Árvores e Arbustos
Enumera as árvores e os principais arbustos que crescem espontaneamente na Madeira e assinala a sua raridade, causada por lenhadores, carvoeiros, madeireiros, pastoreio e abate de árvores para abastecer os vapores de cabotagem durante a guerra.
As árvores e os principais arbustos que crescem espontaneamente na Madeira são os seguintes: a ameixieira de espinho ou fustete, os dois mocanos, o azevinho, o perado, o sanguinho, as duas ginjeiras bravas, uma das quais é conhecida também pelo nome de tintureira, os piornos, a tramazeira(?), a murta, o sabugueiro, o codesso, a uveira, a urze molar, a urze das vassouras, o folhado, o aderno, o marmulano, a oliveira, o pau branco, o vinhatico, o barbuzano, o til, o loureiro, a figueira do inferno ou alindres, a faia, o seixo, o dragoeiro, o cedro, o zimbreiro e o teixo.
Estas essências, das quais nos ocuparemos nos lugares competentes, são na sua maior parte bastante raras, achando-se mesmo algumas delas extintas ou quasi extintas, mercê do pouco cuidado que tem havido em reproduzi-las e das devastações que de longos anos vêm fazendo nas nossas serras os lenheiros, os carvoeiros, os negociantes de madeiras e os gados.
Os proprietários dos vapores costeiros foram um inimigo cruel dos nossos arvoredos no período decorrido de 1916 a 1918. Muitos milhares de árvores foram cortadas pelos agentes desses indivíduos durante o referido período, para irem alimentar as cadeiras daqueles vapores, visto o carvão de pedra haver atingido por causa da guerra preços fabulosos, não tendo as autoridades procurado obstar a um tal abuso, nem punir aqueles que o praticaram.
Neste artigo
Tempo
Anos mencionados · 02Lugar
Lugares mencionados · 02- Funchal
Local de publicação do opúsculo de Meneses.
Capital do arquipélago e sede da principal capitania, onde teve início o povoamento; foi elevada a vila por volta de 1451–1452. A sua baía, a mais ampla do arquipélago, situa-se entre a Ponta do Garajau e a Ponta da Cruz e oferece um ancoradouro abrigado, embora o seu porto nunca tivesse sido estudado do ponto de vista oceanográfico. O Elucidário aborda o Funchal como estância de saúde, com dados climáticos, e regista os distúrbios de janeiro de 1906, a visita do príncipe dinamarquês em maio de 1846 e a existência de cones vulcânicos recentes na zona.
Pessoas
Pessoas mencionadas · 01- Carlos Azevedo de Meneses1863–1928
Autor do opúsculo Arvores e Arbustos Madeirenses (Funchal, 1904), citado como fonte sobre as árvores e os arbustos da Madeira.