Quina Vermelha (Cinchona succirubra, Pav.)
A quina-vermelha foi introduzida na Madeira em 1867 por João Maria Moniz, mas não se estabeleceu.
Rubiacea dos Andes, do Peru e do Equador, introduzida na Madeira em 1867 pelo falecido botânico João Maria Moniz. De 20 exemplares que vieram então para a ilha, um só existia em 1909, numa quinta um pouco acima da igreja de Santa Luzia, onde florescia todos os anos, sem todavia dar sementes férteis. Algumas quinas que foram plantadas na freguesia do Monte, tiveram aí pouca duração. Segundo o falecido R. T. Lowe, as localidades da Madeira onde a cultura da quina vermelha se poderia ensaiar talvez com bom resultado, são as Ribeiras da Metade e da Boaventura, a Lombada das Vacas, em S. Vicente, o Montado dos Pessegueiros, na Ribeira do Inferno, a Ribeira Funda, nas vizinhanças do Seixal, etc., etc. A Cinchona calisaya, mencionada numa obra sobre o clima da Madeira, como existindo no jardim do hospício da Princesa D. Maria Amélia, nunca foi cultivada na nossa ilha.
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Tempo
Anos mencionados · 02Lugar
Lugares mencionados · 08- Hospício da Princesa D. Maria Amélia
Funchal. Afirmou-se erradamente que o seu jardim tinha exemplares de Cinchona calisaya.
Hospital do Funchal para pessoas pobres com tuberculose pulmonar, fundado pela imperatriz D. Amélia em memória da filha, falecida na Madeira em 1853. Instalado provisoriamente na Rua do Castanheiro em 1853, mudou-se para um novo edifício, construído entre 1856 e 1859 e inaugurado em 1862 com uma inscrição comemorativa da fundação. Foi administrado pelas Irmãs da Caridade e recebeu uma dotação da rainha Josefina da Suécia. A capela alberga uma imagem de Nossa Senhora das Angústias oferecida por Fernando José Maximiliano, e os jardins, perto da Quinta Vigia, têm muitas espécies lenhosas exóticas.
- Igreja de Santa Luzia
Funchal. A última árvore sobrevivia em 1909 acima desta igreja.
A atual igreja paroquial de Santa Luzia, no Funchal, foi concluída por volta de 1741. Chega-se a ela pela estrada junto ao grande muro do Convento da Incarnação. O último pé de quina-vermelha subsistia acima da igreja em 1909.
- Lombada das Vacas
São Vicente. Local sugerido.
A Lombada das Vacas é uma localidade de São Vicente. Foi apontada como local para o cultivo de quina-vermelha, e as suas florestas foram danificadas pelo incêndio de 1919.
- Montado dos Pessegueiros
Porto Moniz. Local sugerido na Ribeira do Inferno.
O Montado dos Pessegueiros é uma localidade da freguesia e do concelho de São Vicente, na Madeira, com túneis de lava em escoadas lávicas recentes. É um dos dois locais onde ainda se encontra o feto Dicksonia culcita (feto abrum) e o único onde é frequente. Foi sugerido como local para o cultivo de Cinchona succirubra, na Ribeira do Inferno.
- Monte
Funchal. As quinas plantadas neste local tiveram uma vida curta.
Freguesia de Nossa Senhora do Monte, acima do Funchal, a cerca de 600 m de altitude, onde o aparecimento das folhas ocorre mais tarde do que no Funchal. Inclui os sítios do Jardim Botânico, da Igreja e dos Marmeleiros e a Quinta de Sant'Ana. O Elucidário regista as suas numerosas plantas, entre elas acácias e Sonchus fruticosus.
- Ribeira da Boaventura
Santa Cruz. Local sugerido.
A Ribeira da Boaventura é uma das ribeiras mais caudalosas da Madeira. Nasce na Boca das Torrinhas e é chamada Ribeira do Porco junto à povoação.
- Ribeira da Metade
Santana. Local sugerido para o cultivo.
A Ribeira da Metade é um afluente da Ribeira do Faial, na Madeira. O seu vale pode ser observado dos miradouros do Ribeiro Frio, e o Ribeiro do Juncal situa-se no seu curso superior. Marcou um dos limites da sesmaria de Lançarote Teixeira. No seu barranco crescem as raras gramíneas Festuca albida e Anthyllis lemanniana, e foi proposta como local para o cultivo da quina.
- Ribeira Funda
Porto Moniz · Calheta. Local sugerido perto do Seixal.
Ribeira Funda é o principal sítio da freguesia do Seixal, na Calheta, e também o nome de uma pequena ribeira que nasce nos picos da Silva e da Relva, recebe as águas do Ribeiro do Mendes e tem pouco caudal. Uma ribeira com este nome delimita a oeste o Estreito da Calheta, separando-o dos Prazeres, e forma um dos lados da Ponta da Galé; um local próximo do Seixal foi sugerido para o cultivo de quina vermelha.
Pessoas
Pessoas mencionadas · 03- D. Maria Améliam. 1853
Princesa que deu nome ao hospício.
- João Maria Moniz1822–1898
Botânico madeirense que introduziu a quina-vermelha em 1867.
-
Naturalista que sugeriu locais na Madeira para o cultivo da quina.