Charamba
Canção popular madeirense, geralmente improvisada como um desafio cantado em quadras e acompanhada por braguinha, viola de arame e rajão.
Canto popular frequentemente usado na Madeira, sobretudo entre a gente do campo. É uma simples melodia de pouco relêvo, e compõe-se de oito compassos em tempo ternario e movimento lento, alternando com um ritornelo de andamento vivo, em compasso binario. É executada geralmente em tom de sol, pelo braguinha com acompanhamento de viola de arame e rajão.
O charamba é, as mais das vezes, cantado ao desafio entre dois ou mais individuos, que trovam em quadras improvisadas e tomam para tema a vida dos circunstantes, fazendo-se alusões que tanto podem ser amaveis, como picantes e até mesmo ofensivas. Se no divertimento os animos estão já alterados por frequentes libações e as trovas são demasiado irritantes, pode acontecer que o canto termine em desordem, quebrando-se os proprios instrumentos na cabeça dos cantadores.
No interessante livro da autoria de Carlos Santos, intitulado “Tocares e Cantares da Ilha” e publicado no Funchal no ano de 1937, encontra-se um capitulo epigrafado O Charamba, que trata desenvolvidamente deste canto popular madeirense.
Neste artigo
Tempo
Anos mencionados · 01Lugar
Lugares mencionados · 01- Funchal
Local de publicação do livro de Carlos Santos.
Capital do arquipélago e sede da principal capitania, onde teve início o povoamento; foi elevada a vila por volta de 1451–1452. A sua baía, a mais ampla do arquipélago, situa-se entre a Ponta do Garajau e a Ponta da Cruz e oferece um ancoradouro abrigado, embora o seu porto nunca tivesse sido estudado do ponto de vista oceanográfico. O Elucidário aborda o Funchal como estância de saúde, com dados climáticos, e regista os distúrbios de janeiro de 1906, a visita do príncipe dinamarquês em maio de 1846 e a existência de cones vulcânicos recentes na zona.
Pessoas
Pessoas mencionadas · 01-
Autor de Tocares e Cantares da Ilha (Funchal, 1937), que inclui um capítulo sobre a charamba.