Fome na Madeira em 1757
Uma fome de curta duração, em setembro de 1757, provocada pela escassez de pão, durante a qual algumas pessoas comeram raízes, flores de giesta e frutos.
Em Setembro de 1757 houve fome na Madeira, em razão de haver faltado o pão. Segundo se lê num oficio dirigido pelo governador Manuel Saldanha da Gama a Tomé Joaquim da Costa Corte Real, nalguns pontos da ilha o povo só de raízes, flor de giesta e frutos se alimentava, mas a crise foi pouco duradoura, pois que em Novembro seguinte já a ilha se achava abastecida de cereais. É curioso que o povo utilizasse na sua alimentação as flores de giesta, quando tinha muitas plantas, tais como os agriões, as azedas, as rabaças, as labaças e até mesmo as urtigas e as serralhas, dotadas de um sabor mais agradável do que as referidas flores.
Em 1757 ainda as semilhas não tinham sido introduzidas na Madeira, mas a batata doce já aqui era cultivada, não sabemos se em tão larga escala como actualmente.
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Governador da Madeira que descreveu a fome de 1757 num ofício.
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Responsável em Lisboa a quem o governador comunicou a fome de 1757.