Ega (Conde da)
Biografia de Aires José Maria de Saldanha Albuquerque Matos e Noronha, 2.º Conde da Ega, nascido no Funchal em 1755, quando o pai era governador da Madeira; diplomata sobretudo recordado por ser marido da condessa que foi amante de Junot.
Aires José Maria de Saldanha Albuquerque Matos e Noronha, 2.º conde da Ega, era filho de Manuel de Saldanha de Albuquerque e nasceu no Funchal a 29 de Março de 1755, quando seu pai exercia aqui o cargo de governador e capitão-general deste arquipelago, tendo sido baptizado na capela do palácio de São Lourenço, a 27 de Maio do mesmo ano. Exerceu elevados cargos públicos, como o de embaixador de Portugal em Madrid, mas ficou sendo mais conhecido o seu nome por ser marido da celebre condessa da Ega, que foi amante do general Junot, quando este entrou em Portugal, comandando as tropas da primeira invasão francesa. Quando as tropas de Napoleão saíram de Portugal em 1811, toda a família do conde de Ega foi para França, onde o conde recebeu do imperador uma pensão de sessenta mil francos anuais, que usufruiu até á queda de Napoleão. Tendo então o nosso governo procedido contra os portugueses que estavam em França, foi o conde da Ega condenado á morte, mas esta sentença nunca se executou, e em 1823 foi absolvido dos crimes que lhe imputavam.
Neste artigo
Tempo
Anos mencionados · 03-
Aires José Maria de Saldanha, 2.º Conde da Ega, filho do governador, nasceu no Funchal e foi batizado a 27 de maio na capela do Palácio de São Lourenço.
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As tropas de Napoleão saíram de Portugal e a família do Conde da Ega foi para França.
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O Conde da Ega foi absolvido dos crimes que lhe eram imputados.
Lugar
Lugares mencionados · 04No estrangeiro
- França
France. País para onde a família do conde foi em 1811.
A França é um país onde vários madeirenses combateram e morreram na Primeira Guerra Mundial, entre eles Gabriel Rocha de Gouveia e João Paulo da Veiga Pestana. Foi também lugar de estudo, exílio e refúgio para madeirenses. De lá partiu a expedição que deu origem ao Saque dos Franceses, e era o destino pretendido pelos fugitivos da lenda de Machim.
- Funchal
Cidade onde nasceu o conde.
Capital do arquipélago e sede da principal capitania, onde teve início o povoamento; foi elevada a vila por volta de 1451–1452. A sua baía, a mais ampla do arquipélago, situa-se entre a Ponta do Garajau e a Ponta da Cruz e oferece um ancoradouro abrigado, embora o seu porto nunca tivesse sido estudado do ponto de vista oceanográfico. O Elucidário aborda o Funchal como estância de saúde, com dados climáticos, e regista os distúrbios de janeiro de 1906, a visita do príncipe dinamarquês em maio de 1846 e a existência de cones vulcânicos recentes na zona.
- Madrid
Spain. Cidade onde exerceu funções de embaixador português.
Capital espanhola onde o Conde da Ega foi embaixador de Portugal e outros madeirenses serviram na legação portuguesa. Franco de Sousa e Miguéis deslocaram-se à cidade em 1912 com uma bolsa Valmor, e o Dr. Jacinto António de Sousa visitou-a pelos seus estabelecimentos científicos.
- Palácio de São Lourenço
Funchal. O conde foi batizado na sua capela.
O Palácio de São Lourenço, palácio-fortaleza dos governadores no Funchal, foi palco de cerimónias de beija-mão, receções, bailes e jantares, bem como da exposição de 1861. O Elucidário regista ali um grande incêndio em 1699, um museu de história natural em 1850 e uma tentativa de entrada de soldados em 1829. O Teatro Grande ficava em frente.
Pessoas
Pessoas mencionadas · 05-
2.º Conde da Ega, nascido no Funchal e embaixador português em Madrid; foi condenado à morte por colaborar com Napoleão, mas absolvido em 1823.
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Mulher do 2.º Conde da Ega, conhecida por ter sido amante do general Junot.
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General francês que comandou a primeira invasão francesa de Portugal.
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Governador e capitão-general da Madeira e pai do 2.º Conde da Ega.
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Imperador francês que concedeu ao conde uma pensão anual de sessenta mil francos.