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Elucidário Madeirense Início
Artigo Nº 1474 Catástrofe ou calamidade Vol. II · pp. 68–69 1 min de leitura

Fome na Madeira em 1757

Uma fome de curta duração, em setembro de 1757, provocada pela escassez de pão, durante a qual algumas pessoas comeram raízes, flores de giesta e frutos.

Fome na Madeira em 1757

Em Setembro de 1757 houve fome na Madeira, em razão de haver faltado o pão. Segundo se lê num oficio dirigido pelo governador Manuel Saldanha da Gama a Tomé Joaquim da Costa Corte Real, nalguns pontos da ilha o povo só de raízes, flor de giesta e frutos se alimentava, mas a crise foi pouco duradoura, pois que em Novembro seguinte já a ilha se achava abastecida de cereais. É curioso que o povo utilizasse na sua alimentação as flores de giesta, quando tinha muitas plantas, tais como os agriões, as azedas, as rabaças, as labaças e até mesmo as urtigas e as serralhas, dotadas de um sabor mais agradável do que as referidas flores.

Em 1757 ainda as semilhas não tinham sido introduzidas na Madeira, mas a batata doce já aqui era cultivada, não sabemos se em tão larga escala como actualmente.

Neste artigo

Tempo

Anos mencionados · 01
  1. Uma fome provocada pela escassez de pão atingiu a Madeira até à chegada de cereais em novembro.

Pessoas

Pessoas mencionadas · 02
  1. Governador da Madeira que descreveu a fome de 1757 num ofício.

  2. Responsável em Lisboa a quem o governador comunicou a fome de 1757.

Na folha F

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