Serviços Agrícolas
Descreve a reorganização, em 1922, dos serviços agrícolas da Madeira sob a direção da estação agrária da 9.ª Região, o respetivo pessoal e as estações experimentais.
Os serviços agrícolas madeirenses foram reorganizados pelo decreto n.° 8089, de 30 de Abril de 1922, que os dividiu, na estação agrícola da 9.ª Região, em três grupos, a saber: grupo de serviços físico-químico e tecnológicos, grupo de serviços culturais e biologico-agricolas, e grupo de serviços do regímen de açúcar, álcool e aguardente. O chefe da estação agrícola, que dirige igualmente um dos grupos de serviços, é engenheiro-agronomo, sendo também engenheiros-agronomos os directores dos outros dois grupos de serviços.
Além dos três engenheiros agronomos, deverá a estação ter dois regentes agrícolas, um analista e um preparador, não sendo, portanto, por falta de pessoal técnico que a agricultura madeirense deixará de prosperar. A estação agrícola tem administração autónoma nos termos dos decretos com força de lei de 16 de Maio de 1911 e 14 de Dezembro de 1912.
O decreto de 3 de Abril de 1922 manteve e colocou sob a dependencia da estação agrícola da 9.ª Região, os quatro seguintes postos experimentais, criados pela extinta Junta Agrícola: postos de Louros e Ribeira Brava, na zona baixa da ilha; posto do Santo da Serra, na zona media; e posto do Paul da Serra, na zona alta.
A estação agrícola da 9.ª Região é subordinada à Direcção Geral dos Serviços Agrícolas. V. Região Agricola e Sindicato Agricola da Madeira.
Neste artigo
Tempo
Anos mencionados · 03-
Um decreto concedeu autonomia administrativa à estação agrária.
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Foi publicado outro decreto sobre a administração autónoma da estação agrária.
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O decreto n.º 8089 definiu as atribuições da Estação Agrária da 9.ª Região, transferindo para ela o património da extinta Junta Agrícola, as estações experimentais, a polícia florestal e o regime do açúcar.
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O Decreto n.º 8089 reorganizou os serviços agrícolas da Madeira em três grupos.
Lugar
Lugares mencionados · 04- Louros
Funchal. Local de uma estação experimental de baixa altitude.
Sítio habitado de São Gonçalo, no Funchal, onde existiu uma capela de Nossa Senhora da Incarnação construída em 1656. Acolhe o Viveiro dos Louros, estação experimental agrícola de baixa altitude e viveiro de plantas da Junta. Situa-se na estrada do Lazareto, onde em 1922 foi solicitado um terreno para um hospital moderno.
- Paul da Serra
Ponta do Sol. Local da estação experimental de altitude.
O Paul da Serra é o único planalto extenso da Madeira, situado a cerca de 1 500 m de altitude e abrangendo quatro concelhos, onde as temperaturas podem descer até ao ponto de congelação. Nas suas margens nascem as fontes do Rabaçal e do Risco, a Ribeira da Tabua e a Ribeira da Janela, e dele são alimentadas as principais levadas. O Elucidário regista a sua vegetação, os ensaios agrícolas, as Casas de Abrigo, os encontros para a tosquia das ovelhas, o uso dos terrenos comuns e um projeto de estrada inacabado.
- Ribeira Brava
Local de uma estação experimental de baixa altitude.
A Ribeira Brava é uma das freguesias mais antigas da Madeira. Deve o nome à sua ribeira impetuosa e possui vila, porto e cais. O Elucidário aborda a sua igreja colegiada e as respetivas pinturas, o convento franciscano e as capelas, bem como a festa de São Pedro, com barco e dança das espadas. Regista também tumultos contra o sistema métrico e as mortes causadas por disparos das tropas sobre a população durante as eleições de 1884.
- Santo da Serra
Machico. Local da estação experimental de altitude intermédia.
Santo da Serra é uma freguesia de altitude da Madeira, pertencente ao concelho de Machico e, em parte, ao de Santa Cruz; alguns dos seus sítios passaram para Santa Cruz em 1852. O Elucidário regista a sua lagoa de cratera (a Lagoa), a vacaria de Burnay de 1895, uma estação experimental agrícola de média altitude e um posto meteorológico, e assinala que foi um centro de convertidos ao protestantismo. Era também uma estância ligada ao Poiso por uma estrada para automóveis.