Praça da Rainha
Antiga praça pública na frente marítima do Funchal, construída em 1839 e batizada em homenagem a D. Maria II. Foi depois usada para experiências com amoreiras e bichos-da-seda e para pavilhões, tendo recebido o nome de Praça do Marquês de Pombal em 1910.
Foi construída em 1839 sobre terreno que servira anteriormente para guardar os barcos e ancoras pertencentes ao Trem Militar.
Em Maio de 1877, foi a praça concedida ao Dr. João da Câmara Leme Homem de Vasconcelos, médico no Funchal, para viveiro de amoreiras brancas tendo chegado a haver ali grande copia destas arvores, assim como diversas instalações para a criação e aproveitamento do bicho da sêda, mas sem que destes ensaios sericícolas se colhessem quaisquer resultados animadores.
Os pavilhões que existem hoje no terreno da antiga Praça da Rainha começaram a ser construídos em 1897, em virtude duma concessão feita pela Câmara Municipal em 30 de Maio de 1895. Os primitivos concessionários pretendiam estabelecer naquele recinto um bazar permanente de indústria madeirense e uma exposição de horticultura e floricultura (1921).
Dentro da antiga Praça da Rainha, houve outrora uma lagoa construída para exercícios natatorios, mas que não chegou a ter esta aplicação, e a oeste da mesma praça existiu uma outra lagoa que se destinava ao mesmo fim, mas que não chegou também a ser utilizada. Ambas estas lagoas foram aterradas há muitos anos.
Desde Novembro de 1910 que a antiga praça da Rainha se chama praça do Marquês de Pombal.
A construção da «Avenida do Mar» fêz desaparecer a parte mais consideravel do seu recinto.
O nome «Praça da Rainha» foi posto em homenagem á rainha D. Maria II.
Neste artigo
Tempo
Anos mencionados · 05-
A Praça da Rainha foi construída num terreno anteriormente usado pelo Trem Militar para guardar embarcações e âncoras.
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A Câmara Municipal do Funchal cedeu a Praça da Rainha ao Conde do Canavial para instalar um viveiro de amoreiras-brancas e realizar experiências de criação de bichos-da-seda.
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A Câmara Municipal concedeu a exploração de pavilhões na Praça da Rainha para um bazar permanente e uma exposição hortícola.
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Começou a construção dos pavilhões na Praça da Rainha.
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A Praça da Rainha passou a chamar-se Praça do Marquês de Pombal.
Lugar
Lugares mencionados · 04- Praça da Rainha · Assunto
Funchal
Antiga praça pública na frente marítima do Funchal, construída em 1839 e batizada em homenagem a D. Maria II. Acolheu mais tarde as instalações de criação de bichos-da-seda e as plantações de amoreiras do Conde do Canavial, bem como pavilhões. Em 1910, passou a chamar-se Praça do Marquês de Pombal.
- Avenida do Mar
Funchal. Avenida marginal cuja construção eliminou a maior parte da praça.
A Avenida do Mar é uma avenida marginal do Funchal, inaugurada em 1939. A sua construção eliminou a maior parte da Praça da Rainha e exigiu a demolição do mercado do peixe; o seu prolongamento tornou necessária a construção de novos Mercados.
- Funchal
Cidade onde se situava a praça.
Capital do arquipélago e sede da principal capitania, onde teve início o povoamento; foi elevada a vila por volta de 1451–1452. A sua baía, a mais ampla do arquipélago, situa-se entre a Ponta do Garajau e a Ponta da Cruz e oferece um ancoradouro abrigado, embora o seu porto nunca tivesse sido estudado do ponto de vista oceanográfico. O Elucidário aborda o Funchal como estância de saúde, com dados climáticos, e regista os distúrbios de janeiro de 1906, a visita do príncipe dinamarquês em maio de 1846 e a existência de cones vulcânicos recentes na zona.
- Praça do Marquês de Pombal
Funchal. Nome dado à antiga Praça da Rainha a partir de novembro de 1910.
Praça no Funchal, anteriormente chamada Praça da Rainha, que recebeu o nome atual em novembro de 1910. Em 1877, parte da praça foi cedida para um viveiro de amoreiras-brancas; a poente situava-se a bateria das Fontes. Acolheu a feira e a exposição agrícola do Quinto Centenário, as honras prestadas pela infantaria ao Presidente da República e o lançamento da primeira pedra do monumento à Grande Guerra.
Pessoas
Pessoas mencionadas · 02-
Médico do Funchal a quem a praça foi cedida em 1877 para viveiro de amoreiras brancas e para experiências, sem êxito, de criação de bichos-da-seda.
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Rainha de Portugal em cuja homenagem a praça recebeu o nome.