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Elucidário Madeirense Início
Artigo Nº 2472 Militar ou marinheiro Vol. II · pp. 763–764 1 min de leitura

Mota Freitas (Carlos Elói)

Carlos Elói Mota Freitas (1894–1918), guarda-marinha natural do Funchal, morreu quando o caça-minas Augusto Castilho foi afundado por um submarino alemão enquanto escoltava o vapor São Miguel. Foi homenageado a título póstumo com a Cruz de Guerra e com a atribuição do seu nome a uma rua do Funchal.

Mota Freitas (Carlos Elói)

Nasceu nesta cidade a 1 de Dezembro de 1894, tendo concluído o curso da Escola Naval no ano de 1917. Fazia parte, como aspirante de marinha, da guarnição do caça-minas Augusto Castilho, que comboiava o vapor São Miguel, em viagem da Madeira para os Açores, quando o caça-minas foi traiçoeiramente atacado e metido a pique por um submarino alemão, no dia 14 de Outubro de 1918, morrendo, entre outros, o seu bravo comandante e o nosso patrício Mota Freitas. A heróica resistência do Augusto de Castilho pôs o vapor São Miguel ao abrigo da investida do submarino alemão, salvando-se o vapor português e todos os seus tripulantes e passageiros. Quem quiser ter um mais largo conhecimento dessa horrível tragédia, leia o interessante opúsculo 200 milhas a remos, escrito pelo tenente Luís José Simões, testemunha presencial de todos aqueles acontecimentos. Foi vitima sobrevivente do ataque do submarino alemão, o nosso patrício Samuel da Conceição Vieira, então aspirante de marinha.

O governo concedeu ao aspirante Mota e Freitas a Cruz de Guerra de 1ª. classe, e a Câmara Municipal do Funchal, em sessão de 8 de Maio de 1919, resolveu dar o nome do mesmo aspirante à antiga travessa da Sacristia em Santa Maria Maior. Em Outubro de 1921, constituiu-se uma comissão que pretende levantar um modesto monumento ao aspirante Mota e Freitas, tendo sido expostas pela mesma ocasião na Santa Casa da Misericórdia, as insígnias da Cruz de Guerra, concedidas ao mesmo aspirante após a sua morte.

Neste artigo

Tempo

Anos mencionados · 05
  1. Carlos Elói Mota Freitas nasceu no Funchal.

  2. Carlos Elói Mota Freitas concluiu o curso da Escola Naval.

  3. O caça-minas Augusto Castilho foi afundado por um submarino alemão enquanto escoltava o vapor São Miguel, tendo morrido Mota Freitas e o comandante do caça-minas.

  4. A Câmara Municipal do Funchal deu à Travessa da Sacristia o nome do aspirante Carlos Elói Mota e Freitas.

  5. Foi constituída uma comissão para erguer um monumento a Mota Freitas, cujas insígnias da Cruz de Guerra foram expostas.

Lugar

Lugares mencionados · 05

No estrangeiro

Mapa: Madeira (5)
  1. Açores

    Portugal. Destino do vapor São Miguel na viagem em que foi atacado.

  2. Funchal

    Local de nascimento de Mota Freitas.

  3. Rua Mota e Freitas

    Funchal. Antiga travessa à qual a Câmara Municipal do Funchal deu o nome de Mota Freitas em 1919.

  4. Santa Casa da Misericórdia do Funchal

    Funchal. Local onde foram expostas as suas insígnias da Cruz de Guerra em 1921.

  5. Santa Maria Maior

    Funchal. Freguesia do Funchal onde se situa a travessa que recebeu o novo nome.

Pessoas

Pessoas mencionadas · 03
  1. Guarda-marinha natural do Funchal, morto em 1918 no afundamento do caça-minas Augusto Castilho por um submarino alemão.

  2. Tenente da Marinha e testemunha ocular que escreveu o opúsculo 200 milhas a remos sobre o afundamento do Augusto Castilho.

  3. Guarda-marinha madeirense que sobreviveu ao ataque do submarino alemão ao Augusto Castilho.

Na folha M

Vistos recentemente

    As páginas que ler aparecerão aqui.