Abreu (Francisco Ferreira de)
Funcionário madeirense e liberal, desterrado durante o regime de D. Miguel, que mais tarde exerceu cargos notariais e administrativos; traduziu também obras de Blanqui e Cuvier.
Era, em 1828, juiz dos orfãos da capitania de Machico, tendo desempenhado antes os cargos de feitor de embarque, escrivão das execuções ultramarinas e escrivão da Índia e Mina. Preso por liberal, por ordem da alçada que veio a esta ilha durante o governo de D. Miguel, foi enviado para Lisboa a bordo do bergantim S. Boaventura, sendo condenado, por sentença de 3 de Agosto de 1830, a não voltar à Madeira durante 3 anos. Em 23 de Junho de 1838, foi nomeado tabelião do registo de hipotecas da comarca ocidental, e, em 11 de Junho de 1841, escrivão da administração do concelho do Funchal. Tendo renunciado este último cargo, por seguir para Cabo Verde, veio a falecer naquele arquipélago em 1842, em idade pouco avançada. Desempenhou o cargo de secretário da Sociedade dos Amigos das Sciencias e Artes, e traduziu o Compêndio Elementar de Economia Política, de Adolfo Blanqui, e o Discurso sobre as revoluções da superfície do globo, pelo barão de Cuvier.
Neste artigo
Tempo
Anos mencionados · 05-
Francisco Ferreira de Abreu era juiz dos órfãos da capitania de Machico.
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Francisco Ferreira de Abreu foi condenado a três anos de desterro da Madeira por ser liberal.
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Francisco Ferreira de Abreu foi nomeado tabelião do registo de hipotecas da comarca ocidental.
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Francisco Ferreira de Abreu foi nomeado escrivão da administração do concelho do Funchal.
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Francisco Ferreira de Abreu morreu em Cabo Verde.
Lugar
Lugares mencionados · 04No estrangeiro
- Cabo Verde
Cape Verde. Arquipélago para onde Abreu foi e onde morreu.
Cabo Verde é um arquipélago e antiga colónia portuguesa que serviu de lugar de exílio e deportação para madeirenses, incluindo liberais na década de 1820, manifestantes contra os decretos relativos aos lacticínios e participantes nos motins de 1936. Lowe visitou-o em 1864 e 1866. Partilha com a Madeira uma espécie de planta com flor.
- Funchal
Concelho em cuja administração Abreu trabalhou como escrivão.
Capital do arquipélago e sede da principal capitania, onde teve início o povoamento; foi elevada a vila por volta de 1451–1452. A sua baía, a mais ampla do arquipélago, situa-se entre a Ponta do Garajau e a Ponta da Cruz e oferece um ancoradouro abrigado, embora o seu porto nunca tivesse sido estudado do ponto de vista oceanográfico. O Elucidário aborda o Funchal como estância de saúde, com dados climáticos, e regista os distúrbios de janeiro de 1906, a visita do príncipe dinamarquês em maio de 1846 e a existência de cones vulcânicos recentes na zona.
- Lisboa
Portugal. Cidade para onde Abreu foi enviado como preso.
Capital portuguesa, sede do tribunal da Relação e da Misericórdia cujos privilégios e estatutos foram estendidos ao Funchal. Henrique Franco de Sousa estudou na sua Academia Real de Belas-Artes, e Luiz José Baiardo mudou-se para a cidade em 1821.
- Machico
Capitania onde Abreu exerceu o cargo de juiz dos órfãos.
A freguesia de Machico foi o local do desembarque dos descobridores Zarco e Tristão Vaz e a sede da Capitania de Machico; foi criada cerca de 1450. O Elucidário aborda o seu clero e as respetivas côngruas, as capelas, os acontecimentos históricos, as fontes minerais, os sítios, a população e os naturais ilustres.
Pessoas
Pessoas mencionadas · 04- Francisco Ferreira de Abreum. 1842
Juiz dos órfãos da capitania de Machico em 1828, desterrado por ser liberal em 1830 e, mais tarde, tabelião e escrivão municipal; morreu em Cabo Verde em 1842.
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Economista francês cujo compêndio elementar de economia política Abreu traduziu.
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Rei absolutista de Portugal cujo governo enviou a comissão que prendeu Abreu.
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Naturalista francês cujo discurso sobre as revoluções da superfície do globo Abreu traduziu.