Rodrigues (Dr. António Feliciano)
Advogado, secretário de liceu e poeta nascido no Funchal (1870–1925), conhecido pela alcunha de «Castilho», publicou vários livros de poesia e dois romances.
Os seus companheiros do liceu chamavam-no Castilho, talvez pela analogia do nome com o do grande Castilho e ainda por fazer versos, nome que tem perdurado e que o próprio Dr. Feliciano Rodrigues por vezes adopta, como pseudónimo, nos seus escritos. Nasceu nesta cidade a 9 de Junho de 1870. Concluída a sua formatura na Universidade de Coimbra, em 1897, abriu banca de advogado no Funchal, e nesta comarca tem exercido também o cargo de delegado interino, do procurador da republica. É secretario do liceu e oficial da secretaria da Junta Geral do distrito (1921).
Além de colaboração em diversos jornais, tanto em prosa como em verso, tem publicado os poemetos:
- A Escola, Coimbra, 1893
- A Consciência, Funchal 1897
- Versos da Mocidade, Funchal, 1903, de 127 páginas
- Versos para meus filhos, Funchal, 1910, de 118 páginas
- Collar de Vidrilhos, Funchal, 1911, de 54 páginas
- Canção das lágrimas; e Sonetos, Lisboa, 1916.
Em prosa, publicou O Cirurgião de Marinha e Martim de Freitas, romances, tendo aparecido este ultimo no Heraldo da Madeira. Tem outros trabalhos prontos a dar á estampa(1921). Faleceu no Funchal a 5 de Fevereiro de 1925.
Neste artigo
Tempo
Anos mencionados · 06-
António Feliciano Rodrigues nasceu no Funchal.
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O Dr. António Feliciano Rodrigues publicou o poema A Escola em Coimbra.
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António Feliciano Rodrigues formou-se em Coimbra e abriu um escritório de advocacia no Funchal.
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António Feliciano Rodrigues publicou Versos da Mocidade no Funchal.
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Foram publicados em Lisboa a tese de António Feliciano Rodrigues sobre o tétano crónico e Sonetos, de Arsénio Teixeira Jardim.
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Rodrigues morreu no Funchal.
Lugar
Lugares mencionados · 03No estrangeiro
- Funchal
Local onde Rodrigues nasceu, exerceu advocacia e morreu.
Capital do arquipélago e sede da principal capitania, onde teve início o povoamento; foi elevada a vila por volta de 1451–1452. A sua baía, a mais ampla do arquipélago, situa-se entre a Ponta do Garajau e a Ponta da Cruz e oferece um ancoradouro abrigado, embora o seu porto nunca tivesse sido estudado do ponto de vista oceanográfico. O Elucidário aborda o Funchal como estância de saúde, com dados climáticos, e regista os distúrbios de janeiro de 1906, a visita do príncipe dinamarquês em maio de 1846 e a existência de cones vulcânicos recentes na zona.
- Lisboa
Portugal. Local de publicação dos seus Sonetos (1916).
Capital portuguesa, sede do tribunal da Relação e da Misericórdia cujos privilégios e estatutos foram estendidos ao Funchal. Henrique Franco de Sousa estudou na sua Academia Real de Belas-Artes, e Luiz José Baiardo mudou-se para a cidade em 1821.
- Universidade de Coimbra
Portugal. Universidade onde se formou em 1897.
A Universidade de Coimbra, em Portugal Continental, recebeu apoio da Madeira através de dízimos e foi frequentada por muitos madeirenses. Vários formaram-se ali, sobretudo em Direito, e outros, como António da Gama e Vitúrio Lopes Rocha, também ali lecionaram. Júlio Augusto Henriques ocupou a sua cátedra de Botânica.
Pessoas
Pessoas mencionadas · 02- António Feliciano Rodrigues1870–1925
Advogado no Funchal, substituto do delegado do Ministério Público, secretário de liceu e poeta a quem se dedica esta entrada.
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O célebre poeta português Castilho, cujo nome os colegas de escola deram como alcunha a Rodrigues.