouro, publicou em 1878 o ilustre escritor D. Antonio da Costa um opúsculo, que depois incluiu na sua notável obra Auroras de Instrução em Portugal, em que faz a largos traços e com bem merecido elogio a descrição da fundação e intuitos humanitários da Associação de Protecção e Instrução do Sexo Feminino Funchalense, que se estabeleceu no Funchal a 10 de Março de 1875.
Era uma associação de socorros mútuos, devida á iniciativa do Dr. João da Câmara Leme Homem de Vasconcelos, depois Conde do Canavial, que infelizmente não teve larga duração e que constituiu a primeira tentativa do estabelecimento duma agremiação destinada a socorrer a mulher madeirense na sua doença ou na sua velhice.
Um ano depois, esta associação abria uma escola-modêlo com aulas e oficinas, a que se refere com verdadeira admiração e entusiasmo o citado escritor D. Antonio da Costa, um dos homens que mais pugnaram e mais trabalharam pelo desenvolvimento da instrução em Portugal. No fim de um ano, contava já oitocentas associadas, tinha arrecadado 2:500$000 de receita, distribuíra subsídios e medicamentos e mantinha uma escola verdadeiramente modelar, em que além do ensino primário se ministrava também o ensino industrial e profissional elementar.
Era muito para tão curta existência e foi em parte devido a essa circunstancia que a, por tantos títulos benemérita associação, não teve uma longa duração.
Os estatutos foram redigidos pelo Dr. Câmara Leme e aprovados pela autoridade superior do distrito, por alvará de 14 de Abril de 1875. O governo central, por portaria de 30 de Agosto de 1876, louvou o Dr. Câmara pela sua feliz iniciativa, e raras vezes um documento oficial tem prestado um tão publico e merecido testemunho á verdade e á justiça como nesta ocasião.
Neste artigo
Tempo
Anos mencionados · 03-
A Associação de Protecção e Instrução do Sexo Feminino Funchalense foi fundada no Funchal; os seus estatutos foram aprovados pela autoridade distrital em 14 de abril.
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A Associação de Protecção e Instrução do Sexo Feminino Funchalense abriu uma escola-modelo com aulas e oficinas.
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Uma portaria elogiou o Dr. Câmara Leme pela fundação da Associação de Protecção e Instrução do Sexo Feminino Funchalense.
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António da Costa publicou o opúsculo Instituição de Ouro, em que descreveu a Associação de Protecção e Instrução do Sexo Feminino Funchalense.
Lugar
Lugares mencionados · 02No estrangeiro
- Funchal
Cidade onde a associação foi fundada em 1875.
Capital do arquipélago e sede da principal capitania, onde teve início o povoamento; foi elevada a vila por volta de 1451–1452. A sua baía, a mais ampla do arquipélago, situa-se entre a Ponta do Garajau e a Ponta da Cruz e oferece um ancoradouro abrigado, embora o seu porto nunca tivesse sido estudado do ponto de vista oceanográfico. O Elucidário aborda o Funchal como estância de saúde, com dados climáticos, e regista os distúrbios de janeiro de 1906, a visita do príncipe dinamarquês em maio de 1846 e a existência de cones vulcânicos recentes na zona.
- Portugal
País cujo desenvolvimento da instrução António da Costa promoveu.
Portugal, a metrópole da Madeira. O Elucidário refere que, antes de 1877, foram enviados destacamentos de artilharia do continente para guarnecer a Madeira, que a ilha ficou ligada a Portugal por cabo telegráfico em 1874 e que, anteriormente, dali se enviavam pastel e ofertas de mel para o continente. As laranjas e as azeitonas do continente são comparadas favoravelmente com as da Madeira e de Porto Santo.
Pessoas
Pessoas mencionadas · 02- António de Pádua da Costam. 1921
Escritor português e defensor da instrução pública que elogiou a associação no opúsculo Instituição de Ouro, de 1878, e em Auroras de Instrução em Portugal.
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Fundador da associação e autor dos seus estatutos, mais tarde Conde de Canavial; foi elogiado pelo Governo central em 1876.