Saltar para o conteúdo
Elucidário Madeirense Início
Artigo Nº 1099 Donatário, governador ou governante Vol. I · p. 633 2 min de leitura

Couceiro (Antonio Rogerio Gromicho)

Biografia do brigadeiro António Rogério Gromicho Couceiro, governador civil da Madeira (1856–1857), destacado pela atuação enérgica durante a epidemia de cólera de 1856, que matou cerca de dez mil madeirenses.

Couceiro (Antonio Rogerio Gromicho)

A 1 de Junho de 1856 tomou posse do cargo de governador civil deste distrito o Brigadeiro Antonio Rogerio Gromicho Couceiro. Um mês depois, aparecem os primeiros casos da terrivel epidemia colerica, que em quatro meses vitimou cêrca de dez mil madeirenses. Gromicho Couceiro foi uma verdadeira Providencia para a Madeira nos transes mais angustiosos por que esta ilha tem passado. Homem de rara energia, de uma inteligente e proficua iniciativa, de uma pronta e imediata decisão nas ocasiões mais criticas e embaraçosas, soube quanto possivel conjurar os males que assoberbaram os desgraçados habitantes deste arquipelago, impondo-se á admiração dos contemporaneos e conquistando um nome aureolado por tantas benemerencias, que ainda hoje se conserva na tradição a fama dos relevantissimos serviços que desinteressadamente prestou á Madeira. É de justiça recordar que Couceiro teve um auxiliar valioso, entre outros, no ilustre madeirense o dr. Antonio da Luz Pita, então deputado por esta ilha e que encontrando-se em Lisboa, quando surgiu a epidemia, conseguiu do govêrno central importantes socorros, que ele proprio acompanhou á Madeira, e aqui como médico abalizado e homem de grande prestigio e influencia, prestou aos seus patricios os serviços mais assinalados, nomeadamente na montagem dos trabalhos clinicos e hospitalares. Ainda está por escrever a historia dessa calamitosa quadra, que deixou na tradição popular a recordação dos mais dantescos horrores e também ainda se não tributou á memoria de Couceiro o preito devido aos grandes serviços por ele prestados a esta ilha. (V. Colera em 1856 e 1910).

Couceiro nasceu em Elvas a 13 de Março de 1807, e morreu em Lisboa, no pôsto de marechal de campo, a 22 de Junho de 1862. Era formado em matematica pela Universidade de Coimbra e foi lente da Academia Politecnica do Pôrto e ministro da guerra em 1859.

Também exerceu o cargo de comandante militar da Madeira, que acumulou com o logar de governador civil, tendo deixado esta ilha a 3 de Setembro de 1857, e representou este arquipélago no parlamento, na legislatura de 1858 a 1859.

Neste artigo

Tempo

Anos mencionados · 06
  1. António Rogério Gromicho Couceiro nasceu em Elvas.

  2. António Rogério Gromicho Couceiro tomou posse como governador civil do distrito do Funchal.

  3. Uma epidemia de cólera, trazida pelo Regimento de Infantaria n.º 1, assolou a Madeira de julho a outubro de 1856, causando, segundo a tradição, cerca de dez mil mortes e deixando muitos órfãos. Álvaro Rodrigues de Azevedo, Luiz Albino Gonçalves e outros prestaram serviço durante a epidemia.

  4. O governador António Rogério Gromicho Couceiro deixou a Madeira no fim do seu mandato.

  5. António Rogério Gromicho Couceiro representou a Madeira no Parlamento.

  6. António Rogério Gromicho Couceiro exerceu o cargo de ministro da Guerra.

  7. António Rogério Gromicho Couceiro morreu em Lisboa com a patente de marechal de campo.

Lugar

Lugares mencionados · 05
Mapa: Europa (4)
  1. Coimbra

    Portugal. Local da universidade onde Couceiro se formou em Matemática.

  2. Elvas

    Portugal. Terra natal de Couceiro.

  3. Lisboa

    Portugal. Cidade onde Luz Pita obteve auxílio e onde Couceiro morreu.

  4. Porto

    Portugal. Cidade onde se situava a Academia Politécnica em que Couceiro lecionou.

Pessoas

Pessoas mencionadas · 02
  1. Oficial do Exército e governador civil da Madeira de 1856 a 1857, que dirigiu a resposta à epidemia de cólera de 1856; foi posteriormente ministro da Guerra e deputado pela Madeira.

  2. Médico e deputado madeirense que obteve auxílio de Lisboa durante a epidemia de cólera de 1856 e organizou a assistência médica e hospitalar na ilha.

Na folha C

Vistos recentemente

    As páginas que ler aparecerão aqui.