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Elucidário Madeirense Início
Artigo Nº 2134 Planta Vol. II · pp. 542–543 1 min de leitura

Loureiro (Laurus canariensis)

O loureiro-da-Madeira, árvore autóctone da família das Lauráceas cujas bagas forneceram outrora óleo para iluminação e cujo comércio foi sujeito a um monopólio em 1651.

Loureiro (Laurus canariensis)

Árvore de família das Lauráceas, de 6 a 20 metros, com as folhas persistentes e aromáticas, as umbelas reunidas em fascículos axilares, de ordinário mais curtas que os pecíolos, e as baga ovoides, negras, raras vezes amarelas. Produz madeira clara, inferior á das outras Lauráceas madeirenses, e as suas folhas são usadas como adubo nas cozinhas.

Das bagas, extraía-se outrora um óleo que servia na iluminação das casas pobres dos campos e que se preparava cozendo as bagas espremendo-as depois dentro dum saco de pano, em pequenos lagares de madeira. Como o óleo é mais leve de que o resto do liquido sobrenadava, sendo tirado facilmente do recipiente em que se fazia a operação.

O loureiro encontra-se na primeira, segunda e terceira zonas da Madeira, mas nesta ultima é uma árvore de pequenas dimensões. Existiu outrora espontâneo no Porto Santo, onde se extinguiu, sendo porém cultivado agora naquela ilha.

O alvará de 14 de Setembro de 1651 determinou que só o Conde de Vimioso, donatário de Machico, pudesse vender e «fazer navegar para fora da ilha baga de loureiro e comprá-la aos particulares. Vid. Lauráceas e Madre de Deus.

Neste artigo

Tempo

Anos mencionados · 01
  1. Uma carta concedeu ao Conde de Vimioso o direito exclusivo de comprar e exportar bagas de loureiro.

Lugar

Lugares mencionados · 02
Mapa: Arquipélago da Madeira (2)
  1. Machico

    Capitania do Conde de Vimioso.

  2. Porto Santo

    O loureiro crescia aí espontaneamente, desapareceu e é hoje cultivado.

Pessoas

Pessoas mencionadas · 01
  1. Donatário de Machico a quem foi concedido, em 1651, o monopólio da exportação de bagas de loureiro.

Na folha L

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