Procissão do Triunfo
Descreve a Procissão do Triunfo, também chamada Procissão do Carmo, que saía da Igreja do Carmo, no Funchal, com nove andores que transportavam imagens da Paixão e da Virgem Maria. Deixou de se realizar alguns anos antes da proclamação da República.
Figuravam nesta procissão nove andores, sendo oito com imagens do Senhor (Senhor no Horto, da Paciência, da Coluna, da Pedra Fria, da Cana Verde, dos Passos, na Cruz e no Esquife) e um com a imagem da Virgem, tendo cada uma destas imagens a sua irmandade. Na frente do préstito, ia o pendão, seguindo-se a cruz da penitencia e a irmandade do mesmo nome, em duas alas, tendo ao meio as penitentes, duas a duas. A cruz da Ordem Terceira de N.ª S.ª do Monte do Carmo precedia os andores, e depois do ultimo andor ia a confraria da mesma ordem, levando o prior os bentinhos que lhe são proprios. O prelado ia no fim do cortejo, revestido com a capa magna, na qual pegavam cinco seminaristas.
Todos os andores levavam ciprestes, uns seis e outros quatro, e era uso guarnecê-los de ranúnculos, anémonas e outras flores, levando o do Senhor no Horto também ramos de oliveira.
As opas eram roxas, á excepção das da irmandade de Nossa Senhora, que eram azuis e brancas e das da confraria da Ordem Terceira, que eram pardas e brancas. Em antigos tempos, os irmãos professos levavam hábito pardo, escapulario e capa branca.
A procissão do Triunfo, chamada também do Carmo, por sair desta igreja, deixou de sair alguns anos antes da proclamação da Republica.
Neste artigo
Lugar
Lugares mencionados · 01- Igreja do Carmo
Funchal. Igreja de onde saía a procissão, que por isso também era chamada «do Carmo».
A Igreja do Carmo, na freguesia da Sé, no Funchal, foi construída após 1508 e tem anexo um hospício onde viveram os Carmelitas. Alberga dois mausoléus da família Brandão e a sepultura do governador D. Diogo Pereira Forjaz Coutinho. Dela partia a Procissão do Triunfo.