Nossa Senhora da Boa Hora (Capelas de)
Capelas de Nossa Senhora da Boa Hora na Torre (Câmara de Lobos), acima do Funchal (1726) e na Fajã, no Arco da Calheta.
A capela de Nossa Senhora da Boa Hora fica no sítio da Torre, da freguesia de Câmara de Lobos e é propriedade da condessa de Torre Bela (1921). Foi fundada pelo morgado António Correia Bettencourt Berenguer. Tinha capelão privativo. Com a mesma denominação, «por cima desta cidade», se levantava uma capela, construída em 1726 pelo capitão António de Carvalho Drumond e sua mulher D. Inacia Micaela Henriques, tendo a escritura de dotação a data de 22 de Maio de 1726.
No sítio da Fajã, da freguesia do Arco da Calheta, se erigiu uma capela consagrada a N. S. da Boa Hora, de que apenas restam algumas ruínas.
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Lugares mencionados · 06- Capelas de Nossa Senhora da Boa Hora · Assunto
Câmara de Lobos
Verbete sobre as capelas de Nossa Senhora da Boa Hora, situadas na Torre (Câmara de Lobos), acima do Funchal (1726) e na Fajã, no Arco da Calheta.
- Arco da Calheta
Calheta. Freguesia onde se situa a Fajã.
O Arco da Calheta é uma freguesia do concelho da Calheta, criada em 1572 em torno da Capela de São Brás, cuja igreja conserva pinturas do século XVI. O Elucidário aborda os seus primeiros povoadores, como os Andrade, as propriedades açucareiras, as capelas, os morgadios, os tumultos de 1834 e 1887 e a irrigação pelas levadas do Rabaçal e do Pico da Urze.
- Câmara de Lôbos
Câmara de Lobos. Freguesia onde se situa a Torre.
Freguesia a oeste do Funchal. O Elucidário relaciona o seu nome com a viagem de descoberta de Zarco e descreve as suas igrejas, capelas e colegiada, os primeiros povoadores, a comunidade piscatória e as vinhas afamadas. Regista também os sítios, limites, levadas e população da freguesia.
- Fajã
Calheta. Local de uma capela em ruínas desta invocação.
Fajã é um sítio habitado da freguesia do Arco da Calheta. O Elucidário regista aí as ruínas de uma capela de Nossa Senhora da Boa Hora.
- Funchal
Cidade acima da qual se situava a capela de 1726.
Capital do arquipélago e sede da principal capitania, onde teve início o povoamento; foi elevada a vila por volta de 1451–1452. A sua baía, a mais ampla do arquipélago, situa-se entre a Ponta do Garajau e a Ponta da Cruz e oferece um ancoradouro abrigado, embora o seu porto nunca tivesse sido estudado do ponto de vista oceanográfico. O Elucidário aborda o Funchal como estância de saúde, com dados climáticos, e regista os distúrbios de janeiro de 1906, a visita do príncipe dinamarquês em maio de 1846 e a existência de cones vulcânicos recentes na zona.
- Torre
Câmara de Lobos. Local da capela principal.
Sítio da freguesia de Câmara de Lobos onde se encontra a capela-mor de Nossa Senhora da Boa Hora e que deu origem ao título dos condes de Torre Bela. Diogo Lopes da Estacada possuía terras ali.
Pessoas
Pessoas mencionadas · 04-
Morgado que fundou a capela da Torre.
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Construiu uma capela desta invocação acima do Funchal em 1726.
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Proprietário da capela da Torre em 1921.
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Esposa de António de Carvalho Drumond, com quem fundou a capela.